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domingo, 20 de junho de 2021

A pegação política tá rolando solta

A PEGAÇÃO POLÍTICA TÁ ROLANDO SOLTA
#OEstragaRaça

Sem essa de Tinder, Par Perfeito ou Badoo, a onda agora pra encontrar alguém, e entrar para um grupo político, seja de esquerda ou de direita. E o começo é bem fácil, basta por no avatar do perfil, uma foto de "fora", "impeachment", "SUS", "mito", "arminha", ou outro qualquer que sugira um lado, que é aceito. E não precisa entender de política, ter uma ideologia ou partido, nem saber direito o nome de candidato que votou, no grupo vale a troca, se votou fulano, diz que votou em sicrano, que está tudo bem. O importante é o sentimento, guardar antipatia, fingir acalentar ódio por alguém. Aí é só puxar o saco daquele do grupo mais falante, o tal que milita pra meter o pau em negacionista ou negativistas, minions ou comunistas. Daí em diante é só ficar de olho, prestando atenção na moça ou no rapaz que for mais "Maria ou João" vai com o outro. Num grupo de pegação política o importante não é saber defender uma ideia conforme a praxis partidária, mas sim dar conta de puxar o saco do líder, ou ficar debaixo das axilas da líder, que é pra demonstrar que na próxima aglomeração ou motociata, vai rolar um chopinho, ou, se acaso não puder comparecer, um encontro virtual, cheio de emoção, mas sem ódio.

#OEstragaRaça #politica #impeachment #comunista #negacionista #negativista #ideologia #sus #tinder #badoo #parperfeito

domingo, 17 de abril de 2016

O SISTEMA POLÍTICO NÃO ME REPRESENTA

Aos poucos vou encontrando meu time.
Já disse, sou um conservador liberal egresso dos movimentos de esquerda, não essa esquerda pelega ligada ao lulismo, mas aquela que lutou por um Brasil igual, com um sistema político que andasse com as próprias pernas, sem depender dos favores do capital.
O liberalismo no Brasil é considerado coisa de coxinha, mal carimbado como de direita. Na América ele se faz presente com Bernnie Sanders, um liberal dentro do Partido Democrata, e Ron Paul, um liberal emperdemido dentro do Partido Republicano. E é um pouco com o pensamento deles que me identifico.
Pouco importa, não sou o primeiro a ir na contramão desse tadismo, desse mimimi populista de achar que o estado é o santo protetor da desigualdade. Ser de esquerda dá status, ganha namoradas, faz o sujeito se sentir golias contra o dragão.
Bobagem, a força de alguém está na liberdade de poder pensar com sua própria cabeça, sem seguir a cartilha de um partido, ou o carisma de uma liderança. Aliás, estes deveriam estar sempre atentos as mudanças de paradigmas, dos comportamentos sociais desligados das ideologias.
Da esquerda guardo apenas o meu internacionalismo, pelo direito a auto determinação dos povos, contra as injustiças cometidas pelo imperialismo, contra os senhores da guerra.
Hoje o Brasil viverá uma mudança, o esgotamento de um modelo de poder baseado na propaganda, e na cooptação de consciências, seja pela corrupção, seja pelo derramamento de favores.
E é do lado dessa gente que quer o fim desse governo, e uma nova maneira de se manifestar fora dos partidos que estou.

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