terça-feira, 2 de setembro de 2008

No espírito da solidariedade internacional, da consistência moral e da resistência as injustiças e a opressão...

Grupo pede a Paul McCartney que desista de show em Tel Aviv
Folha de São Paulo
da Agência EFE, Jerusalém
"Uma organização palestina pediu nesta segunda-feira a Paul McCartney para boicotar Israel e suspender o show que deve fazer no dia 25 em Tel Aviv.
Um comunicado da Campanha Palestina para o Boicote Acadêmico e Cultural a Israel (Pacbi, em inglês), informa que o Estado de Israel programou o concerto para comemorar seu 60º aniversário, que é completado este ano.
Este é o manifesto da organização que pede ao "beatle" que "Una-se ao boicote contra o apartheid israelense. Não haveria nada que poderia fazer mais justiça ao lendário legado dos Beatles":
CHAMADA PARA O BOICOTE ACADÊMICO E CULTURAL DE ISRAEL

"Forçados pela opressão colonial de Israel ao povo palestino, que é baseada na ideologia Zionista, este boicote inspira-se nas seguintes razões:
  • Na negação de Israel a sua responsabilidade com o “Nakba” -- no detalhe, a tragédia da limpeza e dos deslocamentos étnicos que criaram o problema dos refugiados palestinos -- e conseqüentemente sua recusa em aceitar os direitos inalienáveis dos refugiados e deslocados, estipulados dentro, e na proteção da lei internacional;
  • Na ocupação e colonização militares do lado ocidental (Jerusalém do leste incluído) e de Gaza desde 1967, uma violação da lei internacional e das definições das Nações Unidas;
  • No enraizado poder de discriminação e de segregação racial contrário aos encontros dos cidadãos Palestinos em Israel, que se assemelha ao extinto sistema do “apartheid” da África do Sul;


Assim,

  • Considerando que as instituições acadêmicas Israelitas (na maior parte controladas pelo Estado) e a vasta maioria de intelectuais e dos acadêmicos de Israel contribuíram diretamente para manter, defender, ou de outra maneira justificar as medidas de opressão acima citados, ou então foram complacentes com elas com o seu silêncio;
  • Considerando que todas as atitudes que a comunidade internacional vêm tomado até agora não forçaram Israel a cumprir com a lei internacional ou a terminar sua repressão aos Palestinos, o que vem se manifestando de várias maneiras, inclusive o “siege”, na matança indiscriminada, na destruição arbitrária e no muro colonial racista;
  • Considerando o fato que os povos da na comunidade de intelectuais e “scholars” internacional sempre empunharam a responsabilidade moral de lutar contra as injustiças, como fizeram com seu esforço para abolição do apartheid na África do Sul através de diversas formas de boicote;
  • Considerando que o crescente movimento internacional de boicote a partir de Israel expressou a necessidade de uma unidade Palestina de referência que esboçe princípios guiando-se,

No espírito da solidariedade internacional, da consistência moral e da resistência as injustiças e a opressão,

Nós, acadêmicos e intelectuais palestinos, convidamos nossos colegas na comunidade internacional a boicotar detalhada e consistentemente toda manifestação acadêmica e cultural Israelita como uma contribuição contrária ao esforço de ocupação, colonização e ao sistema de Israel de extremo apartheid, da seguinte maneira:


1. Suspensão da participação em todas as formas de cooperação acadêmica e cultural, colaboração ou de projetos comuns com instituições Israelitas;
2. Aplicação de um boicote detalhado às instituições Israelitas nos níveis nacionais e internacionais, incluindo a suspensão de todas as formas de financiar e de subsidiar a estas instituições;
3. Promoção do desinvestimento e da desaplicação desde Israel para instituições acadêmicas internacionais;
4. Trabalhar para a condenação das políticas Israelitas pressionando para que as definições sejam adotadas por associações e por organizações acadêmicas, profissionais e culturais;
5. Suporte as instituições acadêmicas e culturais Palestinas diretamente sem requerer contrapartidas Israelitas como uma condição explícita ou implícita para tal sustentação."

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Quanta tristeza no meu coração...

Aqui sentado, na companhia das rádios que ouço um ligado na música clássica como pano de fundo, o outro no noticiário que ouço do computador, dedilho o teclado enquanto trabalho, olhando o feio e frio tempo lá fora e sentido esta tristeza imensa pela morte de Dona Ruth. Como cidadão sentia orgulho dela, mulher inteligente, doce, mãe e avó de um feminino irretocável. Minhas lágrimas caem como se fosse hoje o dia da morte da minha mãe. Amante das mulheres de classe e sofisticação não posso deixar de fazer uma homenagem a minha maneira, e transcrever abaixo os comentários que leio em alguns blogs, e nos quais formo opinião.

ROBERTO JEFFERSON:
Uma mulher admirável
Admirada por sua competência profissional e intelectual, dona Ruth Cardoso também nos deixou, embora a contragosto, um modelo de comportamento de primeira-dama difícil de ser seguido. Avessa às aparições públicas oficiais, das quais não precisava, ela tinha brilho próprio, apesar da simplicidade com que atuava. Para nós, brasileiros, será sempre uma referência de honradez e discrição. Estudiosa e militante da causa feminina, dona Ruth soube ser uma mulher admirável. Onde quer que esteja, será recebida com reverência.

JOSE DIRCEU
A falta que fará Ruth Cardoso
A morte de Ruth Cardoso, a ex-primeira-dama que está sendo...
A morte de dona Ruth Cardoso, a ex-primeira-dama que está sendo velada hoje na Sala São Paulo, com sepultamento previsto para amanhã, no cemitério da Consolação, representa enorme perda não só para seus familiares, mas também para o mundo acadêmico brasileiro onde sempre foi extremamente respeitada e, realmente, com justiça.Sua formação, trabalho, atuação e os livros que publicou - sobre juventude, violência e cidadania entre outros temas - transformaram-na em uma das principais referências sobre antropologia no país. Nos dois governos de seu marido (1995/2002) fundou e dirigiu o Comunidade Solidária, uma ação de combate a pobreza e a exclusão social que tinha por princípio a participação do voluntariado e menor presença do Estado.

LUIS NASSIF
A morte de dona Ruth
Quando passei na Rua Rio de Janeiro e vi ambulância, corpo de bombeiros, parecia claro que o desfecho se dera.
Como primeira dama, dona Ruth foi um modelo. Jamais abriu mão das convicções políticas, exercitou a área social do governo com vontade da mudança, não se deslumbrou com o poder. Sua discrição, espírito público, seriedade serão lembrados para sempre.
Na história do Brasil moderno jamais existiu primeira dama que somasse tantas qualidades quanto dona Ruth.

REINALDO AZEVEDO
Ruth: altivez decorosa
Morre uma parte da civilidade, da inteligência, do rigor intelectual, da discrição, da altivez decorosa. Ruth Cardoso foi uma das melhores pessoas que conheci — escrevo isso como jornalista, não como amigo ou pessoa que privasse da intimidade do casal Cardoso, o que nunca aconteceu. Em junho de 1997, há exatos 11 anos, a revista República dedicou-lhe uma capa: era uma entrevista que eu havia feito com ela.Foi um encontro agradável, ameno, sereno. Seu marido, o então presidente Fernando Henrique, ela própria e o Comunidade Solidária, programa que presidia e ao qual continuou a dedicar boa parte de seu tempo mesmo depois que FHC deixou o poder (aí com o nome de Comunitas), eram alvos dos ataques da esquerda petista os mais boçais. Tentei arrancar dela uma palavra mais dura contra os detratores. Nada! Imperturbável, serena, expressava a convicção de que o presidente estava criando as bases para tirar o país do atoleiro do Terceiro Mundo e do terceiro-mundismo e defendia com energia o aspecto não-assistencialista do Comunidade Solidária. E estava certa nos dois casos. Ruth sabia ser dura sem ser estridente.Nada a irritava mais — e ela se encarregou de proibir tal tratamento — do que ser chamada de “primeira-dama”. Por que não? Ela me explicou: “Porque é uma tradução muito literal, imediata, do termo em inglês, que tem história. Não passaria pela cabeça de ninguém, nos EUA, dizer que não gosta da expressão first lady. Aqui no Brasil, dama não é um termo que se use...” E foi adiante, explicando que a expressão, em nosso país, designava um outro tipo de mulher. Segundo Ruth, a mulher de presidentes e chefes de governo, na modernidade, “são profissionais, pessoas que têm independência intelectual e pessoal”.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O "Exército", as "famílias" e o pastor "surfista"

Delegado diz que é evidente ligação de militares com tráfico
Para Ricardo Dominguez, soldado cuja família mora no Complexo de São Carlos é ligação com tráfico

Clarissa Thomé - Agência Estado

"RIO - O delegado-titular da 4ª Delegacia de Polícia (Central do Brasil), Ricardo Dominguez, afirmou que "está evidente a ligação deles (os militares envolvidos na morte de jovens no Morro da Providência) com o tráfico". Ele acredita que o elo seria o soldado José Ricardo Rodrigues, cuja família mora em uma favela do Complexo de São Carlos. Rodrigues, que é de outra companhia, foi chamado pelo tenente Vinícius Ghidetti para servir de guia até o Morro da Mineira."

Comentário do Blog:

É isso ai senhor Marcelo Crivela, senhor Nelson Jobim, senhor Inácio da Silva. Se conseguirem dormir bem esta noite agradeçam a Deus por não estarem entre estes onze, co-responsáveis que são por este crime bárbaro. Fica difícil não dizer que o Haiti já é aqui.

Há controvérsias...

Embora continue achando que a ação do Exército aqui nada tem a haver com o que acontece no Haiti - lá a ação das "gangues" tem pano de funfo a política, aqui o tráfico de drogas -, logo a presença do Exército, em tese poderia se justificar analisei o post do prefeito Cesar Maia em seu ex-blog e encontrei algumas semelhanças que passo a comentar. Primeiro a transcrição do post:

"O HAITI NÃO É AQUI!

1. Se alguns imaginam que a presença do exército brasileiro no Haiti o capacita para a repressão ao narcovarejo nas favelas do Rio, está completamente enganado. Nada tem a ver as gangues de lá, com as gangues de cá. Rigorosamente nada, nem origem, nem organização, nem método, nem objetivos, nem espalhamento...
2. As gangues do Haiti são conhecidas pela denominação genérica de “Chimères” - nome em francês e creole, que significa "garotos maus". São bandos de jovens armados, que antes lutavam em defesa do governo do ex-presidente Jean Bertrand Aristide e que agora estão usando seu arsenal apenas para o crime. Foram organizadas por Aristide para enfrentar a oposição e manter-se no poder. Originárias das mesmas gangues que controlam a maior favela de Porto Príncipe (“Cité Soleil”), continuam a receber apoio de Aristide e estiveram por trás das grandes demonstrações em prol de Aristide e do movimento Família Lavalas.
3. Os Chimères estão sendo considerados aliados do Partido da Democracia do Haiti, liderado por James Morrell e fundado pela Família Boulos de marcada inclinação direitista. Mas as gangues que atuam na Cité Soleil não têm um ideal político preciso. Lutam pelo poder, debaixo do pretexto de desejar a volta de Aristide ao governo. São, em sua grande maioria, jovens, adolescentes e crianças do sexo masculino, pobres, ou miseráveis, e sem esperança. Mantém uma relação muito complicada com os demais moradores das favelas.
4. Os chimères são filhos dos moradores, mas a violência por eles promovida desarticula as redes de solidariedade e atrapalha as poucas instituições que funcionam, como escolas, igrejas e centros religiosos. Por outro lado, o povo também odeia a polícia nacional, que promove o terror, cobra propinas, mata e fere com impunidade. Fica essa população, então, em meio ao fogo cruzado entre os chimères e a polícia. Parte da população pobre e miserável ainda vê o poder de Aristide como a única força política que procurou estabelecer uma comunicação verdadeira com eles. Além disso,
os Chimères, embora envolvidos pela criminalidade comum, não atuam no mercado ou no transporte de drogas ilegais."

O HAITI TAMBÉM É AQUI
Por Bira Di Oliveira

Embora a garotada do Haiti não atue na criminalidade comum, ou seja, no tráfico de drogas são violentos, garotos maus, nascidos ou envolvidos com "famílias" que há muito se estabeleceram por lá.
No Rio de Janeiro a chamada “criminalidade” ligada ao tráfico de drogas, como todos sabem nasceu da convivência dos ex-presos políticos com os criminosos comuns nos porões da ditadura.
Foi naquele momento, nos presídios que os traficantes de drogas da época receberam noções "políticas" de organização e começaram a se organizar em facções.
Estas facções, no entanto se não se comparam a "máfia" no refinamento das lideranças também geraram enormes "famílias". Comando Vermelho, ADA, Primeiro Comando, etc., etc. tiveram como "capos" grandes traficantes de drogas que se tornaram conhecidos na década de 80, e que a polícia prendeu quase todos em Bangu I.
Uma das principais características desses meliantes era a de ter muitas mulheres. Tiveram vários filhos, gerações de parentes surgiram, e se tornaram os "ídolos" de muitos até se iniciar a política de confronto do final da década de 90.
Há de se observar a capacidade de reação e mobilização das "comunidades" a qualquer ação de covardia do estado contra um dos seus "familiares”.
Como acontece nas elites, onde uma qualquer ação covarde contra um dos seus "filhos" gera imediata repercussão na imprensa, também nas favelas os "familiares" reagem às ações covardia policial contra os seus "filhos”.
Dificilmente se vê alguma reação quando a vítima é um sujeito trabalhador, de origem nordestina, por exemplo, sem nenhum relação "familiar" de amizade com o grupo.
Sempre a reação é contra um "familiar", primo, sobrinho, amigo... Sei lá, de um daqueles que conviveram com os grandes criminosos dos anos 80.
Tenho certeza que ao se pesquisar o origem dos grupos que protestam irá se confirmar esta relação.
Minha intuição me remete ao biótipo do grupo - em geral jovens grávidas com filho no colo, e uma garotada com cara de mau e rosto coberto.
Assim, sob certo aspecto o Haiti pode ser aqui, sim.
Existe um poder no morro, exercido por "garotos maus" que tem relação “familiar” com as facções, e que, assim como os da elite costumam dar suas carteiradas com a célebre frase: "Sabe com quem você está falando?".

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Onde está Crivela?

O pastor surfista, que pegou uma brocha emprestada com o Luis Inácio, e saiu pintando as paredes dos barracos do Morro da Providência com a ajuda do Exército, pra ganhar votos se escondeu. Não subiu o morro pra explicar a cagada que fez, nem foi a TV do Bispo pra mostrar a cara. Sua tropa de choque, que vai de Wagner Montez a Sergio Branquinho devia dar às caras na comunidade pra levar um pau. Se possível na companhia do presidente f(pac)hada Inácio da Silva que não tem culhão pra negar pedidos dos puxa-sacos da base aliada, mesmo sabendo, como diria Chico Buarque, que "isso vai dar merda". O sonho dele de se manter no Haiti (pensando que ele é aqui) nada a tem a ver com a ONU, cadeira de balanço que o Bush não vai deixá-lo sentar, e sim com idéia maluca do Serginho de botar o exército na rua. Voltando ao assunto, onde está o Crivela? Tá na hora desses institutos de pesquisa fajutos procurarem por ele e sua tropa para dar uma palavra. Voto ali na Providência não vai ter. Só os da sua seita, que, aliás, devem estar felizes com as suas casas um brinco, enquanto as mães e tias dos 3 rapazes choram com o novo endereço que eles foram ter: morar debaixo da terra.

domingo, 15 de junho de 2008

Diogo Mainardi é mara!!!



O trivial de domingo acontecendo, gente na praia, festa junina na escola, milho cozido, crianças mil vestidas a caráter, e eis que me aparece na minha frente o terror da petralhada, Diogo Mainardi. Envolvido ecologicamente em levar as crianças de bicicleta para casa, causou um verdadeiro frison na Dona Mabel, fã de carteirinha, e além de tudo anti-Luis Inácio, anti-PT, anti-tudo, politicamente antenada que só compra a Veja por causa dele. Tentei aproximá-los para um abraço. Ela não quis, mas ele super simpático, celebridade de Ipanema não se furtou a mandar beijos e adeusinhos. Grande Diogo! Para não perder o encontro dei uma de paparazzo e registrei a imagem do homem num dia de super-pai.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Deu chabu: o sapo tá caindo fora da viola do urubu!

Coluna de Kennedy Alencar, na Folha On-line:

Dilma, a ministra que encolheu
"A seguinte avaliação é de um importante aliado do governo Lula no Congresso. Obviamente, ele pede a reserva do seu nome. "Se a Dilma não consegue enfrentar o Arthur Virgílio numa CPI, não dá para ser candidata a presidente. Isso é fichinha perto dos desafios que ela terá de enfrentar para disputar a Presidência. O presidente Lula pode e ainda vai insistir na candidatura dela, mas acho que ficou difícil."
A ministra da Casa Civil encolheu com o Dilmagate. A tendência é sua sobrevivência no cargo, com apoio de Lula, mas sem o poder e a expectativa de poder de outrora. No Palácio do Planalto, diz-se que a culpa é da imprensa. Fala-se que a mídia inventou um escândalo e quis derrubar Dilma.
Ora, o dossiê com gastos sigilosos foi feito dentro da Casa Civil. A número 2 de Dilma, Erenice Guerra, confirmou que deu a ordem para elaboração dos dados. O governo quer encontrar um culpado para o vazamento a fim de esconder o culpado pela confecção de um peça política que seria usada, sim, contra adversários políticos.
Em fevereiro, ouvia-se no Palácio do Planalto: "Se a oposição quer um Carnaval, vai ter um Carnaval e meio". Também se dizia: "O Lula não tem chef de cozinha como o Fernando Henrique tinha". Nos jornais, começaram a aparecer notas com dados sobre tucanos que soaram como tiros de advertência. Algo na linha: temos munição para perturbar vocês. Dilma foi a um encontro com empresários em São Paulo e disse, em tom ameaçador, que reunia dados sobre FHC.
E a culpa é da imprensa?
A culpa é da arrogância do governo.
Esse escândalo teve uso da máquina pública para luta política, mas não teve ladroagem, como no mensalão. No mensalão, o PT fez aliança com um bandido para consertar um buraco em suas finanças e aliciar parlamentares venais no Congresso. Ou será que Marcos Valério arrumou dinheiro para o PT porque acreditava na causa? O PT cuspiu na própria história.
Apesar de não ter havido ladroagem, o Dilmagate é grave porque dados sigilosos, importantes ou não, foram selecionados para servir de munição contra adversários.
Quem sofreu na pele as atrocidades da ditadura militar de 1964 deveria ter mais cuidado ao usar o poder do Estado contra opositores. Dilma tem uma biografia respeitável. Foi uma jovem que teve a coragem de arriscar a vida para enfrentar uma ditadura. Hoje, é muito fácil criticar os que optaram pela luta armada na virada dos anos 60 para os 70. Em 2008, parece claro que se tratava de uma batalha perdida. Mas aqueles jovens tiveram uma atitude heróica naquele contexto, por mais equívocos que tenham cometido.
O Brasil mudou desde então. Mudou para melhor. Não dá para avançar o sinal em nome da causa. Dilma avançou o sinal quando telefonou para a ex-primeira Ruth Cardoso a fim de negar a existência de um dossiê montado por sua principal auxiliar e com o seu conhecimento.
Repetindo: Dilma tem uma história de vida que merece respeito. Foi presa. Torturada. Difícil para alguém da geração que não pegou aquela barra pesada imaginar o que ela passou. No entanto, por mais que tenha sofrido,
Dilma não tem o direito de esculhambar aos berros ministros, secretários-executivos, presidentes de estatais e auxiliares. Ela não gosta que se escreva isso e vive dizendo que até parece ser a única mulher dura cercada por homens meigos. Ou seja, se vitimiza. Mas quem já levou um sabão dela sabe como doeu. Alguns pediram para sair da Casa Civil. Outros se sentiram humilhados na frente de colegas de governo. Pior ainda: servidores em cargos mais simples, como secretárias e garçons, simplesmente suportam broncas calados.
Nesta semana, Dilma vestiu a roupa de vítima ao receber uma visita de "solidariedade" de um grupo de congressistas porque o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que ela era uma "galinha cacarejadora" ao falar de sua participação em palanques do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Dilma voltou a usar a frase de que parece ser a única mulher dura no meio de homens meigos.
Mão Santa recorreu a uma expressão de mau gosto. Mas ela não tinha conotação sexual. Ele explicou o uso que os nazistas faziam da imagem para ilustrar a necessidade de alardear feitos. Mas foi conveniente para a ministra posar de vítima.
A cadeira de presidente da República tem botões que, se apertados, explodem o ocupante pelos ares. A elaboração do dossiê na Casa Civil é um exemplo de botão que o dono aciona e vai embora junto. Para disputar a Presidência, não falta a Dilma apenas a capacidade de enfrentar um tucano articulado, como Arthur Virgílio, numa CPI.
Faltam-lhe preparo político e pessoal mesmo.
Que abacaxi!
Já virou folclore no Palácio do Planalto a predileção de Dilma por suco de abacaxi. Na cozinha, servidores ficam em polvorosa provando abacaxis maduros. Se um garçon serve para a ministra um suco que ela acha meio azedo, a casa cai. Secretárias vivem em tensão. Se a ministra pede uma ligação, monta-se uma operação de guerra, porque o telefonema é para ontem. Na FAB (Força Aérea Brasileira), pilotos rezam para não serem escalados para os jatinhos das viagens da ministra. Ela detesta turbulências e, em voz alta, costuma se queixar da suposta falta de habilidade de pilotos para evitá-las.
Saída de emergência

No Palácio do Planalto, já se ouve que o governo deveria admitir que fez um levantamento específico para comparar gastos do casal FHC com despesas do casal Lula. E ponto. O vazamento de dados e a tentativa de intimidar a oposição continuariam a ser negados. Assim, argumentaria que fez um documento preventivo, para se defender em eventual embate na CPI dos Cartões.
Há dois problemas caso se recorra a essa saída de emergência. Os tiros de advertência que ministros e parlamentares petistas andaram dando para assustar tucanos. E a versão de Dilma de que fazia um inocente banco de dados.
"

sábado, 22 de março de 2008

Fábulas do Inácio (11)

"Limitar-me-ei ao que prescreve a Constituição Federal - para cuja elaboração contribuí - de só editar Medidas Provisórias em situações de excepcionalidade e emergência"
(Inácio da Silva durante a campanha de 1998 em carta assinada pelo próprio e entregue ao presidente da OAB, Reginaldo Castro.)

Fábulas do Inácio (10)

"É humanamente impossível governar sem medidas provisórias" (Inácio da Silva em discurso no Mato Grosso do Sul durante inauguração de obras.)

domingo, 9 de março de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Canecão do Inácio

Para quem não se lembra: nas vezes em que, nas duas últimas eleições o candidato Inácio da Silva veio ao Rio de Janeiro reunir-se com artistas e intelectuais o fez na casa de shows Canecão. Como não existe banquete grátis o dono da casa, Mario Prioli apresentou a fatura a Petrobrás conseguindo um patrocínio pela Lei Rouanet.
Só que o sujeito, um devedor contumaz da Previdência e outros impostos, inscrito no cadastro da dívida pública como mau pagador burlou a lei e apresentou para conseguir o patrocínio uma outra firma de nome "Canecão", tipo promotora de eventos, sem funcionários, escritório e tal, mas sediada onde fica a casa de espetáculos (que alías passou a perna na UFRJ conseguindo um tombamento para não ser despejada).
Agora o senhor Mario Prioli está sendo processado por estelionato e outros crimes pelo Ministério Público Federal.
Esta é mais uma das boas companhias do Inácio.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Fábulas do Inácio (9)

"Não existe Lulinha. Existe Fábio". ( Ministro da Propaganda e Informação, Franklin Martins ao justificar a presença do filho do Presidente Luis Inácio na comitiva que embarcou para a Antártida) .
Opinião do Blog: Por ilação, não existe Lula, existe Luis Inácio.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Fábulas do Inácio (8)

“A evidência em torno do uso do cartão de pagamentos se deu por uma questão administrativa e não de ordem racial.” (Isabel Claveli, Assessora de Imprensa da Secretaria de Igualdade Racial, ao rebater a afirmação de setores ligados ao PT de que a ex-ministra Matilde Ribeiro fora vítima de preconceito racial por parte da imprensa)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fábulas do Inácio (7)

''Não somos daqueles que defendem a Amazônia como um santuário da humanidade.'' (Presidente Inácio da Silva ao defender a devastação da floresta para a compra de carro, roupa e comida por aqueles vivem ela)

FHC: o álibi do Inácio

No início pensei que a mania do Luiz Inácio de viver se escorando no Fernando Henrique fosse uma coisa que só Freud explicasse. Pensava: “O sujeito deve ter algum complexo de inferioridade e tenta açular o povão para fazê-lo pensar que cultura é coisa de fresco.” Com o passar do tempo, e as sucessivas crises de corrupção acontecendo fui levado a crer que a razão da coisa vencia a barreira da psicologia, e avançava pelo caminho da patologia criminal. Fernando Henrique é o habeas-corpus do Inácio. A cada crime cometido ele corre ao delegado e expõe o seu álibi: “Estava na casa de fulano, pode perguntar a ele!” E o fulano por ser um tonto que não se lembra nem o que comeu ontem se cala com medo do outro estar dizendo a verdade e ele ficar mal na fita, e se contradizer.
Pode ser também que o mal do Fernando Henrique é pertencer a um partido de “mauricinhos”, e ele mesmo ser um. Ao invés de encarar o meliante e partir pra briga, mesmo sabendo que o outro é mais forte, grita alto, cospe no chão fica na dele pra não sujar a roupa nova que mamãe comprou, e ficar mal com a galera da escola que não xinga palavrão e acha que é pecado dizer pra todo mundo que a coleguinha é gostosa. Pra nós que vivemos os rescaldos da política, a qual incide sobre as nossas vidas assaltando os nossos bolsos, tudo isso parece muito estranho.
Contam que certa vez o Marechal Juarez Távora, candidato a presidência da república fez um comício no cais do porto, no Rio de Janeiro. E um gaiato de um estivador passou a mão na sua bunda. O militar não estrilou, mas depois como Ministro dos Transportes durante a ditadura acabou com a negada colocando em disponibilidade todo marítimo, estivador e ferroviário que via pela frente.
Será esse o problema do Fernando Henrique, medo de o metalúrgico passar-lhe a mão, e ele sem condição de reagir ficar no prejuízo (não tem mais idade pra voltar ao poder)?
Sei não...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Fábulas do Inácio (6)

"Se não houver um acordão, até botox vai aparecer no cartão." (Ex-Deputado Roberto Jefferson insinuando que homens e mulheres do Palácio do Planaldo fizeram cirurgias plásticas com dinheiro do cartão dito corporativo.)

Parece mas não é...

Uma das grandes diferenças entre os cartões de débito para pequenas despesas do Estado de São Paulo, e os cartões de crédito ditos corporativos do Governo Inácio da Silva é que, o primeiro tem suas despesas empenhadas e o segundo, o do Inácio não são faturas do Banco do Brasil.
Os cartões são entregues a seus titulares, quase sempre, sem que a despesa relativa tenha sido empenhada. O Banco do Brasil naturalmente debita nas contas do Tesouro, que dão cobertura automática. Mas os titulares não estão preocupados se há empenho prévio para estas despesas. Em geral a cobertura orçamentária é dada depois da despesa realizada. Realizar despesa sem empenho é grave irregularidade no setor publico. A forma de corrigir é o reconhecimento a posteriori da despesa e a justificativa de urgência, em cada caso. Nada disso é feito. Uma auditoria no uso desses cartões vai demonstrar isso: não há empenho prévio. Aqui no ministério é assim. Perguntei a colegas em outros ministérios, que confirmaram a mesma coisa. Se o TCU abrir auditoria vai ter muita gente tendo que responder a processo.

Fábulas do Inácio (5)

“As minhas contas não estão comigo, estão com o atual governo. Eles não precisam nem de CPI para investigar. Basta olhar os documentos que têm em mãos.” (Ex-Presidente Fernando Henrique Cardozo ao comentar as contas com cartões ditos corporativos realizadas pelo seu governo).

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fábulas do Inácio (4)

"Não me ligaram, por isso voltei para ver se hoje ele pode me receber". (Germano Inácio da Silva, depois de ser barrado mais uma vez na entrada do Forte dos Andradas pela segurança do irmão presidente, na esperança de um encontro para cobrar mais união entre os irmãos, e agradecer um pequeno favor).

Fábulas do Inácio (3)

* Como é definido o montante de suprimento de fundos de cada órgão?
* Quem é o responsável pela gestão dos recursos destinados a pequenas despesas e gastos emergenciais?
* Como é feita a distribuição de recursos aos servidores responsáveis pelas compras e contratações?
* Quais os tipos de despesas permitidas por cada órgão?
* Por que são feitas retiradas em dinheiro?
* Como é feita a prestação de contas? Quem confere? Quem fiscaliza?
* Como é possível saber se a despesa realizada não foi de caráter pessoal?
* Como saber se o gasto foi efetivamente realizado para a finalidade alegada?
* Onde ficam guardados os comprovantes e notas fiscais?
* Por que certos gastos da Presidência da República são sigilosos? Qual o perfil dos funcionários responsáveis pelo pagamento e fiscalização dessas despesas?
* Por que os cartões foram distribuídos a tantos funcionários espalhados por todo o país?

(Perguntas feitas pelo Secretário de Comunicação do Governo Inácio da Silva, Franklin Martins aos Ministros, talvez para emitir uma nota (ou explicação por escrito) pedida por este Blog, e ansiosamente esperada pela sociedade, para explicar a "farra dos cartões".

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Corporação não é súcia

Um erro que vem se cometendo nessa "farra dos cartões" é o de chamar de "corporativo" este tipo de dinheiro de plástico, sem fundo e sem fins específicos, utilizado e disseminado por todo o Governo Inácio da Silva. Chamar de "corporativo" é esculhambar com empresas sérias, de natureza privada que oferecem este tipo de "privilegio" para os seus executivos fazerem presença diante dos seus clientes. Quem trabalha (ou já trabalhou) como executivo numa multinacional, principalmente sabe o quanto são pentelhos os auditores e pessoal do controle interno dessas empresas. Não há nada que escape da lupa deles, e que não vá parar na mão dos acionistas, que não querem perder um só tostão dando mordomia, por exemplo, para o sujeito sustentar papagaio, periquito, cachorro como esse governo parece que vem fazendo. A não ser que se considere uma "corporação" a súcia do PT que tomou de assalto a República. Ai sim, o termo é correto! "Corporativo" no sentido de um grupo de irresponsáveis, falsos moralistas, que fizeram o que fizeram com Sarney, Collor, Itamar e FHC, e agora exterminam florestas, assaltam os cofres públicos, e ainda por cima nos querem fazer crer que a verdade está sempre do seu lado.

Fábulas do Inácio (2)

"O Presidente Inácio da Silva deve ser elogiado por transparência". (Tarso Genro ao chamar de "artificial" a farra com os cartões de uso dito corporativo)

São Paulo esclarece... Inácio da Silva não!

Encaminhamos a Secretaria de Comunicação do Governo Inácio da Silva pedido para que nos envia-se as notas que expediu (ou algum esclarecimento por escrito) sobre o uso dos cartões chamados "corporativos" para que publicassemos no Blog, e até agora não recebemos nenhuma resposta.
Enquanto isso o Governo do Estado de São Paulo divulgou na noite desta sexta-feira, 8, nota sobre os cartões de pagamento de despesas.

Leia o documento na íntegra:
"O Governo do Estado de São Paulo tem total interesse em esclarecer toda e qualquer dúvida relacionada às despesas efetuadas pelos órgãos da administração pagos pelo sistema de pagamento eletrônico via cartões de débito, que existe desde 2001. Note-se que o Governo de São Paulo, diferentemente do Governo Federal, não utiliza cartão de crédito corporativo.
Porém, para um adequado atendimento das demandas por informação é preciso cautela e responsabilidade no tratamento e observação das operações de compras a fim de evitar alarmismos e erros de interpretação desastrosos.
Para exemplificar, temos o caso das despesas efetuadas em uma churrascaria em Campos de Jordão, que foram interpretadas equivocadamente como um possível desperdício de dinheiro público. São despesas absolutamente normais, realizadas pelo Batalhão da Policia Militar de Taubaté que deslocou efetivo para Campos de Jordão em período de alta de turismo. Foram servidas, nesse restaurante, refeições para centenas de policiais militares, por R$ 8,00 (oito reais) cada.
Outro caso de distorção refere-se à compra de carnes em açougue da cidade de São Paulo, que tentou-se demonstrar como sendo uma despesa indevida. Na verdade, foi utilizada na alimentação das 70 crianças da creche dos filhos dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, onde trabalham cerca de 1.500 pessoas, em quatro secretarias. Ou, ainda, a despesa realizada pela Polícia Militar em Campinas, em loja de brinquedos, para compras de 12 kits de maquiagem como parte de uma ação cívica social da PM com crianças da favela Parque Oziel, localizada naquela cidade.
Para cada pedido de informação é necessário examinar o processo administrativo respectivo, sob guarda da unidade administrativa contratante. Para entender a complexidade dessas verificações é preciso esclarecer que em 2007, foram realizadas compras em cerca de 55.000 estabelecimentos comerciais no estado, executados por cerca de 20.000 de servidores públicos em todos os 645 municípios paulistas.
Por último, refutamos com veemência a tentativa do Partido dos Trabalhadores de São Paulo de criar confusão na opinião pública, tratando questões diferentes como se fossem iguais. É a estratégia típica desse partido: tentar justificar seus abusos com a idéia de que os outros partidos também os cometem. Com a idéia de que na política brasileira “é tudo farinha do mesmo saco”. Mas não é não, felizmente."
Governo do Estado de São Paulo

Fábulas do Inácio (1)

"O pessoal tende a usar o cartão como se fosse a conta dele". (Ministro Paulo Bernardo numa crítica velada ao uso do cartão dito corporativo.)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cadê a explicação do Governo Inácio da Silva?

Enquanto procuro a nota (ou explicação por escrito) do Governo Inácio da Silva sobre os chamados "cartões corporativos" vou postar a do Governo de São Paulo sobre o seu sistema de cartões:

"Não existe cartão corporativo no governo do Estado de São Paulo. Nenhum secretário, secretário-adjunto ou qualquer autoridade estadual possui cartões do governo para qualquer tipo de gasto. Nenhum servidor possui cartões para pagamento de despesas pessoais.
O que existe é um sistema eletrônico para a realização de despesas do dia-a-dia, como compra de combustíveis, peças para automóveis e suprimentos de informática, conforme legislação de 1968 e decreto de 2001 (que instituiu a Bolsa Eletrônica de Compras).
As secretarias com maior gasto (Saúde, Educação e Segurança Pública) são justamente as que se destacam na prestação de serviços diretos ao cidadão, e precisam manter as maiores estruturas de pessoal, viaturas e unidades. Não por acaso, na Secretaria da Segurança Pública a maior despesa realizada por esse sistema é com manutenção de viaturas, na Secretaria da Saúde, com pagamento de vale-transporte aos funcionários e, na Educação, com a manutenção das escolas e suprimentos de informática.
A variação dos gastos de 2006 para 2007 é, inclusive, inferior ao crescimento das despesas totais do Estado. O crescimento do orçamento do Estado foi de 9,98% enquanto o aumento com o uso dos cartões foi de 5,8%.
É importante esclarecer que o Estado não utiliza nenhum cartão de crédito. Os cartões de despesa são na modalidade débito, portanto atrelados ao limite de despesa fixado pelos órgãos. Cada cartão é emitido para apenas um tipo de despesa. O cartão utilizado para compra de combustíveis, por exemplo, não pode ser usado para envio de correspondência. O sistema não aceita a transação.
Para cada cartão é designado um gestor, que realiza as operações e é responsável pela prestação de contas. E cada servidor cuida de, no máximo, dois cartões (e por conseqüência, de dois tipos de despesa). Isso facilita o controle e a responsabilização perante o Tribunal de Contas do Estado. Para que o gasto seja realizado, é preciso haver uma previsão do órgão responsável, que estima antecipadamente as despesas com cada tipo de compra. Passados 30 dias da liberação, os valores não utilizados são automaticamente bloqueados e devolvidos ao Tesouro do Estado.
Há uma regulamentação rígida sobre as despesas que podem ser realizadas com saques. Aquisição de combustíveis, por exemplo, não é permitida. Já compra de vale-transporte e manutenção de viaturas da polícia podem ser feitas por meio de saque.
Assim como nos gastos com o cartão de débito, os saques não são realizados pelos servidores que farão uso do produto comprado, mas sim pelos ordenadores de despesas, e estão sujeitas à prestação de contas.
Para todas as operações, é obrigatória a apresentação de notas fiscais. Esses documentos são examinados pelo Tribunal de Contas do Estado, e as transações são registradas no Sigeo (Sistema de Gerenciamento Orçamentário), que é público."

Porque só São Paulo?

Já que a OAB está pedindo a todas as seccionais uma investigação sobre essa "praga" que se tornou uma "farra" no governo Inácio da Silva, os cartões ditos corporativos por que só o sistema do Estado de São Paulo está ganhando as manchetes? Será que no Pará, Bahia, Piauí, e pra não perder de vista a oposição Minas Gerais e Rio de Janeiro essa distorção com o dinheiro público também não acontece? Em política não se vive de boas intenções, e tudo que o político elogiar e adotar pode ter a certeza que vai ter corrupção no meio, e pelo que sei nenhum dos governadores desses estados (e de todos os outros do Brasil) são flor que se cheire. Inácio da Silva está pagando pela aura de moralidade e desprendimento as benesses do estado que o PT pregava quando era oposição. Pelo que se vê não tem moral nem pra falar mal nem de vizinha fofoqueira, o que dirá de ladrões.

É incompetência mesmo!!!

Saindo do campo da política e entrando no da administração, nesse caso da "farra dos cartões" se eu fosse o Inácio da Silva ou o Franklin Martins estaria pedindo a cabeça do idiota do analista de sistema que bolou essa sistemática do tal "portal da transparência".
Como o sujeito pode atrelar, para fins de relatório apenas a razão social do estabelecimento, sem identificar o que foi comprado, e para que fim? Sabendo-se que a razão social de uma firma pode ter uma atividade principal e inúmeras atividades secundárias estava na cara que ia dar confusão. Por muito menos, tentando ser "transparente" o ex-governador Garotinho viu sua candidatura presidencial ir para o brejo. No caso dele foram listadas um sem número de ONGs que colaboravam para a sua campanha, e que tinham prestado serviços ao Governo do Estado do RJ. No caso do governo Inácio da Silva a mesma incompetência está sendo demonstrada pelos “aspones” contratados para dar "transparência" ao que parecia uma boa idèia. Por exemplo: inúmeras farmácias hoje vendem material fotográfico, água mineral, doces e outras mumunhas mais. Acho até que devem ter entre suas atividades registradas até a fabricação de medicamentos, o que em princípio as categorizariam para fabricar e vender para o governo uma determinada marca de colírio, por exemplo. Aí o sujeito pega o CGC dessa firma numa concorrência - "Farmácia N.S.de Nazaré", por exemplo - e arma o maior banzé.
Claro que não vai ser fácil explicar como que aquela portinha do subúrbio participou de uma licitação milionária. Culpa de quem? Culpa da mente simplista e simplificadora de algum burocrata de plantão, que para ficar bem na fita achou que todos iriam pensar como ele, nas suas belas intenções. O problema do Inácio da Silva é que ele se juntou a um monte de deslumbrados com o poder. Parece o governo Collor, só falta a cerimônia da descida da rampa. Esse pessoal acha que tudo pode, e por isso perdeu o dom crítico que os faria escolher melhor com quem trabalham.

O rigor e a farra dos cartões

O governo de Inácio da Silva devia se mirar no exemplo de São Paulo para regulamentar uso de cartões para despesas de pequena monta. Lá não existem "cartões de crédito", e sim um sistema parecido com os "cartões de débito" muito utilizado por aqueles que não possuem crédito pré-aprovado. Ou seja, o sujeito só pode gastar aquilo que tem em conta, sendo que lá o governo indica na conta para que serve.Por exemplo: uma conta é aberta para pagamento de vale-transporte. Determina-se que a necessidade de uma repartição é de tantos mil reais para este fim. Ai o Tesouro estadual libera o valor para a conta num Banco (lá é a "Nossa Caixa") e o sujeito responsável por dar o vale-transporte aos funcionários vai sacando na medida da necessidade. Depois tem que prestar conta de quantos vales-transportes usou etc e tal. JÁ NO GOVERNO INÁCIO DA SILVA É DIFERENTE! O BANCO DO BRASIL EMITE UM CARTÃO DE CRÉDITO (E NÃO DE DÉBITO) E O SUJEITO PODE GASTAR COMO BEM ENTENDER, COMPRANDO TAPIOCA OU CARNE ARGENTINA, POR EXEMPLO. Há uma grande diferença nos dois sistemas, e qualquer pessoa de boa-fé vai ver que um é bastante rigoroso, enquanto o outro permite esta bagunça perdulária que estão fazendo com o nosso dinheiro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Mesmo assim ele ganhou...

Durante debate na campanha presidencial Alckimin acusou Inácio da Silva de ter aumentado em muito os gastos com cartão corporativo. Ao que Inácio da Silva respondeu:

- NÃO SEJA LEVIANO... A MELHOR COISA QUE O GOVERNO FHC PODERIA TER INVENTADO FORAM OS CARTÕES CORPORATIVOS.

Mal sabia Alckimin que não se tratava de mais um eufemismo de candidato. A farra era tão boa que valia até citar o pai da criança.

A cortina de fumaça na "CPI do Cartões"

O Tribunal de Contas da União escarafunchou todas as despesas realizadas com cartões corporativos desde de 2002, quando foram criados no governo FHC até julho de 2005, E SÓ ENCONTROU IRREGULARIEDADES NO GOVERNO INÁCIO DA SILVA.

É o que informa o "Blog do Josias". Outras informações do TCU colhidas pelo jornalista:

"Os auditores partiram da análise de um arquivo eletrônico que continha 22.915 registros de despesas. Selecionaram, por amostragem, 254 notas fiscais. No curso da investigação, acabaram inspecionando 648 notas. Enviaram-se oficias às receitas dos Estados e dos municípios onde as despesas foram realizadas. Descobriram-se coisas como as que se seguem:

1. o Planalto alugou carros em Ponta Porão (MS). Gasto sigiloso. Por isso, o nome da firma não consta do relatório do TCU. Consultado, o fisco municipal informou que não autorizara a emissão das 25 notas levadas à prestação de contas arquivada no Planalto. Somam R$ 206.640,07. Anotam dois endereços diferentes. Num deles, o TCU não encontrou vestígio da empresa. Noutro, “encontraram-se evidências da existência da empresa à época da emissão das notas fiscais.” No Planalto, a prestação de contas tem aparência regular. Sem poderes para quebrar sigilos bancários e fiscais, o TCU encaminhou o papelório ao Ministério Público.

2. O Planalto alugou veículos também em São Luiz. Quatro notas. Total: R$ 30.147,09. Despesa sigilosa. Consultado, o fisco local disse não ter tomado conhecimento das notas. Nos registros do Planalto, tudo regular. Para apurar o indício de “elisão fiscal”, o TCU remeteu o caso à Receita de São Luiz, ao fisco federal e ao Ministério Público.

3. A presidência alugou veículos em Santana do Parnaíba (SP). Emitiram-se 46 notas fiscais. Dezessete foram “calçadas”. Exibem nas primeiras vias o valor de R$ 40.416,90. Nas vias grudadas ao talonário, o montante é bem menor: R$ 3.062,61. Diferença de R$ 37.354,29. Nos arquivos do Planalto, tudo regular. Na dúvida, os documentos foram enviados ao fisco municipal e ao Ministério Público.

4. O Planalto alugou automóveis numa empresa de São Paulo, com filial em Barueri. Gastos confidenciais, realizados entre 2004 e 2005. Valores “superiores a R$ 1 milhão”. Foram aos arquivos do Planalto “notas de locação” sem valor fiscal. Trazem no rodapé a seguinte inscrição: “Dispensada a emissão de nota fiscal de serviços conforme lei complementar nº 116 de 31/07/2003”. Dizem os auditores: “Utilização de documento não-fiscal para omitir receita tributável, com conseqüente dano ao erário público, associado ao possível cometimento de crimes fiscais.” Em visita à filial da empresa em Barueri, o TCU “não conseguiu obter informações confiáveis com os vizinhos sobre a existência da empresa no local.” Os papéis seguiram para o Ministério Público, “órgão que pode direcionar a investigação, inclusive com solicitação de informações protegidas por sigilo, para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental.”

5. o Planalto alugou carros em duas locadoras de São Caetano do Sul (SP). Uma emitiu 22 notas fiscais. Ouvido, o fisco municipal informou que os valores não lhe chegaram ao conhecimento. Em visita ao endereço mencionado nas notas, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa.” Em consulta no cadastro de pessoas físicas, descobriu endereço diferente. Nova visita. Verificou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.” A segunda locadora emitiu sete notas. Consultado, o fisco local disse que é “desconhecido o paradeiro” da firma. Em visita ao endereço, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa no período da emissão das notas.” Os auditores foram ao cadastro de CNPJ. Traz outro endereço. Nova visita. Apurou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.”. Tudo regular na prestação de contas do Planalto. O TCU enviou os papéis aos fiscos estadual e municipal e ao Ministério Público.

6. Os auditores identificaram indícios de irregularidades fiscais em outras cinco operações de compra realizadas com cartões de crédito do Planalto. Envolvem de compras em empresas fornecedoras de “material de expediente” a transação efetuada numa firma de confecção de chaves. Gastos miúdos. O mais expressivo (serviços de editoração eletrônica) soma R$ 800 reais. O mais inexpressivo refere-se a “despesa de refeição” realizada na Beline, uma panificadora chique de Brasília. Na via enviada pela casa de pães ao fisco do DF, o valor é R$ 9,44. Na via arquivada no Planalto, está anotado R$ 99,44.

O inquérito do Ministério Público, a cargo da procuradora Eliana Pires Rocha, foi solicitado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) em dezembro de 2003. O pedido dormitou na gaveta por arrastados quatro anos. Só foi efetivamente acolhido depois que os extratos do cartão da ex-ministra Matilde Ribeiro (Integração Racial) foram pendurados nas manchetes dos jornais. Nesta quarta-feira (6), o governo aderiu à tese da CPI. Os papéis anexados ao inquérito são peças obrigatórias de qualquer investigação que se pretenda séria."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cartões Corporativos como moeda de troca política

Você sabia que o deputado que vota a matéria favorável ao governo pode adquirir pra seus afilhados lotados em algum ministério alguns cartões corporativos de lambuja, além de outras regalias? É a farra dos "novos ricos" deslumbrados com as facilidades que o governo Inácio da Silva lhes oferece. CPI NELES!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O jornalismo raivoso

Luis Nassif começou em seu blog uma série de “posts” metendo o pau na “VEJA”.
Para entender essa história tem que se ir mais fundo, e chegar na "guerra dos blogs".
Nos dias de “mensalão” a internet foi a grande editoria dos fatos.
Ricardo Noblat foi um que deitou e rolou, saindo do limbo que o CB o colocou pro “Estadão” e depois pro “Globo”.
Nascia ali, com a inércia do governo em produzir fatos, e os comentários de uns poucos petistas nos blogs o "jornalismo raivoso".
Os fundos de pensão, acionistas da Brasil Telecom saíram em socorro e adquiriram o "Portal IG".
Montou-se então uma trincheira de pesos pesados do jornalismo, comandados pela pena lacerdista do Paulo Henrique Amorim - conhecidos por alguns por PACO.
Turbinados por uma montanha de dinheiro despejado pelas estatais nos “diginews” de cada um criaram a mística da "mídia golpista", norteados pelo Diretório Central do PT. E elegeram seus alvos: ESP, FSP, O Globo, VEJA - o quarteto do mal, que demorou a reagir à estratégia.
VEJA, a última a perceber (e reagir) contratou Reinaldo Azevedo e deu voz a chamada “direita”.
Pronto... Foi a senha pra radicalização! Quem era PT começou a ser “petralha”, e quem era tucano, “tucanalha”.
Podres e mais podres começaram a vir a tona, sendo as estrelas PHA e Luis Nassif. Outros blogs surgiram na linha de um ou do outro, encejando a tal da TV-Pública, que desalojou das “trincheiras” uma porção de jornalistas 5 estrelas que insistiam em dizer que “não tinham cor política” (o bom dessa história é que agora já se pode reler o blog de todos eles sabendo-se de que lado estavam).
Ai foi fácil alinhar, de um lado “os que ganham algum de quem”, e do outro “os que querem algum de outros” (se é que me entendem).
O resto é conversa mole. O que está em jogo é ver quem agrada mais a quem lhe paga, apontando em “hits” de acesso a página de um ou outro, fomentando a turba ensandecida a enviar comentários e emitir opinião sobre essa ridícula guerra partidária que se instalou no jornalismo digital.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Pela divisão do Rio de Janeiro ao meio!

Vou dar o meu pitaco nessa história da briga do Jornal "O Globo" com o prefeito do Rio. Se for pra não pagar o IPTU porque não pedir logo a emancipação da Barra e da ZS do resto da cidade? Ou então adotar aquela idéia do pançudo lá de Furnas, que já foi prefeito da cidade, e cercar as favelas pra transformá-las em zoológicos da pobreza e da criminalidade? Agora vem "O Globo", que ao que parece é partidário da candidatura de duas dondocas da Zona Sul a prefeitura, com esse papo de que o carioca (certamente o da ZS e Barra) paga um dos epífitos mais caros do Brasil, depois de São Paulo e Florianópolis. Santa estatística, que não leva em conta a enorme quantidade de gente que mora em favelas e que não paga nada. E porque teria que ser menor, se a cidade dispõe de um dos metros quadrado mais caro do mundo devido as suas belezas naturais? O carioca da ZS e Barra dispõem de equipamentos urbanos modernos, recém construídos para o PAN, e mantidos com o suor de todos, pagando uma mixaria. Parem de encher o saco do prefeito e cobrem do Lula políticas sociais que dêem renda aos pobres para pagar por aquilo de bom e belo que também desfrutam da cidade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Vento que venta lá venta cá...

Não é só pelo lado da esquerda que a briga imprensa versus políticos acontece. Agora mesmo o prefeito do Rio, Cesar Maia acreditando ser vítima de uma campanha das Organizações Globo, que claramente estão fechadas com o governo Inácio da Silva (nos blogs dos dirceusistas não se vê mais citações contra qualquer veículo do grupo) têm desmontado uma a uma todas as notícias que tentam jogar ao chão sua dinastia de 14 anos. E mais: para ele o jornal "O Globo" é OG, e a "TV Globo" é TVG. O veneno corre pelo seu ex-blog, que diariamente vai à luta contra os Marinhos. É bem capaz de dar um subnome a chamada "cidade da música", prestes a ser inaugurada na Barra da Tijuca. Quem sabe "Cidade da Música RM". Fica a sugestão.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O Natal sem fome não acabou

O adesismo dos chamados "braços sociais" do PT não se cansa de produzir seus espetáculos. Agora foi a vez do chamado "Natal Sem Fome". Criado pelo sociólogo Herbert de Souza foi incansável durante vários anos chamando a atenção para um problema crônico no mundo. Percebendo a força do movimento, e sem querer atinar para a sua evidente motivação político-partidária FHC até que tentou envolvê-lo na prática das chamadas "políticas sociais", integrando-o ao "Comunidade Solidária". Durou pouco o namoro e logo o movimento voltava às ruas anunciando a bandeira que daria a Inácio da Silva a vitória nas eleições. Morreu Betinho, elegeu-se o filho para o cargo que, sem nenhuma empatia popular logo foi levado a um cargo público no planalto. A essa altura o adesismo já era evidente, e na ausência de um líder carismático como Betinho a campanha estava fadada a morte. Foi então que alguém teve a bestial idéia de sacar que a ação do "Fome Zero" através do "Bolsa Família" tinha diminuído (ou pra eles quase acabado) com a fome no Brasil. Os miseráveis estavam comendo e comprando mais, segundo Inácio da Silva. Como então continuar com uma campanha de "Natal Sem Fome", só iriam causar atrito com seus bem empregados líderes. E a bestialidade trasformou-se na distribuição de brinquedos e livros para os mais carentes. Eis que vem os Correios e resolve dar publicidade as cartinhas de Papai Noel que recebe. Pasmem... 60% das crianças que escrevem ao bom velinho só pedem uma coisa: COMIDA! A fome não acabou, como queriam os petistas. Os miseráveis continuam famintos e o "Natal Sem Fome" não entendeu. Breve teremos o seu fim, a não ser que o PT necessite dos seus serviços para o bom combate a um opositor.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Lula morreu... Viva Inácio!

Dom Cappio tem razão: Lula morreu viva Inácio! Inácio dos puxa-sacos, dos bajuladores de plantão. Inácio dos porta-vozes, do jornalismo engajado, capaz de algum por uma opinião. Inácio "sancho" pança mais cheia que antes, tomando vinho importado, tragando fumaça cubana. Inácio que por qualquer coisa é capaz de uma bravata, nosso rei e imperador. Que saudades do Lula que marchava ao nosso lado, e que nas caravanas andava tranqüilo, sem seguranças. Que era capaz de se embrenhar pelo sertão, ou suar pela cidade pra discutir ao lado da companheirada. Não esse Lula arrogante, que quando fala é "não cedo", amigo da igreja em pecado e companheira, mas que não é capaz de trazer até si o humilde bispo, ou ir até lá pra lhe tomar a benção, ouvir sua voz. Se for verdade que este tão falado projeto veio pro bem do povo, porque só agora a sua defesa, ao lado do capital, ao lado do Ciro Gomes (que era contra), Geddel (que era contra)? Porque só os "contra" agora são a favor dessa maldita transposição. Agora que temos o Inácio da Silva presidente deixemos que outros Lulas nasçam para que tenhamos o respeito pela vida, pelo contraditório, pela natureza, pelo debate, pela discussão. Que Inácio da Silva fique com seus novos amigos, seus banqueiros e empreiteiros ávidos pelo lucro fácil de (talvez) mais uma maracutaia. Fiquemos com Dom Cappio e Letícia, com Heloisas e Josés. Fiquemos com nossos sonhos de uma sociedade justa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O bispo e a moça

  • Tem gente que nasce feia, outros que nascem ricos. Gente que nasce simples, mas que depois se torna arrogante. Gente que nasce com as mãos limpas, mas quando faz política mete a mão na merda. O governo do PT tem gente de todos os tipos. Mulheres feias, verdadeiros jaburus que fazem plástica para se tornar damas. Ricos virando milionários. Gente simples deslumbrando-se com cigarrilhas e charutos importados de Cuba. Militantes de caráter limpo fazendo o jogo sujo do poder. Tem gente de todo o tipo no governo Lula. Mas outros, de tez erguida, olhos fixos no horizonte, sonhos sonhados na cabeça feita desistiram, e deixaram para trás a estreita babaquice deslumbrante de se tornar elite. Trocaram o poder e a glória de um governo popular, mas que na verdade serve apenas aos seus interesses e de uma classe dominante, para navegar no sentido contrário e continuar a luta do povo pobre nos seus mais elementares anseios. A greve de fome do bispo Dom Luis Cappio, e o desprezo que a ele concedem os áulicos do poder ilustram a retomada da capacidade política de sonhar, de dar a vida por uma causa dentro dos mais nobres princípios revolucionários. Os encagaçados revolucionários do passado, que se esconderam por detrás de identidades secretas para preservar a vida, e que não foram capazes de um só grito em favor dos que outrora lhe libertaram do jugo da ditadura, destilam seu desprezo pela causa da suspensão das obras do rio São Francisco com sonoro tratamento de "senhor" ao bispo, como se Dom Luis Cappio fosse um dos seus mensaleiros, sanguessugas ou compradores de dossiês. Não conseguem ver na beleza do gesto a juventude perdida, a capacidade de sonhar libertariamente. E que acode o santo padre nessa hora? Leticia Sabatela, aquela que da freira de novela se candidata a musa do rio. Pelo seu colo correm as lágrimas de um povo, pelos seus cabelos a sinuosidade das águas do rio furibundo. Seu olhar penetra a alma da canalha petista, como que a lhes cobrar a identidade. Sua voz doce soa fundo nos ouvidos de surdos-mudos dirigentes partidários. E o onde os sindicatos, agora pelegos, onde os cara-pintadas, agora capitalistas vendedores de carteirinhas? Calam-se, perdidos na sua sanha por um modelo econômico em que a vida não tem a mínima importância.

O governo vai a escola


Que tal uma Petrobras mais humilde...

Não sou de ensinar missa a vigário, mas no caso dessa "doação" às escolas de samba a Petrobrás bem que podia se mirar no exemplo do Banerj na época do Brizola. Este deu total e irrestrito apoio a Mangueira, que a época passava por um problema de caixa. Nada pediu para a marca "Banerj", apenas que a escola estivesse presente com seus passistas e ritmistas nos eventos culturais que o banco por acaso promovesse. Foi assim com o "Dia Banerj" produzido por mim, e que levou música, teatro infantil e recreação a 40 cidades do interior do Rio de Janeiro. Na Copa do Mundo de 1986, num outro projeto que produzi em parceria com Albino Pinheiro criamos uma grande torcida com show de diversos artistas do mundo do samba. E como sempre a Mangueira estava lá presente fazendo jus a ajuda financeira que recebia, certamente como doação. Não me lembro de contratos leoninos e cheios de "vantagens" para uma das partes. A Mangueira cheia de garra aceitava tudo numa boa, chegando a ser campeã. Com isso o povo do interior teve oportunidade de ver a escola mais de uma vez, e diversos bairros do Rio de Janeiro torceram pela sua seleção ao som da bateria "nota 10". Já que a Petrobrás é o braço cultural do governo Lula, junto com a Caixa e o Banco do Brasil, bem que podia olhar para o carnaval do Rio menos como marketing, e mais como "projeto cultural".

Um balão fora de época

Sempre que está pelo Rio de Janeiro o presidente Lula costuma gerar factóides anunciando recursos e obras mirabolantes, como se quisesse livrar-se da maldição da vaia e ficar bem na pesquisa com a população carioca. Numa dessas anunciou a "doação" de R$ 12 milhões para as escolas de samba, dinheiro que viria metade da Petrobrás, metade das suas sócias. Eis que chega a ora do vamos ver e a Petrobrás pede em troca além de ingressos para apaniguados, espaço publicitário em todo o sambódromo, e fechamento da "cidade do samba" por uns dias para um evento seu. O factóides de Lula com a sua "doação" transformava-se em patrocínio barato, como se esse no carnaval não valesse pelo menos uns R$ 40 milhões visto que a marca "Petrobrás" tem peso. Chiou o prefeito César Maia, que mandou ver a Liga das Escolas de Samba o contrato de cessão dos espaços do "sambódromo" e da "cidade do samba", que dá a prefeitura o dinheiro de pedir o reembolso do que já investe, ou suspender a concessão. Parece que a Liesa tem juízo e bom senso, e disse a Petrobrás que assim não dava. Essa por sua vez, pra não deixar o presidente mal na fita botou o galho dentro, e irá ver novas formas de contrapartida (quem sabe as quadras das escolas, a maioria já patrocinadas, outra briga feia) para o seu pobre dinheirinho. Tentou dar um balão na cidade e tomou o troco, esquecendo-se que São João é em junho. Espertos, hem!

Um debate sobre fato e opinião

O jornalista PHA, conhecido por alguns pela alcunha de "Paco" está processando o também jornalista Diogo Mainardi. Durante a audíência a que estiveram presentes outros seus colegas como testemunha travou-se um intenso debate. O site "Consultor Juríridico" publicou uma síntese do acontecido, uma verdeira aula de direito para aqueles que se interessam pelo jornalismo, em especial o jornalismo político. Eis a matéria:

Opinião e fato
Amorim acha que devia, mas Mainardi não vai para a cadeia
por Rodrigo Haidar

“Perdi! Não vou conseguir metê-lo na cadeia!” A frase foi dita pelo jornalista Paulo Henrique Amorim ao sair da sala de audiências da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, em São Paulo. Amorim, blogueiro do portal iG e animador de programas da TV Record, queria colocar na cadeia o colunista Diogo Mainardi, da revista Veja, porque este escreveu que ele, na fase descendente de sua carreira, foi contratado pelo portal iG por R$ 80 mil e se engajou pessoalmente “na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas”.

Paulo Henrique Amorim e Diogo Mainardi compareceram nesta segunda-feira (17/12) ao Fórum de Pinheiros na primeira audiência do processo criminal que o primeiro move contra o segundo por injúria e difamação. A avaliação de Amorim sobre o possível desfecho da causa é calcada em seu próprio comportamento em Juízo. Na audiência, comandada pela juíza Aparecida Angélica Correia Nagao, Amorim rejeitou qualquer tentativa de acordo e se alterou em diversas ocasiões nos cerca de 30 minutos em que a juíza tentou, em vão, compor as partes.

No tribunal, os dois jornalistas interpretaram papéis trocados. Amorim tentou demonstrar que já não tem a credibilidade que teve um dia e que a culpa disso é de Mainardi, a seu ver, um dos jornalistas mais influentes do país. O colunista de Veja, por sua vez, tentou evidenciar que o prestígio do colega é o mesmo de sempre e que se projeta pelo seu salário: Amorim disse que ganha cinco vezes mais que o colega “em apenas uma das atividades”.

“A senhora confiaria em um jornalista que escreve a soldo? Em um jornalista filiado a um partido político? Ele escreveu que eu trabalho a soldo, por interesses comerciais”, repetia Paulo Henrique Amorim, demonstrando inconformismo com o texto de Mainardi. O jornalista insistiu na tese de que perdeu credibilidade em razão da coluna publicada em setembro de 2006 na Veja. “A senhora não deve acreditar no que eu escrevo porque eu sou um jornalista sem credibilidade. Não sei por que a senhora me ouve”, disse à juíza.

Separados por uma cadeira na qual estava sentada a advogada Maria Cecília Lima Pizzo, Amorim e Mainardi trocaram acusações, ofensas e filosofaram sobre o que é fato e o que é opinião. Como se estivessem em um talk-show, discorreram sobre as intenções de quem escreve uma notícia com o intuito de ofender pessoas ou simplesmente de narrar fatos — foi a batalha do animus injuriandi versus o animus narrandi. A discussão entre os dois, tendo como moderadora a juíza, durou quase meia hora, praticamente toda a primeira parte da audiência.

“Eu não o processo quando você me chama de caluniador e fascista em seu blog”, disse Mainardi a Amorim. “Ou a minha credibilidade não é atingida quando você escreve que eu sou fascista?”, questionou. “Mas isso é opinião, não matéria de fato”, respondeu Amorim. “Então, o que você diz é opinião e o que eu digo é fato? Ok, assino embaixo”, ironizou Mainardi.

A juíza perguntava a Amorim: “O senhor acredita que um artigo pode abalar sua credibilidade? Que o texto mudou a opinião que o público do senhor tem a seu respeito?”. Apaziguadora, a juíza indicava uma possível saída conciliatória. Sem sucesso.

“Este rapaz é best-seller. Quanto vendeu até agora seu livro?”, perguntou Amorim. “55 mil exemplares”, respondeu Mainardi. “Qual é a tiragem de Veja?”, insistia Amorim. “Mais de 1 milhão de exemplares”, respondeu Mainardi.

Para Amorim, o fato de a Veja imprimir 1 milhão de revistas, de o livro do colunista, Lula é Minha Anta, já ter vendido 55 mil exemplares e de o programa Manhatan Connection, no qual Mainardi é um dos debatedores, ter audiência “qualificada” demonstram o alcance do suposto ataque à sua honra. “Ele tem influência e disse a todos que eu escrevo a soldo”, afirmou. Para se vitimizar, Amorim fez a única coisa que não gostaria de fazer: reconheceu o sucesso do inimigo.

Mainardi também resolveu falar de soldo: “E ainda assim você ganha cinco vezes mais do que eu”. Amorim respondeu: “Mas aí é problema de incompetência”. O advogado Alexandre Fidalgo, um dos que representam o colunista de Veja, perguntou: “Acusação de incompetência é fato ou opinião?”. E a juíza, novamente, entrou para esfriar os ânimos.

Em diversos momentos da audiência, Paulo Henrique Amorim leu, para que todos ouvissem, trechos do artigo de Mainardi. Em uma dessas leituras, protestou: “Ele disse que eu sou amigo de Luiz Gushiken”. Mainardi retrucou: “Mas ser amigo do Gushiken é ofensa?”. Amorim respondeu: “A questão é que eu não sou amigo do Gushiken e no contexto em que está escrito é, sim, ofensivo”.

Depois da tentativa de conciliação, Amorim deixou a audiência porque iria viajar para os Estados Unidos, um país, segundo ele, “onde quem escreve isso vai para a cadeia”. Pediu desculpas à juíza pela atitude nervosa e as elevações de voz, e justificou: “Reagi dessa maneira porque nunca antes fui ofendido dessa maneira”. Mainardi foi gentil: “Obrigado, pelo espetáculo”.

O dinheiro e o estilo

Frustrada a tentativa de conciliação, apesar de todo o esforço da juíza Aparecida Angélica, começou a oitiva de testemunhas. Os advogados de Paulo Henrique Amorim, José Rubens Machado de Campos e Maria Cecília Lima Pizzo, convocaram os jornalistas Heródoto Barbeiro e Rubens Glasberg e o economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo. A defesa de Mainardi, feita pelos advogados Alexandre Fidalgo e Lourival J. Santos, trouxe para depor o jornalista Reinaldo Azevedo.

Questionado, Heródoto Barbeiro afirmou que trabalhou por três anos na TV Cultura com Paulo Henrique Amorim e que o considera um profissional sério. Disse que os termos usados por Mainardi na coluna são subjetivos, mas que se há ou não ofensa cabe à Justiça dizer. Para Barbeiro, a liberdade de expressão existe e deve ser assegurada, “mas você responde pelo que diz ou escrever”.

A tese de defesa de Amorim centra-se no argumento de que não há interesse público capaz de justificar o texto de Mainardi. Para o advogado Machado de Campos, “o pretexto para as ofensas foi a suposta natureza pública do dinheiro. Mas os acionistas do iG são empresas privadas. Os fundos de pensão têm natureza privada”.

Já a defesa de Mainardi lembrou o fato de que parte do dinheiro dos fundos de pensão que controlam a Brasil Telecom, dona do iG, é, sim, público, já que se trata de fundos de pensão de empresas estatais.

Os advogados de ambas as partes também insistiram nas perguntas sobre a vontade do colunista de Veja de ofender ou não. Com maior ou menor ênfase, todas as testemunhas concordaram que a coluna em que Paulo Henrique Amorim é mencionado segue o estilo usual de escrever de Mainardi. Não houve tratamento diferente de outros personagens citados em outros textos. Logo, se não houve intenção de ofender, não há crime. Eis a tese central da defesa de Mainardi.

Em seu testemunho, o professor Belluzzo disse que se “sentiria ofendido” de ser citado da maneira como Amorim foi citado, que “não escreveria uma coluna” da mesma forma, mas ressaltou que se trata do estilo de Mainardi. “Exprime o modo dele de estar no mundo”, disse. O professor, recém-eleito presidente do conselho da TV Pública e fundador da Facamp — faculdade que aprovou quase 90% dos alunos no Exame de Ordem — disparou uma crítica geral à imprensa: “Jornalistas podem e devem expressar opinião, mas não podem atuar como juízes. Tenho dificuldade de aceitar esse juízo definitivo sobre as coisas, sem que haja respeito aos valores democráticos”.

O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista e blogueiro da Veja, afirmou não notar diferença na coluna em que Amorim é citado, reforçou que o texto seguiu o padrão de Mainardi e criticou o que classificou como judicialização do debate. Para ele, as diferenças de pontos de vista não deveriam ocupar o tempo do Judiciário. “É publico que há identificação de pontos de vista de Paulo Henrique Amorim com o grupo que controla a Brasil Telecom, o que não é ilegal”, disse.

Azevedo ressaltou que o jornalista que dá opinião tem de saber lidar com a crítica. “Eu sou bastante criticado por minhas opiniões. A diferença é que eu não saio processando todo mundo”, afirmou. O jornalista chegou a fazer a análise semântica da expressão descendente em razão de Mainardi ter dito que Amorim está “na fase descendente” de sua carreira.

Para Reinaldo Azevedo, é fato, não ofensa, dizer que um jornalista que foi chefe da sucursal de Nova York da Rede Globo descendeu na carreira porque está hoje na Record — entendimento, por sinal, adotado pelo juiz de primeira instância ao rejeitar a ação de indenização que Amorim move contra Mainardi em razão da mesma coluna. “Sem dúvida o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a menção à ‘carreira descendente’ visa apenas identificá-lo como estando hoje em veículo de menor expressão do que aquele outrora”, escreveu o juiz Manoel Luiz Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Pinheiros.

Para mostrar que ao menos a visibilidade de Amorim hoje é certamente menor do que antes, Reinaldo Azevedo lembrou que a Globo tem média de 23 pontos de audiência no Ibope, enquanto a emissora do Bispo Macedo tem menos de seis pontos.

O desfecho

A ação penal de Amorim contra Mainardi segue seu curso. No dia 17 de janeiro há a oitiva de uma testemunha de defesa no Rio de Janeiro. E foi marcada nova audiência para ouvir o jornalista Márcio Aith, da revista Veja, para o dia 20 de outubro. Depois disso, é aberto o prazo para as alegações finais das partes. Então, a juíza dá a sentença.

A defesa de Mainardi pode abrir mão do depoimento de Aith. Se isso acontecer, a sentença pode sair no ano que vem. Se aguardar pelo depoimento do jornalista, o caso terá uma decisão somente em 2009.

Na esfera cível, Paulo Henrique Amorim perdeu a ação que move contra Mainardi em primeira instância. O pedido de indenização por danos morais foi motivado pelo mesmo texto que deu causa ao processo criminal. O advogado José Rubens Machado de Campos informa que já entrou com Embargos de Declaração contra a sentença.

Leia a coluna de Mainardi, que motivou as ações

A Voz do PT

José Dirceu tem um blog. Quer saber quanto o iG gasta com ele? Eu também quero. Quer saber de quem é o dinheiro do iG? É seu, tonto! De quem mais poderia ser?

O iG pertence à Brasil Telecom. E a Brasil Telecom está na esfera dos fundos de pensão estatais. Eu já contei aqui na coluna como o lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas. Houve de tudo: financiamento ilegal de campanha, espionagem, chantagem, achaque e propina. Eu já contei também qual foi o papel de Lula na trama. Chega de me repetir. Quem quiser saber mais sobre o assunto, consulte o arquivo de VEJA. O que importa agora é como o iG está gastando seu dinheiro. E para onde ele está indo.

Luiz Gushiken é o ideólogo da propaganda lulista. Quando os fundos de pensão passaram a influir no iG, o portal se transformou na voz do PT. Caio Túlio Costa, aquele que Paulo Francis apelidou de "lagartixa pré-histórica", foi nomeado presidente do grupo em maio deste ano. De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados como comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras. Todos eles afinados com o DIP de Luiz Gushiken. Mais do que isso: Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas. Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40 000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga pelo programa de Paulo Henrique Amorim? 80.000 reais.

O iG pode parecer pouca coisa. Mas é o terceiro maior portal do Brasil. Agora está pronto para difundir a propaganda do governo. O PT acaba de elaborar um documento em que pede uma "mudança nas leis para assegurar mais equilíbrio na cobertura da mídia eletrônica". Muita gente está alarmada com o documento. O temor é que, num segundo mandato, os lulistas atropelem as leis para tentar aumentar seu controle sobre a imprensa. O fato é que isso já aconteceu pelo menos uma vez neste mandato, quando a turma de Luiz Gushiken tomou de assalto o iG.

O documento do PT fala em oferecer "incentivos econômicos para jornais e revistas independentes". Independente, para o PT, é José Dirceu. É Franklin Martins. É Paulo Henrique Amorim. É Mino Carta. É o assessor de imprensa de Delcídio Amaral, que tem um blog político no iG. Só falta o Luis Nassif. Essa é a turma que, segundo o PT, precisa de incentivos econômicos do Estado. Carta Capital sempre atacou Daniel Dantas. Acaba de ser recompensada por um acordo com o iG. De quanto? Eu quero saber.

Lula cantarolou a seguinte marchinha, como relatam os repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro Viagens com o Presidente:

"Ei, José Dirceu,

devolve o dinheiro aí,

o dinheiro não é seu"

Lula conhece muito bem José Dirceu. Se diz que o dinheiro não é dele, é porque não é mesmo. Devolve o dinheiro aí, José Dirceu.

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Ainda o fim da CPMF

Poucos conseguiram entender o significado político do fim da CPMF. Quando a questão ainda estava na Câmara dos Deputados falava-se que se o governo conseguisse aprovar a medida não precisaria mais do legislativo, pois teria dinheiro suficiente para continuar com seus planos de investimento, e chegar a 2010 com um conjunto de obras que dificilmente deixaria de dar uma vitória a qualquer candidato que Lula apoiasse. Na Câmara foi difícil a aprovação. Tomados pelo sentimento de que seriam deixados de lado assim que a CPMF fosse aprovada, deputados de toda a base aliada tentaram tirar do governo (e conseguiram) tudo aquilo que faltava para dar-lhes a cara de "aliados": cargos e recursos os mais infinitos. Célebre a manobra do Deputado Eduardo Cunha para tirar a nomeação de Luis Paulo Conde e Moreira Franco, ambos do PMDB para os cargos que haviam sido indicados há meses, e que o presidente insistia em cozinhar. Conde até a pouco era aliado do Garotinho e Moreira de FHC. Atendidos em suas pretensões deputados aprovaram a CPMF em grande maioria dando a prova ao governo de que estavam satisfeitos nos seus pleitos, indo para casa dormir tranqüilos. Nessa fase pouco se deu ouvido a oposição. Crescia o movimento contra a CPMF nas ruas, e o único a dar-lhes voz na Câmara era o Deputado Paulo Bornhausen, de Santa Catarina. Ai a coisa chegou ao senado. Com um PSDB disposto a aprovar a prorrogação com uma alíquota de 0,20%, e com a destinação de todos os recursos para a saúde a coisa parecia andar na direção da vitória pela aprovação. Poucos prestaram atenção a uma entrevista de FHC à Folha de São Paulo, em que ele dizia que no seu governo a CPMF já tinha sido aprovada uma vez em janeiro, depois de muita negociação. Era o mote para o governo, como se dissesse: "Na marra não vai". Lula, montado numa aprovação gigante, e ancorado na aprovação que tinha conseguido na Câmara só fazia bradar contra a oposição, tachando de sonegadores todos os que se diziam contra, esquecendo-se que o malfadado imposto atingia muito mais aos pobres, posto que não tem pra quem repassar, do que aos ricos. Até que veio o "dia D" da votação. Sabendo-se perdido, o governo tentou retomar a discussão apelando para os governadores Serra e Aécio para que pressionasse suas bancadas. Queria que demonstrassem força, e fizessem talvez o mesmo que ele fez com os Deputados: recursos e cargos de montão. Serra e Aécio, baseados na máxima conservadora nascidas nas hostes do governo "faço oposição ao governo e não ao país" bem que poderiam ter ficados calados. Achando que já tinham conseguido os votos para entregar ao governo saíram para o abraço e botaram a cara nas tevês com efusivas e vitoriosas declarações. Quebraram a cara! Perderam feio para uma bancada de senadores unida, que rejeito peremptoriamente a velha política do "café com leite". Com isso o imposto acabou. E com ele a empáfia e a arrogância de um governo que "se acha", pensando que o charme, a simpatia e a popularidade de Lula são eternos. Agora vai ser difícil governar na base do "arrastão" da fórmula "cargos + recursos". Qualquer projeto que for apresentado aos deputados vai exigir muito mais fôlego financeiro. E se Lula não cair na real, baixando a bola da sua ira, e não reconhecer que política se faz com quem realmente tem poder vai ficar difícil. Ou senta pra conversar com "partidos" (leia-se senado, que são as vozes coroadas de suas siglas) e abandona o varejo, ou... Babau!

sábado, 15 de dezembro de 2007

O blog apoia a greve de Dom Cappio

Livro de José Genoíno vence concurso

De Cláudia Lamego, em O Globo:

O livro "José Genoino - Escolhas políticas", sobre o deputado petista José Genoino - um dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento direto no escândalo do mensalão como então presidente do PT -, ganhou o prêmio Sérgio Buarque de Holanda da Fundação Biblioteca Nacional na categoria ensaio social. A autora, Maria Francisca Pinheiro Coelho, professora de sociologia da Universidade de Brasília, que diz já ter sido filiada ao PT, conheceu Genoino no movimento estudantil e chegou a ser presa, com ele, no Congresso da UNE em Ibiúna. O prêmio, concedido também em outras sete categorias, é de R$ 12.500.
No júri que escolheu o livro havia pelo menos duas pessoas próximas a Maria Francisca: Maria Angélica Madeira, sua colega no departamento de sociologia da UnB, e Barbara Freitag, com quem editou em 1993 o livro "Marx morreu: Viva Marx!" (Papirus) e sobre quem co-organizou um livro, "Itinerários de Bárbara" (Editora Universidade de Brasília). A terceira jurada foi a historiadora Isabel Lustosa. Leia mais aqui

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A caixa preta cultural

Está pintado um novo escândalo! Dessa vez na Biblioteca Nacional girando em torno das premiações literárias. Quem sabe a coisa não avança e tenhamos aberta a caixa preta da área cultural que envolve patrocínios, premiações e "papers" encomendados a jornalistas e cientistas políticos alinhados com o governo. Seria a "CPI do GIL"?!...Vejamos.

"Perillo (não) traiu o PSDB, Lula e Goiás"

A manchete acima, com o nosso "não" está no blog do PACO Amorim. A seguir o que disse o Senador Marconi Perillo ao Blog do Noblat, e em seguida a matéria da manchete do Blog do PACO.

"Não traí ninguém, muito menos minha consciência. Não sou cordeiro de ninguém. Sou um democrata a favor do Brasil, e não de governos de plantão. Por essa razão é que aceitei dialogar e colaborar de maneira honesta. Não tendo sido possível a convergência, votei coerentemente com a posição de meu partido e com minha propria posição.
O encontro em Águas Lindas, solicitado insistentemente pelo governador José Arruda, de quem sou amigo fraterno, deu-se na residência de Arruda por sugestão do próprio governador e com a concordância do presidente Lula e minha. Não foi às escondidas: o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, foi informado por mim do assunto.
O PSDB não foi traído. Não travei nenhum tipo de diálogo inconfessável. A conversa transcorreu em clima de respeito. Foi um diálogo construtivo, democrático e, de minha parte, norteado por elevado espírito público. Compometi-me a colaborar como interlocutor junto à bancada do PSDB em buca de um entendimento que resultasse em ganhos para a Saúde, para a desoneração tributária, para a redução dos gastos públicos, etc.
Fiz minha parte. Reuni-me, em seguida, em minha residência, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o deputado e ex-ministro Antonio Palocci e os senadores Arthur Virgílio, Tasso Jereissati e Sérgio Guerra. Não foi possível o entendimento, por intransigência do governo, que queria votar imediatamente a prorrogação da CPMF.
Os senadores propunham que se extendesse para até janeiro o diálogo com o governo, em busca de uma solução que atendesse aos governadores, ao governo federal e à sociedade. Não aceitaram. A bancada do PSDB, então, diante da recusa, decidiu votar contra.
Não tratei de assuntos referentes a Goiás, até mesmo porque não tinha mandado para isso do governador de meu Estado. No plenário, votei e discursei como integrante da bancada de oposição. Não poderia ser diferente. Não faço parte da base do governo nem desejo fazer.
Passada a derrota, cabe ao governo dissipar seu rancor e mostrar-se mais disposto ao diálogo e pôr um ponto final nesta história de procurar culpados por sua derrota. O governo teve um ano para reunir sua base e aprovar a CPMF. Não pode agora cobrar que o PSDB resolvesse seu problema em dois dias.
Fizemos o que foi possível, democraticamente, pensando no Brasil. Que o governo aprenda a lição e deixe de buscar bodes expiatórios. E que esta derrota, exemplar, lhe seja pedagógica".


A matéria do Blog do PACO:

". A assessoria do senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, confirmou ao Conversa Afiada a informação que está na página 10 do Globo de hoje: “Lula se reuniu às escondidas com senador tucano”.
. Preliminarmente: escondido de quem ? Da reportagem do Globo, que não soube onde estava o Presidente da República ?
. Mas, vamos ao que interessa.
. Segundo o Globo, Perillo propôs o encontro.
. Se alguém foi escondido, foi o Senador Perillo, que sugeriu que o encontro não fosse nem no Planalto nem no Alvorada, porque “pegava mal”, segundo o Globo.
. Perillo se ofereceu para ajudar a convencer senadores do PSDB.
. Naquele mesmo dia, à tarde, por iniciativa de Perillo, se reuniram senadores do PSDB (Tasso Jereissati, Sérgio Guerra, Arthur Virgilio Cardoso), em seu (de Perillo) apartamento em Brasília, para conversar com Antonio Palocci e o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que falavam em nome do Governo.
. Ali ficou combinado que Lula apresentaria uma carta em que se comprometia a destinar 100% da CPMF à Saúde.
. Não deu certo e Perillo fez um dos discursos mais veementes contra a aprovação da CPMF (
clique aqui para ouvir o áudio).
. Por que Perillo fez o discurso ?
. Precisava ?
. Perillo traiu três vezes: o Presidente Lula.
. O PSDB, já que foi se encontrar às escondidas com o Presidente Lula.
. E o mais importante: o povo de Goiás, que pensa que ele é o que diz, mas ele é o que não diz. "

"Contribuintes comemoram fim da contribuição"

Por Elisangela Roxo, no Estadão:

Consumidores ouvidos pelo Estado aprovam o fim da CPMF. “Ainda bem que esse imposto acabou, porque tudo o que a gente paga não vai mais parar nos bolsos do governo”, afirmou o motociclista Arnaldo Gonçalves de Oliveira, de 41 anos. Para tentar fugir de pelo menos um tributo, a CPMF, ele escolheu ter apenas uma conta poupança, sem o cheque como opção. Agora, Oliveira acredita que os avanços da economia devem servir para cobrir a CPMF, mas reclama que os benefícios ainda não são sentidos pela população. “Dizem que o País vai bem, o PIB cresceu, mas a situação de quem trabalha na rua é muito ruim.” O camelô Epaminondas da Silva, de 42 anos, acha “muito bom” o fim da CPMF. “Pelo menos é um imposto a menos para o brasileiro pagar.” Ele disse duvidar que a destinação do imposto tenha sido mesmo o sistema de saúde. “No posto do meu bairro nem médico tem”, contou.“O fim do imposto do cheque? Achei maravilhoso”, disse o advogado e presidente do Partido Liberal Democrata, Álvaro Solon Coelho, de 79 anos. Para o monitor Luis Henrique da Silva, de 26 anos, “foi uma conquista do povo, os trabalhadores já pagam tributo demais”. A professora Sheila Rienzi, de 40 anos, acha que nem população nem governo ganharam ou perderam com o fim da CPMF. “O imposto foi criado para cobrir um déficit do governo, que agora deve tirar o dinheiro de outro setor para balancear as contas. Não acho que a criação realmente teve relação com reverter alguma coisa para a saúde”, avalia ela, ao lado do impostômetro da Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, que mede o total de dinheiro pago pelos brasileiros na forma de impostos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Uma economia e tanto

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) realizou um estudo em que avaliou o quanto o brasileiro gasta em média com a CPMF, e o quanto economizará com a queda do tributo.

Taxista - 9 dias - R$ 241,65

Caminhoneiro - 9 dias - R$ 241,65

Funcionário de empresa privada - 3 dias - R$ 80,55

Funcionário público - 4 dias - R$ 107,40

Médico, dentista, fisioterapeuta, psicólogo e profissionais de saúde - 6 dias - R$ 161,10

Advogado, contador, administrador e profissionais de ciências humanas - 6 dias - R$ 161,10

Engenheiro, arquiteto e profissionais de ciências exatas - 5 dias - R$ 134,25

Cabeleireiros, manicures e serviços manuais - 4 dias - R$ 93,98

Serralheiros e mecânicos - 6 dias - R$ 161,10

Artistas e cantores - 6 dias - R$ 161,10

Vendedores autônomos - 7 dias - R$ 174,53

Cada brasileiro deixará de pagar R$ 190,00 em média, o que não deixa de ser uma boa economia para o bolso do trabalhador. Os "sonegadores" da economia informal tem o que comemorar. Além dessa economia, se os empresários repassarem, e o governo sossegar e não voltar a aumentar a carga tributária para compensar haverá uma queda de cerca de 1,7% no preço dos produtos. Fiquemos atentos... A luta continua!

Parece combinado

Engraçado... Já repararam que toda vez que o Lula vem ao Rio com espalhafato anunciar alguma obra pra inglês ver, logo em seguida sai uma pesquisa de opinião? Será que ele é avisado de onde a sua credibilidade anda em baixa e corre atrás pra ganhar uns pontinhos na popularidade? Quero ver se domingo ou semana que vem tem pesquisa avaliando o comportamento do povo com o resultado da queda da CPMF. Certamente o eleitor aprovou, e desaprovou o do governo que queria a qualquer custo administrar o veneno.

O FUNERAL DA CPMF E AS MENTIRAS EM TORNO DELA!

Do blog do prefeito do Rio, Cesar Maia:

1. O golpe final à CPMF veio quando o senador Jereissati leu -já no final- em plenário a carta do ministro da fazenda,desmentindo o que os representantes do governo diziam que era o conteúdo da proposta. Lula mentiu até o ultimo momento. Não eram 100% para a saúde, mas progressivamente até 2010. Mentiram deslavada e com firma reconhecida.
2. A proposta de 100% para a Saúde era uma farsa. Hoje o orçamento da União aplica esses 40 bilhões de reais em Saúde. O que os espertos do governo queriam era uma simples troca de fonte: de outros tributos para a CPMF sem mexer em nada.
3. Qualquer estudante de economia sabe que quando se reduz um tributo (escola da economia de oferta), os recursos vão para a sociedade. Esta gasta ou seja consome, investe, poupa, ou aplica estes recursos. Sobre este gasto incidem os tributos existentes -a renda, ao consumo, ao produto, ao serviço, às operações financeiras, etc... Provavelmente com uma velocidade de circulação maior que o uso anterior pelo governo. Portanto sobre o valor da CPMF transferido automaticamente, incidirá no mínimo a carga tributária atual de 37%. Ou seja: retornam ao governo -de forma segura- e por tributos muito mais justos- pelo menos uns 16 bilhões de reais. Pelo menos.
4. Espera-se que os bancos reduzam na margem a taxa de juros pois a carga tributária sobre a movimentação financeira diminuiu.
5. Espera-se que Lula tenha aprendido a lição e respeite o Congresso Nacional e a Oposição. Recebeu aulas de democracia e de economia, no episódio.
Ganhou o Brasil!

Os sonegadores somos nós

Foi a vitória das faxineiras, camelos, flanelinhas, manicures, vendedores de picolé, caldo de cana e milho cozido. Vitória dos sem carteira, dos sem trabalho formal, daqueles que vivem de bico fugindo da inanição. Dos catadores de papel, dos seguranças da madame, dos desvalidos de sempre que correm atrás de algum. Ou não seria por estes que a Regina Casé foi para a televisão fazer propaganda da Caixa? O olho gordo do governo, que depois de botar todo mundo que empreende na ilegalidade, fugindo da nota fiscal queria mais. E encontrou a resistência de quem não tinha mais para dar. Banqueiros não sofrem com ela, industriais e grandes comerciantes também, afinal para que existe o livre mercado com seus preços formados a base da mais valia. Os pobres coitados que não tem pra quem repassar a CPMF foram os grandes vencedores dessa batalha. Agora vão poder depositar o fruto do seu suor em qualquer agência bancária sem aquela dor no coração de que estão sendo garfados por alguém. Lula errou quando apontou os tubarões como adversários. Na realidade teria que pensar naqueles que só recebem o bolsa-família porque na outra ponta o governo está lhe tirando trabalho e cobrando o imposto mais cruel da vida de um cidadão. Maldita CPMF!

Suderj informa

Placar da votação da CPMF:

Votos a favor - 45
Votos contra - 34
Não votou - 1

Nem o São Paulo conseguiu tamanha façanha!

Nem tudo está perdido

FHC deu o caminho, quando se referiu ao fato de a CPMF, numa das renovações ter sido aprovada só em janeiro: agora é sentar com civilidade e respeito, e tentar uma solução para a hipotética perda de fundos da ordem de R$ 40 bilhões. Não é um bicho de sete cabeças uma derrota do governo numa democracia. O que não pode deixar de haver é respeito, respeito ao sentimento do povo, respeito a oposição. A CPMF é um imposto maldito desde a origem, embora de boa índole criado por um homem de caráter igual, o Dr. Adib Jatene. Chamar de sonegadores os que eram contra. Mentir dizendo que os pobres seriam os que mais perderiam, quando se sabe que pouco iria para a saúde e para os programas sociais não foi uma boa estratégia do Lula. Demonstrando arrogância e falta de altivez queria a qualquer custo demonstrar a sua força. Uma vitória política da oposição nesse momento é salutar para a democracia. Vai fazer o presidente repensar o seu projeto de um terceiro mandato (se é que é dele), e conversar com a oposição de maneira digna, na busca de uma saída para o problema. Uma reforma fiscal que trouxesse em seu bojo uma nova visão do imposto, sem o efeito cascata e a comulatividade que tinha seria benvinda. Vamos ver como se comporta o Lula depois da vitória do "no". Se xingar e berrar a la Chávez, chamando a derrota de vitória de "mierda" dos opositores não avançará. O país nesse bom momento que vive a economia espera maturidade da sua classe política, sem olho no voto do ano que vem, e sem mais poder para quem já detêm tanto.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Está brincando...

A proposta que repercutiu em todo o noticiário era de que o governo estaria disposto a repassar "todo" o dinheiro da CPMF para a saúde. Seria o retorno às origens, diziam alguns referindo-se a idéia original do Dr. Adib Janete. Serra e Aécio inflaram o balão que chegou as telas dos nóticiários das teves. Agora chega a notícia de uma tal "carta-compromisso" assinada pelo Ministro Guido Mantega e um outro. Sabe da boa? É só um aumento em parcelas anuais que não alcança quase nada do total. Tudo pra não dizer, em caso de derrota que não negociaram o tal aumento de recursos. E o repasse total da CPMF para a saúde? Era só um balão de ensaio para fazer os governadores do PSDB pressionarem os senadores. Tá brincando, né!

Ave, Imprensa!

O Globo on-line publicou o resultado da sua pesquisa sobre a CPMF.

CONTRA A CPMF - 77,60 %
A FAVOR DA CPMF - 22,40 %

E ninguém mais na internet até agora se manifestou...

Um banho de água fria

Lula está fazendo de tudo para jogar o PSDB na banheira da CPMF. Sabe que a derrota de um imposto tão impopular seria uma vitória para a oposição, e que se o PSDB ajudar a renovar, até não se sabe quando joga por terra toda e qualquer possibilidade deste partido se afirmar como oposição nas eleições do ano que vem. Senão porque estaria oferecendo tudo o que não ofereceu até agora? Lula não é burro! Nada de braçada numa aprovação nunca antes vista, e não poderia deixar difundir-se aqui o efeito "referendo" que alcançou o Chavez na Venezuela. A CPMF é o referendo do Lula. Se vence o "si", com a CPMF sendo prorrogada pode sair pro abraço de qualquer candidato a prefeito que vier a apoiar, com um banho de PAC em cima de qualquer adversário. Se vence o "no", com a CPMF sendo revogada teremos de volta a história da "roupa nova do rei", e quem sabe o equilíbrio de forças que permitirá a esse país demonstrar maturidade, encarar uma reforma política de verdade, dando adeus a corrupção política que, como diz o presidente "nunca antes" esteve tão presente na vida pública brasileira. O que a gente espera é que a oposição, principalmente o PSDB dê uma de gato e tenha medo de água fria deixando de lado o muro dos presidenciáveis Aécio e Serra, e caindo nos braços do povo para que esse país possa voltar a crescer de verdade.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A imprensa esqueceu de nóis!

Imagino a quantidade de dinheiro em publicidade que o LULA está gastando para fazer as edições on-line dos jornais não publicarem pesquisas de opinião sobre a CPMF. A "mídia golpista", como diriam os lulistas cada vez mais se entrega ao terceiro mandato e foge da opinião popular, ficando apenas com as questões de copa e cozinha, como se fosse verdade que a CPMF e coisa só de sonegadores e não atinge quem vive ralando pra ganhar a vida. Pobre imprensa!

domingo, 18 de novembro de 2007

Um Botequim Virtual

Longe da política e do caldeirão de vaidades de Brasília já existe um lugar ideal para se recorrer quando se trata de reunir os amigos em casa para uma discutir os destinos deste pais. É o site BUTIQUIM VIRTUAL do nosso "chef" e editorialista Biradi, o Byra Di Oliveira. Lá você vai encontrar um seleção de petiscos com sabor bem carioca, além de poder encomendar um bom chopp gelado. Para quem é do Rio de Janeiro vale a pena visitar o endereço www.butiquimvirtual.com e saber por que nem só de política vive o homem.

terça-feira, 6 de novembro de 2007