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domingo, 30 de maio de 2021

A serpente populista caminha em zigue zague

A reflexão que nós, os moderados estamos fazendo sobre o papel de Bolsonaro como administrador, tomando como base a crise da saúde, é a mesma que fizemos sobre Lula na educação, e sobre a gestão Dilma no seu segundo mandato em diversas ocasiões, e em muitas áreas. O administrador de direita e esquerda, não tem a suficiente isenção para tomar decisões sensatas sobre as questões urgentes que sirvam a maioria. Estão sempre presos a ideologia do seu grupo, seguindo a cartilha populista de se apegar ao poder, e do viés dessa ambição fazem questão de não fugir. Tivemos o governo Temer, um moderado que dirigiu o Brasil por 28 meses, e entregou um pais arrumado, saído de uma baita recessão, mas ai tivemos a presença de uma outra força, a Imprensa familiar, comprometida apenas com a ideologia dos seus interesses, cujo papel os moderados insistem em respeitar como valor, mas sobre a qual caberia uma reflexão do seu papel como força política.

O povo não é apenas a casca do ovo

Hoje tivemos mais uma manifestação, e como na da semana passada, para mim, faltou povo. No outro fim de semana, a direita se manifestou em apoio ao governo, com motos. E não eram motos como as que vejo por aqui, caindo aos pedaços, impostos e taxas atrasadas, sendo paradas por blitzes corruptas, muito mais por extorsão, que pela segurança da população. No Rio de Janeiro, era uma burguesia, possivelmente da Barra da Tijuca e adjacências, parte da elite governante, montada em cilindradas de alto padrão, vestida de verde e amarelo para se dizerem patriotas. Hoje foi a vez da esquerda, com suao parcela da sociedade burguesa e, na minha percepção, possivelmente vindos da Zona Sul, conduzidos ao local não e quentões superlotados, mas reconfortados em metrôs e buzões refrigerados, carregados do vermelho das palavras de ordem dos partidos que lhes ampararam com bons salários e pensões. Ainda bem que a democracia permite a todos se sentirem parte integrantes desse tão sonhada classe trabalhadora, que a polis denomina "povo", a massa de miseráveis que passa fome, desempregada ou fazendo biscates, recebendo seus miseros auxílios, pra não morrerem na indigência, e depois fazer parte das estatísticas que elegerão os politicos hábeis nas narrativas e manipulações. #OEstragaRaça