Na internet todo mundo mete o dedo na ferida, ou no nariz do outro. Tanto faz se sobre política, economia ou comportamento. O importante é cutucar, informar, ter opinião sobre tudo, seja fazendo graça ou falando sério. Por isso estamos aqui para pensar, falar das injustiças contra minorias e países, e dar nosso palpite sobre a fábula do enfraquecimento moral desse país, suas mazelas e problemas, pois não queremos carregar a maldita herança que estão querendo nos deixar.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Minha Consciência Negra
Como Gloria Maria me considero apenas negro. Os africanos foram, em muito culpados pela escravidão no Brasil.
Assim como não haveria holocausto de não tivesse havido "judeus", não teria havido escravidão se não existissem os escravocratas "africanos".
Minhã avó, uma bela negra, filha de escravos nascida liberta pela Lei do Ventre Livre, casou-se com um guapo português, dando origem a família que conheço, mãe, tios e sobrinhos.
Com esse "pé na cozinha", minha mãe, de traço nenhum negro, nem nos cabelos casou-se com meu pai, negro paulista, galante e de tez afinada.
Embora hoje me considere negro, classificam-me de moreno, mulato, pardo, conforme a conveniência do interlocutor(a), ou do seu maior ou menor racismo.
Anos de análise me fizeram curar as chagas dos primeiros anos de vida.
Rejeitado pelos negros, rejeitado pelos brancos, os morenos ou mulatos eram como que um bando de sem-pátria na minha infância.
Hoje acho graça dessas leis de inclusão, e do excesso de manifestação "branca" em favor dos negros.
Curar o "vitimismo" ou o "racismo" só com muita reflexão, e no meu caso divã.
domingo, 18 de novembro de 2012
O Mingau do Oriente Médio
domingo, 28 de outubro de 2012
De histórico, só o mensalão!
Se é por São Paulo não foi uma vitória do partido, mas sim do lulismo, por sinal a mais emblemática.
Luis Inácio destilou seu ódio em Salvador e Manaus e foi derrotado. Encarou o PSB em Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e foi derrotado.
Ou seja, onde havia "Política" envolvida perdeu.
Até em Niterói, a se considerar o resultado apertado e os dissidentes da política (brancos, nulos, abstenção) foi mais um cascudo na cabeça da administração que sai do que uma vitória. Aliás dou a maior força aos meus amigos que estão saindo, gente do bem que conheço de anos, que leiam o resultado das urnas e sigam na direção do novo, uma nova política, quiça um novo partido que os abrigue e os remoce.
Senão vão ficar por ai falando do passado, sem querer construir nada para o futuro.
Ou então, que se aposentem todos!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Dias Piores Virão!
Notável na edição do JN de hoje a mudança na editoria geral de jornalismo da Rede Globo.
A presença do jornalista Ali Kamel na direção-geral de jornalismo da Globo, se fez sentir no tom professoral que foi dado a desmontagem das teses que começaram a surgir, querendo dar um ar golpista a decisão do STF.
Pode-se ser a favor de um partido ou de uma ideologia, mas se quedar ao sectarismo e não conseguir admitir a verdade dos fatos, tem dó!
Ou a administração pública caminha pelos braços da sociedade, ou a partir de agora os embusteiros do poder irão de ter maus dias.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Uma outra novela em Niterói
Não quero entrar no debate político da questão, mas Niterói devia tentar se distanciar da vida de novela e ser mais que uma simples "Salve Jorge!".
Vendo de fora, e tendo vivido a cidade de antes como muita gente viveu, a gente consegue ver a razão da angústia da atual administração: o legado de Jorge Roberto Silveira se tornou pequeno demais diante dos problemas que a cidade enfrenta.
O "Caminho Niemeyer" foi engolfado por um Centro da cidade horroroso; os equipamentos culturais, como o “Teatro Municipal”, cercados pelos mesmos problemas de trânsito e estacionamento, irritando o cidadão, e uma explosão imobiliária que leva a cidade aos mesmos problemas de décadas quando vem a chuva.
De fora a gente nota que faltou planejamento urbano, embora de arquitetos a cidade esteja cheia.
Não se pensou na "Niterói", menos como cidade, e mais como um bairro do Rio que, com a Ponte se tornou uma cidade dormitório cidade dormitório, que um dia viu cair no seu colo os mesmos problemas de uma grande metrópole (não se ofendam os niteroienses, a parte Niterói tem vida própria).
Não que eu que queira que Niterói continuasse ser como uma pacata cidade do interior fluminense, mas podiam ter pensado no que daria estampar esse belo legado nos “outdoors” do mundo, num marketing de fachada, e saber que muito mais gente viria para a cidade desfrutar daquilo que se anunciava como “maravilha do mundo”.
Agora é correr atrás do prejuízo, e tentar consertar com ousadia os erros que a política cometeu.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Os Reis Desnudos (2)
Seria bom Luis Inácio parar com esse discurso revanchista e se acostumar com a verdade dos fatos.
O mensalão existiu e todos foram condenados por corrupção.
Não adianta dizer que o governo FHC foi corrupto, que o Procurador a sua época era um engavetador.
A verdade é que corrupção, quando não comprovada ou criminalizada em uma CPI, em um julgamento, perde no imaginário da verdade do povo.
Todos que herdaram essa peja o foram em CPIs ou inquéritos judiciais. Sarney, Collor, Maluf e outras tantos passaram por este processo e ganharam a coroa do povo, da opinião pública.
Luis Inácio livrou-se dos dois, CPI e processo, mas seu governo tornou-se mesmo assim o mais corrupto da história.
Os Reis Desnudos (1)
Essa observação vale para todos aqueles que no poder há algum tempo perdem a humildade e se transformam em donos absolutos da verdade, em todas as esferas, em todo lugar.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Mensalão: bronca é arma de otário! (3)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O PT é o PT, e Luis Inácio é o diabo!
Onde ele meteu o bedelho não conseguiu transferir votos.
Os derrotados indicados por ele põe panos quentes falando em "vitória histórica" ou "reflexão profunda".
Tirando São Paulo, onde o 2º turno de Haddad foi muito mais uma vitória do marketing raivoso do "petismo" do que do "lulismo", as outras conquistas nas capitais e demais prefeituras devem ser creditadas única e exclusivamente ao PT, e não a Luis Inácio.
Brizola, o grande caudilho viu derreter seu prestígio derreter ao tentar ser maior que o partido que criou.
Os petistas deviam aprender com a lição e parar com essa história de "deus".
Deus, que eu conheça está no céu, e na terra só existem os demônios.
Niterói vai ser dominada pela Furacão 2000
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Mensalão: Bronca é arma de otário (2)
Zé Dirceu esteve em Ibiúna, foi preso e trocado pelo embaixador.
Depois do exílio em Cuba voltou e ficou escondido anos.
Fez plástica e formou família no Paraná. Anos na moita.
Mentor da virada do PT para este esquema de esculhambação em que vive até hoje (o partido está aliado ao que há de pior na política brasileira) é também acusado de ser o chefe da quadrilha do mensalão.
Agora, vamos e venhamos: burro está provado que não é!
Foi para Ibiúna sem rastro, viveu na clandestinidade sem rastro, transformou Luis Inácio em presidente quase que na moita, e ainda por cima virou um rico consultor mais na moita ainda.
Como que alguém pode pensar que deixaria rastro no caso do mensalão?
Concordo com o ministro revisor, provas ali no bem bom, contra ele não há.
Apenas a bronca do Roberto Jeferson.
E como diz o ditado: "Bronca é arma de otário". Roberto Jeferson foi um otário e por isso dançou.
Agora, Zé Dirceu de otário não tem nada!
E por isso, como lição aqueles que falam demais e deixam o rabo aparecendo deve ser absolvido!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Pra cara de pau não basta reza, tem que ter vergonha!
Durante anos, através das pastorais as igrejas católicas ditas progressistas estiveram atreladas ao partido que hoje governa o Brasil.
Bispos, como o de Volta Redonda, teólogos, como Frei Beto, atuaram ao lado de candidaturas, tecendo campanhas, manifestos, glórias e aleluias ao ex-presidente e seu partido, sendo premiados depois com cargos de direção do país.
Porque só agora, que os evangélicos se organizaram politicamente e estão a beira de conquistar a prefeitura da maior cidade do país toda essa grita?
Dom Odilo pode não fazer política, mas seus antecessores sempre fizeram, uns partidariamente, outros a favor da democracia, como foi o caso de Dom Evaristo Arns.
O que o povo brasileiro tem que saber é que o estado brasileiro é laico, não existe uma religião do estado.
Assumindo o poder evangélicos, muçulmanos, budistas, católicos, judeus ou qualquer outro crente em sua fé tem que governar para todos, com políticas que alcancem todos os segmentos religiosos, respeitando-se os direitos de minorias, e da maioria dos cidadãos.
Mensalão: bronca é a arma do otário!
sábado, 25 de agosto de 2012
Enquete mostra que FHC foi o presidente que mais fez pelo Brasil
FHC já passa de 100 mil votos em enquete sobre presidente que mais fez pelo País
Tucano, que governou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002, aparece na liderança até o momento; internauta ainda pode votar na home do portal
O que será que esta enquete do IG está mostrando?
Que os ventos estão mudando e até entre a chamada "classe C" Luis Inácio esta perdendo prestígio (pobre não tem computador para votar e quem mais adquiriu pc nos últimos anos foi a "classe C").
E olha que o portal IG sempre foi afinado com o governo, já tendo abrigado entre seus colunistas José Dirceu, Luiz Nassif e Paulo Henrique Amorim.
O que espanta é o resultado: quase 50% a mais que Luis Inácio.
Se o resultado for mesmo esse ao final o subtítulo do nosso blog parece estar correto: "LULA MORREU! VIVA INÁCIO!".
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O "a quem interessa" da questão Síria
Um leitor do blog do Gustavo Chacra critica o outro por não ter escrito seu comentário, segundo ele "bem".
A questão Síria aflora sentimentos, contra ou a favor, mas exige equilíbrio.
Ficar na ofensa pessoal ao invés de refletir sobre a situação, não leva a nada.
No meu caso posso não escrever bem, como também posso não gostar de bandidos, como para implicar com o leitor disse o outro.
Mas uma virtude tenho: aprendi a pensar com minha própria cabeça.
O que o leitor Carlos Humberto diz é fruto da sua opinião, daquilo que viu, leu, ouviu com a sua maneira de pensar.
Ou por acaso Bush, e sua melhor discípula Hillary, não são bandidos?
Netanyahu, com sua politica na Palestina, será que também não é?
Putin na Chechenya, os turcos, etc, etc.
Ontem aconteceu um atentado no Iraque que matou mais que um massacre na Síria. Cade o clamor, a insatisfação.
Assad é fruto dos americanos, assim como Noriega foi, e outros ditadores são.
Pensar com sua própria cabeça, e fazer a pergunta "a quem interessa" antes de se submeter ao noticiário é uma atitude sensata.
Na Síria o que dói e ver a repetição das mesmas políticas colonizadoras, que tanto mal fizeram a África e a outros continentes, por conta de interesses econômicos.
Prefiro estar do lado do pau-mandado Annan, e pensar como Lennon "give peace a chance".
Essa história dos blefes de Assad não é factível, pois a cada movimento seu na direção de um acordo, os insurgentes aumentam a violência. E ninguém diz nada! Será que não pensaram que matando parte do núcleo do poder haveria mais repressão e violência?
Carlos Humberto tem razão, me diga um, somente unzinho dos inimigos de Israel-EUA que não seja taxado de ditador.
E vamos parar com essa história de que para pensar tem que se escrever bem.
domingo, 22 de julho de 2012
Uma Análise Feminina da Situação na Síria
'Assad se agarrará ao poder e lutará até o último minuto', diz cientista política de Oxford
De Genebra, Marwa Daoudy conversou com o Estado de São Paulo.
Como interpretar os acontecimentos da Síria nessa semana? O que se pode esperar?
A operação foi decisiva. Ao mirar a sede da Segurança Nacional em Damasco, os rebeldes acertaram o coração do regime, matando o terceiro homem mais poderoso do país, o general Asef Shawkat, cunhado do presidente. Esse é o começo do fim para Bashar Assad, como quer a oposição? Não sei. Mas não acredito que o regime vá entrar em colapso nos próximos dias. Acredito que Assad se agarrará ao poder e lutará até o último minuto, e pode ter um amargo fim. Até lá, haverá ainda mais violência na Síria, confrontos entre os insurgentes armados e o Exército do regime espalhados por todo o país. No entanto, as batalhas travadas na capital são decisivas e representam uma reviravolta. A vulnerabilidade do regime foi exposta pela primeira vez.
Nos últimos dias, Assad perdeu o apoio de militares e diplomatas. O presidente está sendo abandonado?
As deserções estão aumentando, principalmente a partir da postura assumida pelo general Manaf Tlass. E aumentarão, com peso significativo, sobretudo após o atentado rebelde na quarta-feira. O fato de que os insurgentes foram capazes de matar oficiais do alto escalão das forças armadas alavancou a resistência e encorajou militares a abandonar o barco. Entretanto, a elite militar, constituída pelos alauitas, próximos do poder, continua leal a Assad.
O presidente pode usar armas químicas?
Na minha temporada nos Estados Unidos, ouvi de fontes militares que os americanos e os israelenses já estavam se preparando para a possibilidade de a Síria usar armas químicas. Mas em minha opinião o regime está muito relutante em usá-las, porque sabe que isso detonaria a condenação imediata da comunidade internacional. Se o governo apelar para as armas químicas, será realmente o último dos últimos recursos. E seria suicídio, porque sabe que Estados Unidos e Israel estão em alerta. Se Assad usar as armas, perderá o apoio da Rússia e abrirá as portas para a intervenção na Síria. Seria uma ação totalmente irracional. Na minha opinião, não há risco iminente de Assad lançar mão desse recurso. Mas quem sabe o que o regime desesperado faria para sobreviver? Além disso, se os israelenses decidissem atacar, as consequências ultrapassariam as fronteiras sírias e chegariam ao Irã, o que certamente pavimentaria o caminho para a regionalização, se não a internacionalização, do conflito.
Qual é o papel das Nações Unidas nessa guerra civil?
A ONU pode aumentar a pressão sobre o regime, ampliando suas sanções - mas contra os oficiais do governo, seus movimentos e seus ativos (e não contra os recursos e fontes do país, o que provocaria mais impacto negativo na vida cotidiana da população). Não apoio uma intervenção militar estrangeira, seja votada pelas Nações Unidas, seja decidida fora dela. Uma intervenção prolongaria o conflito e abriria caminho para proxy wars no território sírio. A revolução deve ser lutada e vencida por dentro, para garantir sua legitimidade. Qualquer intervenção militar estrangeira, com tropas e força aérea, seria inaceitável e comprometeria uma transição pós-Assad. Custaria muito aos sírios no longo prazo. Claro, sem a intervenção, o preço também é alto - afinal, o regime está dizimando civis. Mas na minha perspectiva uma intervenção ampliaria o problema no tempo (a duração do conflito) e no espaço (as fronteiras), porque envolveria agendas políticas de outras potências. E não só a dos Estados Unidos, pois também temos atores regionais importantes como Israel, Irã, Catar e Arábia Saudita. Então a Síria se tornaria uma plataforma para interesses externos. Isso, na minha visão, poderia transformar a Síria em um novo Iraque. Mas será outra história se a revolução for vencida por dentro. E o que assistimos nessa semana é um indicativo de que isso pode acontecer, pois os rebeldes golpearam o coração do regime com armas e táticas próprias.
Como a sra. analisa o veto de China e Rússia a sanções no Conselho de Segurança?
Não foi surpresa. China e Rússia têm tomado continuamente posições contrárias à mudança de regime na Síria. Viram que a imposição de sanções, econômicas e diplomáticas, logo levaria a isso. Os russos também sentem que foram enganados no passado, com a operação na Líbia - na época, a questão foi redirecionada de "proteção a civis" para "mudança de regime". E eles sentem que a situação pode se repetir na Síria, o que disparou um alarme para chineses e russos. Afinal, Rússia e China não querem que isso seja usado como precedente para futuras operações sob o mesmo pretexto de violações dos direitos humanos. A Rússia também está tentando preservar seus interesses estratégicos no Oriente Médio através das relações com a Síria. Atualmente, o jogo do poder é principalmente jogado contra os Estados Unidos, pois a Rússia quer mostrar que ainda tem voz no tabuleiro geopolítico.
Quais são os atores em jogo na resistência contra Assad?
Atualmente, há dois diferentes movimentos de oposição claros: a resistência pacífica e a insurgência armada. Mas é bom lembrar que a revolução começou como um movimento não violento a favor da justiça socioeconômica. No entanto, como civis, principalmente os desarmados, foram brutalmente torturados e sitiados por forças do regime, parte da população se deslocou para a insurgência armada para se defender. E, num certo ponto, percebeu que a defesa não era mais suficiente e partiu para a ofensiva. No plano militar, o Exército Sírio Livre emergiu como principal jogador. É formado por civis e soldados desertores, além de apoiado tanto pelos Comitês de Coordenação Locais (a rede de movimentos de oposição) quanto pelos movimentos de oposição externa, como o Conselho Nacional Sírio, e potências estrangeiras. Fontes de inteligência também mostram que existem cerca de cem grupos rebeldes operando no país, alguns ainda desconhecidos. E se acredita que jihadistas do Iraque se infiltraram nas fronteiras e estão operando contra as forças do regime - tentando transformar a revolução em uma revolução islâmica. Mas há ainda um ativismo não violento muito forte na Síria promovendo ações de "desobediência civil". Por exemplo, mercados no coração de Damasco que não abrem suas portas como forma de protesto diante dos assassinatos. Mas agora os comerciantes desses mercados vêm sendo muitas vezes forçados pela polícia a abrir suas lojas, porque as forças do regime já sabem que se trata de desobediência. Então, essa tendência de oposição pacífica está ficando à margem. Com essa crescente complexidade da resistência, está ficando cada vez mais difícil identificar quem é quem entre os rebeldes.
Qual é o papel das mulheres na resistência? Há espaço para elas?
Sim, definitivamente. As mulheres são um dos principais pilares da sociedade civil síria. Elas efetivamente contribuíram para os levantes não violentos desde o início da revolução. E continuam sendo uma parte importante junto às comissões de coordenação locais e movimentos oposicionistas. A Síria é um Estado secular, muito relacionado à ideologia socialista progressista que promoveu os direitos das mulheres. Então, as mulheres estudam, trabalham e se destacam na política. Elas são ativistas, esposas, estudantes, irmãs, filhas, mães, profissionais, que emergem para contribuir com o esforço coletivo de resistência. Algumas inclusive pagaram um preço alto: os massacres em Homs, Houle e Tremesh visaram principalmente às mulheres e suas crianças. Muitas mulheres e garotas foram estupradas, como forma de reimpor o pavor e a vergonha em uma sociedade que já tinha se libertado do medo e da dominação. Apesar disso, a participação feminina continua forte - inclusive a de algumas antigas alunas minhas em Damasco. O futuro pós-Assad precisa reconhecer o papel das mulheres e dar a elas as posições merecidas na sociedade e na política.
Onde estão os intelectuais sírios?
Alguns tomaram uma posição revolucionária. Outros preferiram uma postura mais "prudente" contra as consequências não desejadas. Muitos escritores e pensadores condenaram as ações do regime e agora pedem uma transição política. O debate foca a trilha a ser percorrida para dar fim à crise. Deveria ser em diálogo com o regime? Ou deveria atravessar o regime comprometido por crimes e com muito sangue nas mãos? Apesar do autoritarismo do regime, a sociedade civil síria sempre foi muito vibrante. Ativistas de direitos humanos e intelectuais têm se mobilizado continuamente, e se fazem ouvir, através de petições e críticas em jornais libaneses e até sírios. Sim, foram atormentados, presos e torturados. Mas não desistiram. Muitos dissidentes históricos e intelectuais sírios, como Michel Kilo, Riad Turk e Riad Seif, continuam vivendo na resistência na Síria.
Que ecos da Primavera Árabe vemos na Síria agora?
Nós estamos realmente testemunhando um novo capítulo da Primavera Árabe, com esses desdobramentos na Síria. A Primavera Árabe definitivamente está lá. No entanto, depois de mais de um ano de levantes populares, a revolução na Síria ainda está lutando para conquistar o que pretende. Uma coisa é certa: as mudanças são irreversíveis. O regime certamente cairá. As questões que interessam agora são: como? Quando? E será derrubado por quem?
sábado, 21 de julho de 2012
A Ameaça das Armas Químicas na Síria é Real?
A situação na Síria está se tornando cada vez mais tensa. Os combates entre forças governamentais e rebeldes chegaram a Damasco.
Artigo de "Rádio A Voz da Rússia"
Autora: Svetlana Andreyeva
A situação na Síria está se tornando cada vez mais tensa. Os combates entre forças governamentais e rebeldes chegaram a Damasco.
Na quarta-feira, resultado de uma explosão ao lado do edifício do Serviço de Segurança Nacional, perpetrado pela oposição armada, matando vários oficiais militares, incluindo o ministro da Defesa e seu vice.
Nesta situação, não é possível ter o Conselho de Segurança da ONU, que não consegue elaborar uma resolução sobre a Síria para satisfazer Rússia, EUA, China e Europa. No meio, Washington iniciou conversações com Israel sobre o bloqueio das armas químicas reservas sírias, em caso de colapso e caos neste país.
Os rebeldes chegaram ao coração do regime, os edifícios mais protegidos em Damasco. E em poucos segundos, conseguiu eliminar os principais apoiantes do Presidente Bashar Assad. Isto indica que a segurança do regime caiu para níveis extremamente baixos, o que permite que especialistas para prever a queda seguinte do regime. No entanto, ainda é prematuro falar de uma capitulação, considere Veniamin Popov especialista russo:
- Isso não significa que o regime pensa em se entregar, ou que entre os amigos do presidente existem inimigos. Se existisse, não usariam o assassinato como um meio. Em qualquer caso, é óbvio que este fato irá conduzir a eventos muito mais dramáticos. É por isso que dizemos que é necessário regulamentar isso por meios políticos. E, aparentemente, a oposição está disposta a lutar até a última sírio. Mas então quem o fará?
A principal preocupação da maioria dos políticos, diretamente relacionada à resolução dos problemas na Síria respeita à existência de armas químicas na Síria e a possibilidade de bloquear essas reservas. Todo mundo entende que se cair em mãos dos rebeldes e decidir usá-los, as conseqüências afetam não apenas a população da Síria, mas também seus vizinhos. Praticamente todo o planeta poderia ser ameaçada, Veniamin Popov considera:
- O aumento da violência é sempre contraproducente e, finalmente, sempre leva a conseqüências desastrosas. Devemos entender claramente porque é que se insiste tanto em continuar a missão de Kofi Annan e as conversações entre o governo e a oposição. O aumento da violência vai trazer conseqüências terríveis. Se essas armas químicas caírem nas mãos dos rebeldes, caírem nas mãos da Al-Qaeda, isso será usado em primeira instância contra os EUA e Israel. Por isso, é necessário desligar o fogo o mais rápido possível e encontrar uma solução pacífica.
A situação na Síria é complicada porque, no caso da derrubada de Bashar Assad, não há nenhum pretendente real ao seu posto, e claramente não há força política organizada. O país está à beira do caos inevitável e guerras sucessivas, na opinião do russo Georgy orientalista Mirsky:
- A queda do poder nas mãos da Irmandade Muçulmana ou Al-Qaeda. E se o país realmente tem armas químicas, é uma preocupação legítima de todos, não apenas dos EUA e Israel. Onde vão parar estas armas, o que vai acontecer? Portanto eu considero que estas preocupações são bem compreendidas. Assim, tanto os norte-americanos e israelenses estão tentando descobrir onde Bashar Asad concentrou suas armas químicas, e lançar um comando de forças especiais para bloquear e não deixar cair nas mãos de terroristas internacionais. Mas por outro lado, devemos ter em mente que esta é uma operação militar em um país estrangeiro.
A retirada da Síria do chefe da missão da ONU, o general-major Robert Mood, que deixou Damasco sem aguardar a decisão do Conselho de Segurança, é outra confirmação de que a situação neste país está se tornando cada vez mais tensa. Antes de sua partida, disse que não fazia sentido para retomar o trabalho da missão até que a violência não cessou e não estabelecer um diálogo político.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
A Primavera Árabe e a questão Síria
Não se falava mais na situação em Homs, em Idlib, ou em qualquer outra província Síria.
Na verdade para mim o que houve, baseado no histórico de atuação da CIA, foi uma cortina de fumaça para o atentado que mataria o Ministro da Defesa, e outras autoridades do governo Assad.
Desde a chegada da missão da ONU é assim. A cada ação que os insurgentes reclamam - massacres e ações do exército -, segue um atentado ou ação espetaculosa, como o controle dos postos de fronteira que já ninguém fala. Ações que lembram as do PCC ou tráfico do Rio, fatos para criar manchetes.
Aliás, essa "revolução Síria" só existe para midiaticamente. O poderio do exército é tão grande que leva qualquer ação tão somente para o terreno da propaganda.
Os insurgentes, que teoricamente representam etnias majoritárias, não estão sós nessa intempestiva atividade. Arábia Saudita, Kuwait, e outras ditaduras comandadas por representantes destas etnias financiam essas ações.
Todos sabem que o pano de fundo de tudo é o petróleo, o ouro negro que mancha de sangue as mãos das nações ocidentais.
Para tanto, não seria impróprio lembrar os recentes acontecimentos da chamada "primavera árabe" no Marrocos, na Líbia, e no Egito.
No Marrocos e Egito a chegada ao poder só foi possível mediante acordo com os referidos exércitos.
Na Líbia, ao contrário a conquista se deu mais ou menos como no Iraque, com as forças militares arrasadas para a dominação do estado. Salta aos olhos os milhões de dólares gastos e a imensidão de perdas humanas.
O que mais me causa estranheza nisso tudo é o papel da imprensa nessa história.
Fala-se no cerceamento a liberdade de informação, mais fotos e noticiários da Reuters e BBC diretos de Damasco correm o mundo.
A propaganda dos insurgentes então conta com apoio e solidariedade da imprensa ocidental que, como na ação da ONU condena apenas o governo Assad pelas barbáries - não atoa o Conselho de Segurança da ONU negou-se peremptoriamente a condenar os atentados contra o núcleo do poder.
A se elogiar a ação de Rússia e China, que apesar dos interesses em jogo clamam por um resolução "civilizada".
Se tocaram que o apoio que deram a resolução que permitiu a a abertura de um corredor aéreo sobre a Líbia, só produziu barbárie. Não fosse esse corredor e a permissão dada a OTAN para garanti-lo tenho minhas dúvidas se Kadafi teria caído.
A Síria não é a Líbia, e seu exército é forte o suficiente para enfrentar a insurgência. Esse exército foi moldado para enfrentar Israel, e suas ações muito se parecem com as ações de Israel na Palestina. A tal política do "olho por olho, dente por dente".
Lembram quando na Líbia os insurgentes controlaram uma parte do país? Equipes de reportagem do mundo inteiro para lá foram reforçar a campanha contra Kadafi.
Pois é, na Síria Assad tal como Israel não deixa isso acontecer, arrasa com tudo e pronto!
Nossa posição é igual a da resolução da ONU que acaba de sair. Uma solução de transitoriedade que permita as forças em conflito chegarem a transição.
Mais ou menos como no Egito. Preserva-se o estado e suas forças de manutenção e afasta-se os atores politicamente nefastos.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Lula está fazendo de São Paulo um trampolim
Gilbertto Dimenstein
Folha Online
Lula está batendo em José Serra, acusando-o de fazer da cidade um trampolim --e está batendo num ponto frágil, devido ao histórico tucano de ter interrompido seu mandato. Mas quem, neste momento, está fazendo de São Paulo apenas um trampolim é o ex-presidente.
Ele indica, em seus discursos, que vai tentar nacionalizar o debate eleitoral na cidade de São Paulo. Compreensível: se ele jogar Serra nesse campo, o tucano ficará ainda mais com jeito de candidato a presidente frustrado do que de prefeito.
Ao propor o debate nacional, Lula está, em suma, mandando o seguinte recado: não estou preocupado com soluções locais. E solução local é o que esse caos urbano chamado São Paulo precisa --e precisa urgentemente.
Datafolha mostra que está caindo sua capacidade de influir no voto do eleitor paulistano. Certamente, sua foto com Maluf, também como mostrou a pesquisa, vai trazer mais prejuízos do que benefícios. No mínimo, já abateu o ânimo dos militantes petistas.
Se continuar, vai virar um anticabo eleitoral.
domingo, 24 de junho de 2012
As aparições de "Inoxorável Lula"
JÂNIO DE FREITAS
Folha de São Paulo
Eremildo é um idiota e ainda usa as camisetas velhas das campanhas de Paulo Maluf a presidente, governador, prefeito e deputado. Encantou-se com o artigo do presidente do PT paulista, o sociólogo Edinho Silva, publicado na Folha de sexta-feira.
É uma acrobática defesa da aliança do comissariado com o Partido Popular na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Menciona Luiza Erundina, Gramsci e cita Paulo Freire.
No artigo, o doutor referiu-se três vezes ao Partido Popular, mas não mencionou Paulo Maluf, objeto do desejo da aliança, dono do PP de São Paulo e do jardim onde Nosso Guia e Fernando Haddad foram fotografados selando o pacto lulo-malufista.
O idiota acha que foi distração.
Ao ler a citação de Paulo Freire, frequentemente repetida por Lula, "vamos juntar os diferentes para vencermos os antagônicos", acreditou que seria melhor reordená-la: "Vamos juntar os antagônicos para vencermos os diferentes".
ATRIBUEM ao filósofo húngaro Giorgy Lukacs a seguinte afirmação: "O erro de Stálin não foi ter assinado um acordo com Hitler, foi ter acreditado nele". Em 1939, Stálin aliou-se ao Reich e comeu um pedaço da Polônia. Dois anos depois, Hitler invadiu a Rússia, e o Guia Genial dos Povos, incrédulo, entrou em estado de catatonia.
Pensando bem, Stálin não acreditou no pacto (tanto que acelerou a produção de armas), acreditou em si. Desprezou pelo menos 80 avisos de que Hitler atacaria, inclusive dois deles com a data.
Lula cavalga uma desastrosa autoconfiança. Longe dos mecanismos do poder, com os movimentos e a oratória limitados, investiu-se de um desembaraço autocrático que, em seis meses, produziu três desastres:
1) Sem discutir os prós e contras da ideia, participou de uma cenografia para abrilhantar a adesão de Paulo Maluf à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Humilhou Luiza Erundina e detonou a chapa petista, levando os companheiros a catar vice até no falecido movimento "Cansei", teoricamente destinado a combater a corrupção. (A ex-prefeita aceitava o apoio de Maluf, desde que não houvesse espetáculos como o do jardim do palacete da rua Costa Rica. O mesmo se pode dizer do tucanato, que buscava intermediações para negociar com Maluf.)
2) Sem ouvir os interessados, meteu-se num périplo, catituando junto a ministros do Supremo a postergação do julgamento do mensalão. Foi detonado pela exposição da manobra.
3) Impôs ao PT uma aliança com o prefeito Gilberto Kassab, atropelando a senadora Marta Suplicy, que não queria "acordar de mãos dadas" com seu adversário. Dias depois, Lula acordou sozinho e viu Kassab abraçado ao PSDB.
Deixando-se de lado o conteúdo das decisões (o que não é pouca coisa), cometeu três erros. Chutou três vezes e três vezes marcou contra o próprio gol.
A doutora Dilma acha que a crise financeira mundial é influenciada pelo fator "Inexorável da Silveira". Seu governo terá que lidar com outro fator, o do "Inexorável da Silva". Por enquanto, ele restringiu-se à casa de louças petista, mas o perigo é que vá além, encrencando o governo.
Os "inexoráveis" acham que podem tudo.
sábado, 23 de junho de 2012
A coragem de encarar a realidade
Leiam e vejam o embroglio que os poderosos de plantão se meteram, contra a moral, contra a ética e promovendo a mais estúpida e suja onda de corrupção e safadeza que esse pais nunca antes tinha visto.
"Realpolitik"
Artigo de Marta Suplicy para a Folha Online
O modelo "realpolitik" se esgotou e parece que nem todos estão percebendo. Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.
Nascida na Alemanha, a expressão "realpolitik", segundo Luis Fernando Verissimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.
Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.
Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como "normais" há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria "realpolitik".
Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar "tudo igual", o que acaba provocando o mesmo desinteresse.
A luta pela democracia no Brasil conseguiu eletrizar forças e corações que não suportavam viver num país sob ditadura. Cada um reagiu à sua maneira. Mas muitos morreram e sofreram pela liberdade. Esse resgate da democracia é tão importante que não poderia ter sido contaminado por práticas seculares que nos acorrentam à uma malfadada forma de fazer política. Esta mesma que aliena o povo que se vê --e se sente-- excluído e desrespeitado.
Mas nem tudo está perdido. Tem gente formulando, e outros remoendo, novas práticas e métodos, buscando diferentes formas e canais de interação social e política. Um novo modelo que contemple e dialogue com os vários segmentos e forças heterogêneas da sociedade. Uma construção distante dos métodos agonizantes e ultrapassados que ainda hoje vigoram. Uma transição necessária, e imprescindível, que já passou da hora de acontecer.
Não está claro como, e em quanto tempo, se dará o nosso processo de libertação da chamada "realpolitik". Mas, que esse sistema político e eleitoral que vivemos chegou à exaustão, tenho clareza."
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Lula, sem entalar
Lecy Brandão, vice de Haddad?
Sempre admirada pelo seu talento, teve intensa participação no movimento negro no Rio.
Daí a aproveitar a sua popularidade e respeito em SP para fazer política... sei não!
O paulista precisa parar com essa babação de ovo a cultura "carioca", desde a música ao botequim, e dar mais valor a prata da casa, a barraca de pastel.
Será que no meio do samba e do movimento negro, ou popular não tem paulista pra quebrar o pau na política?
Precisa de importar uma Lecy Brandão ou um Agnaldo Timóteo pra fazer política.
Daqui a pouco os paulistas vão começar a dar voz e votos a qualquer bunduda ou fortão da "Fazenda", só porque é carioca.
Se deêm ao respeito, por favor!
A verdade escondida
Muito natural a participação do Irã em qualquer negociação sobre a Síria.
Não é natural a participação de países longínquos como EUA e França.
A solução militar é o estopim para uma grande guerra, disso não há dúvidas, porque a Síria não está usando o grosso das forças armadas contra os rebeldes.
O governo de Assad poderia varrer Holms do mapa, mas os rebeldes usam escudos humanos.
Os cristãos sírios já decidiram e pegaram em armas. Não aceitam as lideranças rebeldes e a Sharia que querem impôr a mando do reizinho saudita, o maior déspota do mundo.
Porém, Tartus, é uma questão também iraniana e russa.
Não entendo porque a grande Imprensa do Brasil esconde da população a união e as manobras conjuntas, as maiores desde a 2ª guerra, das forças chinesas, russas , iranianas e sírias, com mais de cem mil homens, 400 aviões e mais de cem navios de guerra, entre destroiers, porta-aviões e submarinos.
As manobras irão testar mísseis em geral, bem em frente ao canal da Suez, por onde 15 navios de guerra chineses estarão passando nos próximos dias, ao lado de Israel , Turquia e e em torno de Tartus.
Não é preciso lembrar que fazem parte das manobras armas de destruição em massa, nucleares e não nucleares.
As manobras conjuntas são uma clara mensagem aos que enviam armas para os rebeldes.Assad pode cair mas o regime na Síria não muda.
Já o Ocidente vai amargar o fato de ter dado armas e apoio aos curdos sírios, porque curdo é curdo e a Turquia terá sérios problemas com eles daqui para a frente.
Querem o fim do último país árabe laico do regime alauita.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Lula, o caudilho
JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO
Na Rio+20, Lula não passou recibo da avalanche de críticas. Fez piada da foto com Paulo Maluf, dizendo que seu retrato com Dilma Rousseff seria “ambientalmente correto”. Sobre a aliança com o antigo adversário, saiu-se com uma meta-referência: “Pior seria se não houvesse repercussão”. É a versão ambientalmente correta do “falem mal mas falem de mim”, que notabilizou o jeito malufista de ser.
Se o mais importante é vencer, Lula tem razão. Como disse Fernando Henrique Cardoso, também na Rio+20, “(a foto) só terá impacto eleitoral se a oposição usar. Mas nem todos podem usar”. José Serra (PSDB) tem lá seus aliados incômodos, a exemplo do PR de Valdemar Costa Neto. A missão de criticar sobra para as linhas auxiliares tucanas, mas seu tempo de TV é escasso -pela falta de alianças com outros partidos.
Lula, pelo dito, não se arrepende de ter imposto a aliança com Maluf. Nem mesmo de ter posado para os fotógrafos na casa do ex-inimigo. Afinal, pelo raciocínio do ex-presidente, o único problema de seu candidato a prefeito paulistano, Fernando Haddad, é o desconhecimento. Logo, um episódio que rende manchetes mais ajuda do que atrapalha, pois puxa o pupilo do anonimato para a ribalta -não importa em que papel.
Se Haddad ganhar a eleição, Lula corre o risco de ser chamado de gênio -maquiavélico, mas gênio-, por ter arquitetado e implementado uma estratégia criticada por todos. Como aconteceu com Getúlio Vargas, vai ter quem diga “esse pernambucano é mineiro”. Se Haddad perder, a derrota será compartilhada. É o clássico “eu ganho, nós perdemos”.
A eleição de outro neófito pinçado por Lula seria a confirmação de sua doutrina: prévias partidárias são uma bobagem; a coerência política que importa é ganhar sempre; o aliado faz a hora e vice-versa. Seja qual for o resultado da eleição, Lula marcha para o caudilhismo getulista, e o PT, obediente, evoca cada vez mais o antigo PTB. Não existe vitória grátis.
A cara de um Brasil que não sabe o que é honra
do Blog de Augusto Nunes
“O símbolo da pouca vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente. Daremos a nossa vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente.” (Lula, junho de 1984)
“Como Maluf pode prometer acabar com ladrão na rua enquanto ele continua solto?” (Lula, setembro de 1986)
“Os administradores do PT são como nuvens de gafanhotos.“ (Paulo Maluf, março de 1993)
“Maluf esquece de seu passado de ave de rapina. O que ameaça o Brasil não são nuvens de gafanhotos, mas nuvens de ladrões. Maluf não passa de um bobo alegre, um bobo da corte, um bufão que fica querendo assustar as elites acenando com o perigo do PT. Maluf é igualzinho ao Collor, só que mais velho e mais profissional. Por isso é mais perigoso.” (Lula, março de 1993)
“Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como vive. Ave de rapina é o PT, que rouba 30% de seus filiados que ocupam cargos de confiança na administração. Se o Lula acha que há ladrões à solta, que os procure no PT, principalmente os que patrocinaram a municipalização do transporte coletivo de São Paulo”. (Maluf, março de 1993)
A foto abaixo informa que, em 18 de junho de 2012, sem que nenhum deles tivesse abjurado publicamente o que disse do outro, os velhos inimigos se juntaram para vender ao eleitorado paulistano a mercadoria que Lula contempla com o olhar orgulhoso de criador e Maluf afaga com o olhar guloso de quem vê um novo filão a explorar.
Fernando Haddad tem o jeito hesitante do filhote que não consegue andar sozinho.
À esquerda, o sorriso de Rui Falcão atesta que o presidente do PT está feliz por confraternizar com o que sempre chamou de “direita reacionária”.
À direita, o vereador Wadih Mutran, negociante de longo curso, avalia quanto vale um Haddad fantasiado de nova esquerda.
O chefe da seita, Aquele que Só dá Ordens, curvou-se à imposição de Maluf: além de outro cofre no Ministério das Cidades, o dono do PP fez questão de posar para a posteridade ao lado de Lula.
É uma foto para se guardar. Desnuda a cara de um Brasil Maravilha que não sabe o que é honra nem tem vergonha de nada. Escancara a face horrível da Era da Impunidade.
Habitação popular não deve ser esmola
Na Cidade de Deus, o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, que é arquiteto construiu um conjunto popular que é uma joia de arquitetura.
Vai lá ver como esta. Dá até pena! O cara que desenhou deve estar angustiado.
Em Niterói, bem no centro da cidade, um outro é uma podridão.
O fato de ser longe ou perto não interessa. Faz parte da disponibilidade de áreas para se construir.
O que importa é que grande parte dessa população ainda não está preparada para conjuntos arquitetônicos.
Vide os de Niemeyer construídos com Dom Helder no Rio. Tiveram o mesmo fim.
A pobreza não pede casa dada, que cheira a esmola e só faz prolongar a miséria. Pede emprego para poder comprar uma.
Se se fizer uma pesquisa verá que desses conjuntos 90% dos moradores não são os originais. Ou vendem e saem, ou deixam um parente no lugar.
Pobre não é burro! Não precisa de um burguês sonhador para ditar sua vida.
Agora, quanto ao restante (parte) do post assino embaixo:
"Desde 2005, ainda no primeiro mandato de Lula, o Ministério das Cidades está nas mãos do PP de Paulo Maluf. Dilma manteve o ministério com o PP. Mais recentemente, em 2011, o governador tucano Geraldo Alckmin entregou a CDHU, que cuida da habitação no Estado, para o PP também. O ‘Cingapura’ venceu nas esferas federal e estadual. Graças ao apoio de Maluf ao candidato petista Fernando Haddad, Alckmin pensa em tirar a CDHU do malufismo."
A FARSA HISTÓRICA
MERVAL PEREIRA
"A foto que incomodou Luiza Erundina e chocou o país, do ex-presidente Lula ao lado de Paulo Maluf para fechar um acordo político de apoio ao candidato petista à Prefeitura paulistana (o nome dele pouco importa a essa altura) é simbólica de um momento muito especial da infalibilidade política de Lula.
Sua obsessão pela vitória em São Paulo é tamanha que ele não está mais evitando riscos de contaminação como o que está assumindo com o malufismo, certo de que tudo pode para manter ou ampliar o seu poder político.
O choque causado por esse movimento radical pouco importará se a vitória vier em outubro. Mas se sobrevier uma derrota, a foto nos jardins da mansão daquele que não pode sair do país por que está na lista dos mais procurados pela Interpol será a marca da decadência política de Lula, que estará então encerrando um largo ciclo político em que foi considerado insuperável na estratégia eleitoral.
Até o momento, as alianças políticas com Maluf eram feitas por baixo dos panos, de maneira envergonhada, como a negociação em que o PSDB paulista fechava um acordo com o PP em busca de seu 1m30s de tempo de propaganda eleitoral.
A própria Erundina disse, candidamente, que o que a incomodara foi o excesso de exposição do acordo partidário.
Maluf, do seu ponto de vista, agiu com a esperteza que sempre o caracterizou, mas com requintes de crueldade.
Ao exigir que Lula fosse à sua casa para selar o acordo, e chamar a imprensa para registrar o momento glorioso para ele e infame para grande parte dos petistas, ele estava se aproveitando da fragilidade momentânea do PT, que tem um candidato desconhecido que precisa ser exposto ao eleitorado para tentar se eleger.
Lula, como se esse fosse o último reduto eleitoral que lhe falta controlar, está fazendo qualquer negócio para viabilizar a candidatura que inventou.
Já se entregara ao PSD do prefeito Gilberto Kassab, provocando um racha no PT talvez tão grande quanto o de agora, e acabou levando uma rasteira que já prenunciava que talvez o rei estivesse nu.
Agora, quem lhe deu a rasteira foi uma dupla irreconciliável, que Lula tentou colocar no mesmo saco sem nem ao menos ter se dado ao trabalho de conversar antes: Luiza Erundina, que um dia foi afastada do PT por ter aceitado um ministério no governo de coalizão nacional de Itamar Franco, agora se afasta do PT malufista.
E Maluf, que vinha minguando como força política, viu a possibilidade de recuperar a importância estratégica em São Paulo no pouco mais de um minuto de televisão que o PP detém por força de lei.
A sucessão de erros políticos que Lula parece vir cometendo nos últimos meses – a escolha de Haddad, o encontro com Gilmar Mendes, a CPI do Cachoeira, o acordo com Maluf – só será superada se acontecer o que hoje parece improvável, uma vitória de Fernando Haddad.
No resto do país, o PT está submetendo os aliados a seus interesses paulistas, fazendo acordos diversos para garantir em São Paulo uma aliança viável.
A foto de Lula confraternizando com Maluf tem mais um aspecto terrível para a biografia do ex-presidente: ela explicita uma maneira de fazer política que não tem barreiras morais e contagiou toda a política partidária, deteriorando o que já era podre.
As alianças políticas entre Lula, José Sarney, Fernando Collor e Maluf colocam no mesmo barco políticos que já estiveram em posições antagônicas fazendo a História do Brasil, e hoje fazem uma farsa histórica.
Em 1989, José Sarney era presidente da República depois de ter enfrentado Paulo Maluf no PDS. Ante uma previsível vitória do grupo de Maluf derrotando o de Mario Andreazza, Sarney rompeu com partido que presidia, ajudou a fundar a Frente Liberal (PFL) e foi vice de chapa de Tancredo.
Na campanha presidencial da sucessão de Sarney, Lula disse o seguinte dos hoje aliados Sarney e Maluf: "A Nova República é pior do que a velha, porque antigamente era o militar que vinha na TV e falava, e hoje o militar não precisa mais falar porque o Sarney fala pelos militares e os militares falam pelo Sarney. Nós sabemos que antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão (sic), mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz".
Na mesma campanha, Collor não deixou por menos: chamou o então presidente Sarney de "corrupto, incompetente e safado".
Durante a campanha das Diretas Já Lula se referiu assim a Maluf: "O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente da República. Daremos a nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente".
Maluf e Collor tinham a mesma opinião sobre o PT até recentemente. Em 2005, quando Maluf foi preso e Lula festejou, e recebeu a seguinte resposta: “(..) se ele quiser realmente começar a prender os culpados comece por Brasília. Tenho certeza de que o número de presos dá a volta no quarteirão, e a maioria é do partido dele, do PT".
Já em 2006, em plena campanha presidencial marcada pelo mensalão, Collor disse que foi vítima de um "golpe parlamentar", do qual teriam participado José Genoino e José Dirceu,"enterrados até o pescoço no maior assalto aos cofres públicos já praticado nessa nação".
E garantiu: "Quadrilha quem montou foi ele (Lula)", citando ainda Luiz Gushiken, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Duda Mendonça, Jorge Mattoso e Fábio Luiz Lula da Silva, o filho do presidente.
São muitas histórias e muita História para serem esquecidas simplesmente por que Lula assim decidiu."
Quero mamar nessa teta...
'Desistência é golpe na imagem da candidatura', diz historiador
Lincoln Secco ressalva que militância, que pode ficar desanimada com saída de Erundina, tem cada vez menos espaço
Gabriel Manzano - de O Estado de S. Paulo
A saída de Luiza Erundina (PSB-SP) da chapa petista “é um golpe na candidatura de Fernando Haddad”, afirma o historiador Lincoln Secco, autor de 'A História do PT'. Se ela sai “cobrindo-se com o manto da indignação ética”, então “a candidatura Haddad representa o quê?”
'A candidatura Haddad representa o quê?' questiona o autor de 'A História do PT'
Mas o historiador alerta que a aliança do PT com o deputado Paulo Maluf (PP) - razão da saída de Erundina - não chega a surpreender. Pois “o PT vem desanimando sua militância desde os anos 1990, quando iniciou sua caminhada para tornar-se um partido da ordem, uma legenda meramente parlamentar”. Essa militância, observa, “tem hoje um espaço muito reduzido dentro do partido”.
Como o sr. avalia a decisão de Luiza Erundina de abandonar a candidatura Fernando Haddad?
É um golpe na imagem da candidatura de Haddad. Depois de aceitar ela decide sair, cobrindo-se com o manto da indignação ética. Ora, se ela encarna essa indignação ética, então a candidatura Haddad é o quê?
Qual o tamanho desse episódio nas mais de três décadas de existência do PT?
Não é novidade que o PT tenha apoio de políticos de direita. O vice na chapa de Lula, em 2002, e depois em 2006, era José Alencar, um empresário tido como direitista. E cabe lembrar que a Erundina apoiou essa chapa nas duas ocasiões. A propósito, ela própria desafiou o PT, ao qual pertencia, quando aceitou ser ministra de Itamar Franco nos anos 1990. Naquele momento, o PT era oposição.
A militância petista não se sente hoje um pouco órfã?
O PT vem desanimando sua militância desde os anos 1990. Aos poucos, ele foi se tornando um partido da ordem, meramente parlamentar. Abandonou suas origens, marcadas pela força dos movimentos sociais. Mas o partido tem um patrimônio que, desde a chegada de Lula ao poder, ele vem gastando. Ainda tem muito a gastar. Esse eleitor não vê alternativas à sua volta.
Ou seja, a militância perdeu seu papel?
Ela tem hoje um espaço muito reduzido no partido. É basicamente formada por funcionários, militantes profissionalizados que são dependentes de deputados e vereadores, uma burocracia partidária.
E o papel de Lula nisso tudo?
Surpreende-me que ele tenha voltado a fazer a “pequena política” dentro do petismo, coisa que tinha abandonado em 1989. Agora, o método que Lula empregou viola os métodos tradicionais da história do partido. Isso pode lhe custar caro.
Acredita que Erundina, aos 77 anos, foi embora porque preferiu cuidar de sua biografia?
É difícil dizer. Os políticos, em geral, vão até o fim da vida pensando no poder. A trajetória dela é a de uma política que passou de uma esquerda radical para posições moderadas.
Mas preservou a imagem de uma resistência a alianças.
Ela foi eleita para a Prefeitura numa época em que as alianças do PT eram muito restritas. Só os partidos comunistas a apoiavam. E o que ela fez, na ocasião, foi empenhar-se em ampliar esse leque de alianças.
Eram alianças com forças ideologicamente mais próximas.
O critério essencial para o PT, nesse tema, sempre foi outro: ele quer é a hegemonia - ou seja, ser o cabeça de chapa. Não importava tanto quem o estava apoiando. No caso inverso, quando ele é que apoiava, sempre houve problemas, mesmo quando a cabeça de chapa era algum socialista ou comunista.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Lula: de Deus a um Cesar
quarta-feira, 28 de março de 2012
A manobras diversionistas do cenário Sírio
Tudo bem, Assad é um ditador. Mas como levantar a voz por uma oposição que não vai conseguir governar se derem a ela de mão beijada, como quer o Ocidente, o poder Sírio.
O melhor exemplo que temos nesses governos não laicos é o Afeganistão.
Lá guerra de baixa intensidade é papo “diversionista”. No Iraque e na Líbia também está sendo.
E o que dizer quando Israel dá um chute no traseiro da Comissão de Direitos Humanos da ONU?
Assad talvez seja o maior discípulo da política “diversionista” israelense. Morde e depois assopra. E nada de paz, nada de estado palestino. Vendo as fotos dos "massacres" e da "terra arrasada" parece que estou vendo Israel na faixa de Gaza.
Não sou obcecado por Israel, mas sim pela paz, pelo direito e pela legalidade.
Sou contra a chamada manipulação democrática que o ocidente vem praticando para impor seus interesses.
A questão Síria tem tudo a ver com o que acontece na palestina. Ou vocês acham que a questão é de apenas mais ou menos democracia?
No entanto, se são “massacres” ou não, não tenho condição de avaliar posto que, devidos aos graves erros de comunicação de Assad (e ai estou com os russos) só se tem o relato de uma oposição dividida.
O ponto é: fosse a guerra com Israel, como foi no Líbano, e na invasão de Gaza haveria mobilidade para o trabalho dos jornalistas? Não haveria censura? E os jornalistas que fossem contra poderiam voltar uma outra vez?
Pergunte ao jornalistas que estiveram lá no sufuco que foram aqueles dias da invasão de Gaza. Israel é um estado democrático mas vive em guerra, e qualquer pais em guerra tem as suas leis.
Os russos criticaram Assad por não ter permitido a imprensa quando eram só umas passeatas de moradores de um bairro de Oms.
Somos esclarecidos demais para saber que democracias se forjam (não estou dizendo ser o caso de Israel), com parlamentos, tribunais e outras coisas, e perpetuam muitas vezes oligarquias (religiosas ou não) que ditam regras que, para alguns soam como anti-democráticas.
Para Assad a Síria é uma democracia, como também é para Fidel e para Chaves.
Em geral os que estão na oposição, ou sofrendo nas mãos desta dizem que não.
O problema da Síria é que tem gente inocente morrendo.
Nos 9.000 mortos (e a imprensa não diz, dando a entender que é tudo vítima de Assad) tem gente de ambos os lados. O melhor caminho para a paz é conversar e ceder, e é isso que os céticos duvidam que ambos os lados na Síria irão fazer. E os americanos irão permitir.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Ou Será o Fim de Assad?
Quando Faisal al-Qudsi, importante empresário sírio deu entrevista a cerca de 1 mês, repercutida pelas quatro cantos do mundo como o início da derrocada do governo Assad ele previu (1) que a ação do exército não duraria mais que um mês, uma previsão de vitória dos rebeldes baseada no cansaço da tropa de Assad, (2) que o aparato do governo estava se desintegrando, e que Homs e Idlib eram cidades sem lei, (3) que as sanções econômicas aplicadas contra a Síria haviam desintegrado a economia, que se encontrava a beira do caos.
De lá pra cá o que se viu. Assad mais forte no poder, Homs e Idlib retomadas, e o exército gastando uma fortuna pra comprar armas russas, inclusive caças.
Neste período também Assad avançou na negociação política.
Realizou um referendo, que mesmo com falhas foi um gesto, recebeu os emissários da ONU, entre eles Kofi Anan, e se prepara para eleições parlamentares.
Por seu lado, a oposição confiou demais que o Ocidente a armaria e só trilhou o caminho da guerra.
Não se viu nenhum gesto político por parte dela, a não ser dar a Assad carta branca para agir da mesma forma que Israel age, e que os EUA agem, acusando a todos de terrorismo e dizimando grande parte da população civil com sua superioridade militar.







