Além da movimentação jurídica, com sua tropa de choque Adams/Cardozo/Janot, que com o apoio da OAB e do Renan Calheiros, tentam um golpe institucional contra o impeachment no STF, tendo a seu favor a consciência comprada dos seus ministros indicados, Dilma Vana, a presidente eleita com manobras fiscais ilegais e irregulares, movimenta também sua tropa de choque parlamentar.
Apesar da promessa de não se meter no PMDB, usa os ministros desse partido para pressionar seus congressistas, agora com a liberação de cargos e verbas públicas.
É a tropa de choque do "toma lá dá cá".
Enquanto o Cunha usa o regimento da Câmara para postergar seu drama, Dilma Vana mete a mão no seu, no meu bolso para se manter no poder e não cair.
Não é a toa que quer superávit fiscal no ano que vem, e liberdade para gastar ainda mais, e novamente, num ano eleitoral.
Com isso deputados que estiverem a seu lado ganharão dinheiro para eleger seus prefeitos e vereadores, ou quem sabe a si próprio, em troca de ir contra a vontade a maioria absoluta do povo brasileiro.
Uma tropa poderosa, que contra os apoiadores do impeachment usa a bomba atômica da caneta federal.
Na internet todo mundo mete o dedo na ferida, ou no nariz do outro. Tanto faz se sobre política, economia ou comportamento. O importante é cutucar, informar, ter opinião sobre tudo, seja fazendo graça ou falando sério. Por isso estamos aqui para pensar, falar das injustiças contra minorias e países, e dar nosso palpite sobre a fábula do enfraquecimento moral desse país, suas mazelas e problemas, pois não queremos carregar a maldita herança que estão querendo nos deixar.
sábado, 12 de dezembro de 2015
A caneta como bomba atômica
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Um golpe em andamento
Vai ficando claro que todo este estardalhaço do governo, para rotular o impeachment contra Dilma Vana de golpe, na verdade esconde um movimento pela venezuelizacão do país.
A liminar do ministro Fachin pelo adiantamento até o dia 16/12 do processo pelo impedimento é, na verdade o início de um processo de intervenção no Congresso.
Estabelecer um rito diferente ao que foi usado durante o impeachment do Collor soa como intervenção, um golpe na independência dos poderes.
E não é de surpreender. A ação do PC do B é de inspiração bolivariana, a mesma do chavismo e de outras republiquetas da América.
Junto virá a destituição do Eduardo Cunha pelo Rodrigo Janot, Cunha que apesar de canalha foi eleito democraticamente.
Golpe não é seguir a Constituição, mas sim rasgá-la, e isso é o que estão tentando fazer o ministro Fachin, o Procurador da República e o Advogado Geral da União, com o beneplácito da OAB e do Renan Calheiros."
Velho sim, morto não!
Talvez tenha sido ao 25 anos quando me chamaram pela primeira vez de senhor.
Ou será que foi aos 40, quando a namorada reparou que eu era mais velho que a sua mãe?
A idade certa não tenho precisão, mas o tempo correu rápido.
Durante um bom tempo da minha vida, vivi tudo que podia celeremente pensando que não passaria dos 50.
E quando vi que tinha passado, me achei jovem podendo deixar de lado todos os fantasmas.
Ĺedo engano, o corpo já não correspondia a determinados estímulos e chegar aos 60 foi ďificil.
Ai então bateu a neura, fiquei velho, vou parar por aqui.
Hoje aos 70, memória fraca, cheio de manias e rabujices, corro atrás de permanecer, e de esquecer da velhice buscando passar o tempo, inventando coisas que posterguem a minha existência, pois se não estou velho, morto também não estou."
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
O termômetro da crise do JN
Enquanto o Jornal da Band, em duas inserções de cerca de três minutos, citou o nome de Cunha 3 vezes para se referir ao bafafá de hoje, e resumir a crise no Conselho de Ética, o JN citou Cunha 25 vezes e gastou cinco minutos para falar apenas do caso do afastamento do presidente da Câmara. Enquanto isso usou a palavra impeachment apenas 3 vezes, para falar de Dilma e do confronto com Temer e o PMDB.
Já deu para ver o lado da Globo na crise, sem nenhuma isenção.
O impeachment não é golpe, assim como não pode ser reduzido a uma vingança, como quer fazer crer o governo e o William Bonner.
Coçando o saco curtindo a natureza
Não foram poucas as decepções dos visitantes. Pensavam que por ser "região dos lagos'' o lugar ficava logo ali das praias, com cavalos para cavalgar, rios, cachoeiras, e tudo aquilo que se sonha quando se fala em mato, zona rural.
Certa vez uma amiga, não esquentou lugar enquanto não fosse a Cabo Frio, Búzios, Arraial, praias e lugares datados pelas agências de viagens. Foram três dias de correria e de extremo cansaço.
Outra vez o amigo de um outro foi embora quando viu que o lugar da pousada era uma casa de caboclo, e que no dia seguinte não haveria praia.
Certo que temos luz, água, internet com sinal de wi-fi, cama, café e comida boa.
Mas agitação, neca de catibiriba!
Aqui não se faz absolutamente nada, a não ser conversar, deitar na rede e ficar desfrutando do raiar e do por do sol, aproveitar as noites de lua cheia, os dias em que a via láctea é vista limpinha nos céus.
Ou seja, coçar o saco e meditar sobre a vida e natureza.
Um mentiroso contumaz e sua trupe
Ao que que me pergunto, "E já não estão comendo?", se é que conseguiram comer carne em todos esses anos com a mixaria das bolsas.
Talvez ele esteja falando daquele classe média de R$ 400,00 que eles inventaram, e não daqueles miseráveis que sobrevivem com cerca de 1 dólar por dia, segundo o critério da ONU, e que recebe (alguns) uma bolsa de R$ 70,00, congelada a quase dois anos, quando o dólar já beira os R$ 4,00 (R$ 120,00 ao mês, para aqueles que tem preguiça de pensar).
É fácil estar a favor desse governo quando se recebe alguma benesse, funcionário de alguma Universidade Federal, de alguma estatal, ou de algum município governado por eles ou seus apoiadores, a nível de DAS ou DAI, ou quiça patrocínio.
Mas quando se dá dura na lida do dia a dia, e confiou que sua vida estava melhorando com as mentiras de gente como Luís Inácio, a decepção é grande.
A gente que vive próximo aqueles que são pobres, vistos assim pelos critérios honestos da razão, e não pelas estatísticas do IPEA, sabe o quanto essa gente está sofrendo, e o quanto são mentirosas as palavras de Luís Inácio.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Como sobreviver a crise?
Para mim não é uma inflação de demanda, mas sim de oferta.
Não sou economista para ver que para fabricantes e prestadores de serviço existe muita oferta, mas do outro lado não existe demanda.
Sendo assim não cabe a quem vende ficar reduzindo preços para conquistar clientes, mas sim procurar alcançar seu preço contando com aqueles poucos que aparecerem para comprar, em geral clientes com poder de compra qualificado, pronto para avaliar a necessidade daquilo que estão pagando de maneira racional, respeitado o seu desejo de consumo.
Veja o exemplo da indústria automobilística. Praticamente parou a oferta dos chamados carros populares, apostando as montadoras nos carros médios e de luxo, com suas propagandas mirando o bolso de quem dinheiro guardado.
Ou seja, quem estava preparado para atravessar a crise, tanto no lado dos vendedores quanto dos consumidores certamente irão aguentar o tranco, e continuar vendendo e consumindo.
No caso dos prestadores de serviço o foco deve se dar em serviços criativos voltados para clientes qualificados, consumidores tradicionais que conseguem enxergar por trás do preço a verdadeira natureza daquilo que irá lhe satisfazer.
Para os despreparados, nos que acreditaram nesse governo, quem sabe conseguirão sobreviver queimando alguma gordura, buscando vender ativos dos quais não necessitam (um bom exemplo é aquela casa de praia que você pouco frequenta). Mas tem que ser por um bom preço, para se capitalizar de imediato.
terça-feira, 31 de março de 2015
A Filha Mal Assombrada
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
"'Destruição' no legado da política externa incomoda Lula"
Citava como exemplo José Sarney, que além de ex-presidente era um aliado político que não abria a boca nem para dizer "ai!".
Em resposta as intervenções de FHC dizia que quando deixasse o poder iria se recolher, se limitando apenas a atuar ao lado dos trabalhadores na porta das fábricas. Séria o "operário", não um "presidente".
Não fez uma coisa nem outra. Montou um Instituto, danou a dar palestras milionárias, e como se não bastasse, voltou a governar em "off".
No primeiro mandato de Dilma Vana estabeleceram um triunvirato, composto dele, do marqueteiro de ambos, João Santana, e da presidenta, pau mandado que se dispunha a seguir as ordens que emassem deste conselho.
Agora Dilma Vana, mesmo que errando, se assanha a dar seus próprios passos.
Imediatamente o que acontece? É chamada na chincha não só pelo partido, como também pelo ex-presidente, que num chororô sem fim deita falação, sempre em "off", como se dissesse "não tenho nada a ver com isso", ou "ela não me ouve"".
Pura combinação, teatro, coisa para dar personalidade a uma presidenta sem nenhuma.
Diferentemente do primeiro mandato de Dilma Vana a coisa agora funciona assim, ela presta contas, se dirige em reverências ao seu mentor, ouvindo às suas ordens, e este sai a público, sempre em "off", declarando ser ela uma filha "rebelde", "ingrata".
Assim como esta notícia sobre a mudança na política externa, uma pauta das oposições, todas as suas outras reclamações tem a ver com a sua pretensão de "volta".
É como se já se estivesse estabelecendo um programa de campanha em cima das idéias de uma presidenta moribunda, ou seja, o governo segue com suas maldades neo-liberais, enquanto Luís Inácio prega o céu socialista para quando voltar.
LEIA A MATÉRIA QUE DEU ORIGEM A ESTE POST EM "ESTADÃO POLÍTICA"
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,destruicao-de-legado-na-politica-externa-incomoda-ex-presidente-imp-,1633778
"Ministro da Justiça defende investigação de denúncias sobre gestão FHC"
Quando do início das denúncias, tomou um documento apócrifo sobre o escândalo dos trens em São Paulo que envolvia políticos, e fez a PF iniciar um procedimento investigatório. Deste nunca mais se ouviu falar, e sobre o envolvimento de políticos das oposição o STJ arquivou o processo aberto pelo MP.
Recentemente se valeu da amizade com o Procurador Geral da República, outro cínico disfarçado de vestal, para buscar envolvimentos de oposicionistas e vazá-los para a imprensa. E não me venham dizer que não foi ele o responsável, é tão ativa sua participação na contra informação do partido, que não é difícil identificar suas digitais em qualquer notícia em que políticos da oposição sejam citados.
Agora essa história do delator Pedro Barusco (?). O que ele disse foi, que a propina que recebida á época do FHC não era institucional, e que agora passou a ser.
Corrupção é propina são assim, se o político descobre que o guardinha de transito está levando algum logo procura organizar, criando regras e procedimentos.
O caso Petrobras não fugiu a essa regra, e não me venham com essa história de funcionário honesto e denodado corrompido por alguém, se o sujeito encontra pela frente uma empresa ou prestador de serviço necessitado de alguma coisa, logo tratará de criar dificuldades para gerar facilidades.
Claro que corrupção e propina não são invenção do partido de Dilma Vana, mas que com eles a roubalheira se profissionalizou, isso foi! Se houve corrupção nos tempos de FHC caberia a eles ter investigado. Tiveram 12 anos para isso, mas no entanto só fizeram aumentar o tamanho do roubo.
Nunca se ouviu falar tanto em "consultorias", nome de fachada que é dado aquele servicinho de trafico de influência feito por gente ligada ao governo.
E não é coisa pequena não, são milhões de dólares por uma informação privilegiada em uma concorrência ou ação num contrato.
José Eduardo Cardoso com essas nefastas posturas ideológicas só faz sujar seu currículo de homem público, afastando-o definitivamente da credibilidade para ocupar outros cargos.
LEIA A MATÉRIA REFERENTE A POSTAGEM NA FOLHA DE SÃO PAULO
http://uol.com/bfd8c9
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Facebook @politicacomovcve
terça-feira, 3 de junho de 2014
Seria a Sra. Hilary Clinton irmã gêmea da nossa presidente?
Como todas as manifestações havidas no Oriente Médio, àquela época eram todas provocadas pela CIA, com a presença de milicianos armados a comando da política da Sra. Hilary Clinton de querer tomar o Irã.
Assad recebeu a todos os negociadores que lhe foram enviados, e a cada um fazia concessões que permitiriam chegar a um consenso no processo de participação nacional, desde que chancelados pela ONU.
A cada negociador que voltava com sua resolução a Sra. Hilary Clinton, e seu lacaio Ban Ki-Moon menosprezavam, dizendo não acreditar em Assad.
Enquanto isso a insurgência crescia com meios fornecidos pelas ditaduras vizinhas, todas dominadas pelo Departamento de Estado Americano.
Aqui um parêntese, a divisão interna causada pela Sra. Hilary Clinton, ao pensar que fortalecendo a CIA traria de volta o multilateralismo de resultados conseguido nos anos 60/70 na AL, fracassou e transformou o governo Barack Obama num dos mais sanguinários da história militar americana, com suas covardes agressões.
A Sra. Hilary Clinton foi um fiasco, desarmou o frágil tabuleiro da região, trazendo a cena a Al-Kaeda que havia sofrido um baque com a morte de Osama Bin-Landen.
Se por um lado os EUA conseguiu terceirizar as ações do seu exército às forças insurgentes locais, por outro trouxe de volta a insegurança civil.
O fracasso da "primavera" no Egito e na Líbia, com o retorno dos militares ao poder, e a entrada da Al Kaeda na guerra civil Síria são os maiores exemplos do resultado da incompetência da Sra. Hilary Clinton.
Não fosse a forte atitude russa na defesa dos seus interesses, teríamos uma guerra com milhões e milhões de mortos, ao invés dos 160.000 de hoje, e que certamente já teria alcançado o Iraque e o Irã.
Graças a ação de Putin, forçando a destruição das armas químicas na Síria, e a volta a mesa de negociação nuclear no Irã, os EUA e seus aliados do eixo do mal ficarão de pés e mãos atados, sem apoio para impor a Síria a mesma e bárbara zona de exclusão que conseguiram com a Líbia e Iraque.
A esperança é que a Sra. Hilary Clinton não volte, nem mesmo eleita a presidência dos EUA, e que a vitória de Assad na eleição (que embora tenha saído fortalecido, com esta eleição terá que fazer concessões), venha trazer os insurgentes para uma negociação que dê fim a essa guerra, que a ninguém interessa, somente ao "eixo do mal", devolvendo ao Síria a capacidade de resolver seus próprios problemas.
domingo, 1 de junho de 2014
Polêmicas a parte, a amizade acima de tudo
No face já estive diante de desentendimentos por algumas opiniões que expressei.
Aos poucos aprendi que não devia entrar em bola dividida, comentários irados que muitas das vezes são a expressão de um sentimento, uma bronca contra algo ou alguém.
Pego leve, mas quando sinto bandeiras tremulando no ar, propagandas descoladas do interesse comum e indo para o terreno da explicação barata não consigo me calar.
E antes que eu perca amizades cultivadas a séculos ou tenha que me valer das cruéis regras do face vale uma esclarecida.
Não tenho nada contra a militância de ninguém.
Só que sou um cidadão comum, de olho nas pessoas que vivem ao meu redor, e no entendimento que tenho dos fatos, a partir daquilo que aprendi, vi e vivi.
Apesar de amar a politica, no sentido filosófico da palavra, odeio a ideologização partidária, do mesmo modo que me nego a participar de seitas e religiões.
Isso não me impede de respeitar as ideologias e a fé de qualquer amigo meu.
Apenas sei que tem um partido tem práticas totalitárias, e que segue uma visão terceiro-mundista controversa, com alianças espúrias e condutas ilegais que não aprecio ou aceito.
Sei que meus amigos que emprestam seus sonhos a esta s são pessoas honestas, de caráter ilibado e com um imenso amor pelo nosso pais.
Mas o mesma opinião não tenho do líder deste partido, do seu governo e de seus companheiros.
As análises que faço são subjetivas, mero exercício da razão, e que nada difere em sua lógica das espúrias propagandas partidárias desta sigla, que não passam depura ilação com a realidade que nos cerca.
Por isso, se eu pudesse lhes dar um conselho seria:
1) Não postem propagandas partidárias. Façam análises próprias, saídas da sua cabeça;
2) Não busquem criar controvérsias. Informem com a razão que a fé da sua ideologia lhes dá
Assim me farei respeitosamente calado, numa deliciosa admiração pelo contrário.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Não levem a rede a sério!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Considerações sobre a tal classe média governamental
Este tipo de medição, tão utilizado pelo atual governo, leva o indivíduo dos extratos mais baixos de renda para a "gangorra da classe média".
Se a economia do país vai bem, seu de extrato social pelo critério da renda sobe. Se a economia vai mal, cai.
E não importa quantos HDs tenha sua teve de plasma, quantos bits tenha aquele seu computador, qual o modelo daquele seu celular, quanto mede a área daquela sua casa de praia, ou o ano e a potência daquele seu belo carrão.
Se a sua renda pessoal ou da sua família caiu, meu caro você pode ter passado a condição de miserável pelo instalar do dedo da economia, ou ter mudado de letra instantaneamente.
Por isso prefiro a classificação que considera os níveis de conhecimento, padrões culturais, gostos e hábitos de vida, planos e objetivos de cada um em relação ao seu futuro para se considerar alguém de classe média, por exemplo.
Portanto, se você adquiriu conhecimento e algum saber; tem hábitos de leitura, frequenta (ou frequentou) teatros, cinemas e museus e assistiu bons filmes, peças e exposições; gosta de ouvir boa música (independente do gênero); aprecia beber socialmente uma boa bebida; refinou seu prazer pela boa mesa e por um bom prato, e carrega dentro de si um estilo de vida que considera o outro, não pelo que ele tem mas pelo que ele é, pode estar seguro, sua classe social será sempre alta, independentemente de quanto carregue no bolso.
sábado, 12 de abril de 2014
Lançando a corrupção da Petrobrás para águas profundas
Na nota da Petrobrás está dito que foram entregues documentos referentes a um só contrato.
Ou seja, uma operação seletiva, diferente das demais em que a PF rapa tudo que encontra pela frente, inclusive computadores e celulares.
No caso da Petrobrás a operação foi risível, não vai levar a nada.
Se eu sou o promotor que solicitou enquadrava todo mundo.
Afinal, trata-se de um precedente perigoso que só irá beneficiar os ladrões e corruptos ligados a corja desse governo.
Luís Inácio saiu em campanha e tenta lançar ao mar a corrupção da Petrobrás.
Agora, ficar por ai se arvorando como um paradigma da honestidade... ah, não! É muita cara de pau do Luís Inácio!
Talvez o fato esteja na qualidade da vassoura.
Se um varre a sujeira pra debaixo do tapete, a turma do Luís Inácio exclama: "Sujeira? Onde, não vi!"
E sabe por que? Eles tem na mão a melhor vassoura do mundo, um congresso corrupto e um Ministro da Justiça leniente.
Vejam a ação de hoje da PF na Petrobrás. Os caras vão lá cumprir uma ordem da Justiça e saem com a xerox dos documentos que deveriam apreender.
Bastou uma ligação e a vassoura entrou em ação. Varreram pra debaixo do tapete as provas da corrupção.
Um pequeno apêndice: juizinho burro esse que expediu o tal mandato, não conhece o mundo que é prédio da Petrobrás. Deve ter pensado que era num sobrado de uma padaria do Centro.
Voltando, ou melhor, "volta Luís Inácio!"
Só assim teremos a certeza que a Venezuela é aqui!
terça-feira, 1 de abril de 2014
De Como o Golpe de 1º de Abril Mexeu com Minha Vida
Do dia do golpe não me lembro. Acho que a repartição não funcionou e eu estava em casa.
Lembro apenas de ter saído com um amigo para ir a Faculdade de Química, na Praia Vermelha, para pegar um material que ele julgava poder incrimina-lo com os militares caso, por algum motivo fosse preso.
Esse era o clima daqueles dias. Os que marcharam por Deus, pela família e pela liberdade caçavam comunistas, sindicalistas e lideres estudantis como se fossem monstros.
Os tanques nas ruas intimidavam pelo seu tamanho, e não vi milicos a pé.
Aos poucos a paranoia também me atingiu. Lembro de ter escondido meus libretos do CPC, minhas revistas da Civilização Brasileira, jornais dos sindicatos, literatura marxista, embora não fosse militante estudantil nem membro de algum partido.
Foi um ano difícil para mim. Minha mãe, uma mal-amada, fã do Carlos Lacerda. Meus tios emprestados, da casa de onde não saiamos, comunistas de carteirinha.
Meu tio Darci um líder sindical atuante, minha tia Isolda sobrinha de um grandalhão do partidão.
Lembro de como ficávamos com medo quando avistámos algum carro da polícia. Em sua casa havia sempre uma valise pronta para o caso de prisão de alguém que lá estivesse abrigado.
Lembro também de ter ido ao enterro de alguém daquela casa, membro do PCB, com todos cantando o hino da internacional socialista.
No ano seguinte voltei a estudar. Entrei para o Liceu Nilo Peçanha e minha consciência política começou a aumentar, me conscientizando da excrecência daquele golpe militar.
Em 1968 com o pau quebrando nas ruas resolvi me casar, como um álibi para fugir da luta armada.

