sexta-feira, 31 de março de 2017

José Dirceu e a vida numa prisão brasileira

"Espelho é proibido. Vidro também. Então, pegue um prato grande que reflita sua imagem - e mantenha ele limpo sempre. Água mineral? Só com receita médica. A solução é ferver a água ou tomá-la “in natura” da torneira. Eu nunca tive problemas.

Saúde? É fácil cuidar. Bebida, cigarro, gordura, ou é proibido ou não existe simplesmente. Você pode pedir comida hipossódica e evitar excessos na sexta-feira, quando as famílias de todos os presos podem trazer comida. Embora o peso seja controlado. Nada que possa virar cachaça - a revista é rigorosa.

O preso deve fazer exercícios todos os dias. No meu caso, 71 anos, é light. O importante é manter os músculos lombares fortes. E as pernas. Flexão, abdominal, pesos, caminhadas. No meu caso, pelo menos 20 minutos diários. É importante tomar sol ou ingerir vitamina D - para mim, a recomendação é de 20 minutos diários. O banho de sol é de cinco dias por semana, mas na média são três por conta de chuva, normas de segurança, etc.

No mais, é ler, estudar e escrever, um pouco de tudo. Aqui tem biblioteca - e é boa. Em geral, literatura brasileira e mundial, auto-ajuda, espiritismo, cristianismo, catolicismo, correntes evangélicas. Nossos clássicos - e outros atuais - estão à disposição. Há cursos de alfabetização.

Na cadeia, você passa a dar importância às pequenas coisas. À rotina. À limpeza coletiva em sistema de rodízio. E, muito, à disciplina. Preso primeiro chora, depois chama a mãe e seus santos, e faz remissão.

Cada três dias trabalhados valem um dia de pena cumprida; cada livro lido e resenhado vale mais quatro dias; cada 12 de estudo, um dia de remissão. Assim, em 12 meses, o preso pode remir seis meses, cinco em geral. Fora a remissão, o trabalho, a leitura, o estudo e a escrita transformam a prisão em vida produtiva e criativa, além de passar o tempo de maneira útil e agradável.

A luta do preso é para viver na cadeia “uma vida normal”, de rotina, dormir sem indutor do sono, as horas necessárias, trabalhar oito horas - e ter horas de lazer, de convivência comum. Para os jogos - dominó e xadrez -, futebol, exercícios e caminhadas, agregar “conversa fiada”, contar estórias, falar da família, da vida, dos processos, dos amores proibidos, da liberdade … dos filhos e esposas.

Preso tem que manter cela, corredor e banheiros coletivos limpos, duas vezes por semana; tem que lavar as cuecas (a roupa é lavada na lavanderia do presídio). Preso pode receber material de higiene pessoal e de limpeza - um Sedex com o básico de uma cesta familiar, observando as questões de segurança. Tudo de que um preso precisa para sobreviver. Os itens são básicos mesmo, nada de supérfluos.

A comida é simples, mas suficiente. No café da manhã, café com leite, pão e manteiga. No almoço e na janta, feijão (pouco, ou porque azeda ou porque está caro), muito arroz, carne e legumes. De carne, só frango - peito! - ou carne de vaca moída ou em tiras. Ninguém pode dizer que a comida não é honesta. Dá pra sobrevier - e bem. O problema é a mesma comida meses, anos…

Mas a comida que a família traz, às sextas feiras, dia de visita, resolve a monotonia. Todas as sextas feiras, das 13 e 30 às 16 horas, preso recebe visita da família - duas pessoas. Na verdade, é o único momento em que o preso sente a liberdade, o afeto, o amor e a esperança.

Quem manda?

Mandela dizia que a pessoa mais importante na vida do preso é o carcereiro. Ele tinha toda a razão. Manter uma relação respeitosa e civilizada com a direção do presídio e com os agentes é questão básica, direitos e deveres, como tudo na vida. No caso dos presos, direitos e deveres regulados pela Lei de Execuções Penais e pela direção do presídio.

Presídio é, no Brasil, por definição, um lugar de alta periculosidade e insalubridade, onde falta tudo. Na verdade, não há recursos orçamentários para manutenção e reforma, mesmo tendo mão de obra de graça, a dos presos. Os recursos não dão para o custeio. E isso com educação e saúde sendo obrigações do Estado.

A escola e o posto de saúde são ligados à estrutura administrativa do estado na região - no nosso caso, a escola é o “Faraco” e o centro médico, o CMP- Complexo Médico Penal?

O mais grave problema, inclusive aqui, no Paraná, mesmo no CMP - hoje um misto de “cadeião” e hospital - é a falta de trabalho, de colônias agrícolas e industriais, e de escolas. O trabalho e o estudo devem ser obrigatórios para o preso, insumo básico para a ressocialização e a qualificação, além de suas repercussões na remissão da pena.

Sem trabalho, sem estudo, amontoados em celas superlotadas, os 650 mil presos do país são presas fáceis para o crime organizado. Pior, vivem numa situação degradante e violenta que os transformam em cidadãos violentos, quando não em criminosos violentos.

Uma combinação mortal - aumento das penas, crimes hediondos e criminalização do usuário de droga - fez explodir a população carcerária em regime fechado. Com progressão só com 25% da pena cumprida, e sem indulto.

O mais grave é a incapacidade do Judiciário-MPF e dos juízes frente a um quadro de injustiça e ilegalidade único - 40% dos presos são provisórios, não julgados. A tudo isso, soma-se a superlotação e degradação dos presídios. Fora a corrupção ou mesmo o controle dos presídios pelo crime organizado.

Quem são os responsáveis por esse estado de coisas? Os juízes das Varas de Execuções Penal responsáveis pelas penitenciárias e os conselhos e secretários de Segurança e/ou Justiça.

Na realidade, agentes do Estado, omissos e responsáveis pela situação que estamos vivendo.

Situações paliativas, como recorrer aos famosos “mutirões” para tirar da cadeia os presos que ali estão sem condenação em Segunda Instância, não resolvem. Só postergam o problema. Também não é saída o recurso à reclusão de segurança máxima, recomendada em casos determinados.

O que pode abrir a luz no fim do túnel é uma mudança radical da política penal e penitenciária. Trabalho e estudo, qualificação do preso, separá-lo pelo tipo de crime e pena. Mudar radicalmente o sistema pena: progressão da pena, penas menores para crimes não violentos, semi-aberto domiciliar com controle eletrônico, penas de multa e pecuniárias, trabalho comunitário, perda de patrimônio e função pública.

O preso produtivo, além de manutenção e reforma dos presídios, pode produzir móveis, material esportivo, equipamentos em geral, roupas, trabalhar em obras, infraestrutura pública etc. E os contratos, entre o Estado e empresas, quando for o caso, podem ser administrados por entidades sem fins lucrativos.

Decisão política 
Falta vontade política e decisão de mudar radicalmente a política penal e penitenciária.

Quando você convive com a dedicação dos professores, o profissionalismo dos agentes e profissionais de saúde, em condições especiais da profissão (estamos falando de uma cadeia); com presos que trabalham e estudam, no caso do semi-aberto; a conclusão, simples, é que é, sim, possível mudar o sistema. E reintegrar os presos.

O horizonte está no aprisionamento com progressão da pena. Desde que cumpridas as exigências da lei, o tempo de prisão e a remissão por trabalho-estudo."

José Dirceu

Este é o cagaça!
























Quando o blog do 'Billy Birão' diz que Moro é cagão, é por que ele não tem coragem de prender Luis Inácio, ignorando todas as ofensas dele a justiça e ao judiciário.
Quando o blog do 'Billy Birão' diz que Moro é covarde, é por que ele mantem Eduardo Cunha preso, ignorando seus direitos mais elementares, para manter a grife Lava Jato nos trendigs topics da web.
O blog do 'Billy Birão' não gosta de gente sonsa, com cara de bonzinho, bonitinho e cheirozinho, pois estes tem a desfaçatez dos crápulas.

terça-feira, 21 de março de 2017

Basta de Ilegalidades!

É chegada a hora de acabar com as gracinhas do vazamento das delações premiadas, ilegalidade para alimentar a imprensa e o zum zum zum da internet.
Cometem-se ilegalidades a todo momento é ninguém faz nada, do cagão do juiz Sergio Moro, dos moralistas procuradores de Curitiba, do cínico Rodrigo Janot e do esperto Leandro Daielo, diretor-geral da PF, que a essa hora devia estar demitido.
O STF tem sido provocado desde a muito, tanto pelos da direita quanto pelos da esquerda, e se cala, fazendo cara de poste no afã de administrar o país com suas intervenções nos demais poderes da República.
Essa Operação 'Carne Fraca' foi uma vergonha, sujou a imagem do país, joga o PIB no chão, e brinca com milhões de desempregados, quiça aumentando com outros quantos, de maneira irresponsável e sem que ninguém chame na chincha os vestais da Federal.
Na internet todo mundo brinca, todo mundo acha graça, mas quem irá sofrer são os próprios, que terão de pagar com mais imposto e mais arrocho.
Claro que a imprensa, tida como desonesta não apenas pelo Donald Trump, mas por quem consegue ver o jogo de poder por trás das manchetes, certamente irá cair de pau nas declarações do Ministro Gilmar Mendes, posto que não tem interesse com o bem do país, mas com o seu faturamento e prestígio, livrando a cara dos jornalistas irresponsáveis que repercutem sem auto crítica, por puro espírito de porco.
Hoje a Bolsa caiu quase 3%, e quem se importa? Ninguém, pensam que Bolsa de Valores é coisa de milionário, mas ela expressa o quanto quem tem dinheiro e poderia nos salvar, e poderia nos salvar, está preocupado com esse circo chamado Brasil, que de sério só tinha a árvore de mesmo nome, pois o resto foi ao chão.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Michel Temer, o presidente brasileiro!

Esta é a imagem de um homem ousado, que no dia de hoje encontra-se mais feliz que pinto no lixo.
Bombardeado diariamente pela imprensa, com uma pauta moral nascida da grife Lava Jato, comandada por um juiz que morre de medo de prender um meliante que enriqueceu as custas da corrupção, e apoiada na tristeza de uma esquerda festiva por ter visto uma mulher incompetente, que não servia nem para gerente de supermercado, e que afundou o Brasil na sua maior crise, quebrando sua maior empresa, a Petrobrás, e colocando na rua 13 milhões de desempregados, em 3 anos de recessão.
Hoje ele sorri, com a perspectiva da elevação da nota de risco do Brasil pelas agências de rating, com um vitorioso leilão de aeroportos, que vai dar ao passageiro doméstico brasileiro padrões internacionais, e finalmente com o retorno de muita a gente ao mercado de trabalho, como indica o crescimento do emprego, o melhor desde de 2009, o apoio da juventude a sua reforma do ensino, e as obras que estavam paradas a meses sendo inauguradas.
Com calma, paciência e capacidade de negociação vem se entregando a reformar a economia do país, encarando o descrédito e a impopularidade de milhões, que não querem enxergar que seu futuro e dos seus filhos depende de consertar as mazelas de um Brasil onde a farinha é pouca, mas o pirão de cada um vem primeiro, as custas do sacrifício daqueles que pagam impostos, mas não tem internet para se defender com memes indignados e engraçadinhos, nem tampouco tempo para ficar marchando atrás de lideranças oportunistas.
É hora de o Brasil começar a abrir os olhos, e começar a olhar o futuro com esperança, acreditando que tem um presidente que pensa no seu país com a determinação de fazer, e que olha adiante com um olhar na história, sem se preocupar com aqueles apegados as suas boquinhas, privilégios, listas e maracutaias, arquitetadas em parceria com uma imprensa politicamente desonesta, que ao invés de olhar o bem da coletividade e o futuro da nação, ficam montados em picuinhas que trazem apenas audiências e claques para seus projetos de poder.
O 'Blog do Billy Birão', com sua linha de traço de leitores, e tendo o ranço daqueles que se negam a pensar com suas próprias cabeças como incentivo, tem orgulho de escrever este editorial, alinhado com pensamento de quem investe aqui, e que acredita que Michel Temer pode vir a reescrever a nossa história.

domingo, 12 de março de 2017

Ser popular ou ser populista, o drama do político fashion

Quando Brizola lançou os CIEPs, e o Banerj cuidou de difundir a ideia em propagandas por todo o Brasil, todo mundo se encantou com aquela de criança na escola em tempo integral, voltando para casa alimentado e de banho tomado, podendo até desfrutar de piscina para nadar nas aulas de educação física.
Dizem as más línguas que esse foi um dos motivos do inchaço das comunidades do Rio, como Rio das Pedras, por exemplo.
Todo mundo queria desfrutar daquele paraíso, que daria a seus filhos condições dignas de sair da miséria.
Hoje nem é mais preciso mais publicidade, a internet cuida de divulgar tudo, seja para o bem, seja para o mal.
Tirando certas cidades do interior, não lembro de um prefeito com essa pegada mercadológica do João Doria.
Próximo, só São Gonçalo, que teve um prefeito, Sebastião Lavoura capaz de pegar numa enxada para capinar um terreno onde fosse lançar uma obra.
João Figueiredo, o ditador a cavalo, reclamava que a presidência o deixava distante do cheiro do povo.
Recentemente tivemos o Luís Inácio, que parecia que iria se misturar com a galera da geral, mas foi com a turma do caviar e do Ramanèe Conti que acabou se metendo.
Dizem que o poder fascina, e todos que se enredam nele mais dia, menos dia acaba metido a besta.
É esperar para ver se em pouco mais de um mês o João Doria já gastou toda sua adrenalina, ou se tem mais repertório e disposição para continuar metendo a mão na massa.

sexta-feira, 10 de março de 2017

As melancias podres

O Blog do Billy Birão assume a música de Lobão e Roger como seu hino oficial.


Mas veja só esse comportamento
É tão conveniente quanto confortável
Não é preciso muito discernimento
Nem se preocupar em ser razoável
Jura de pé junto que é zé-povinho
Mas só quer andar com o pessoal descolado
É tão rebelde quanto um carneirinho
Que obedece a patrulha pra não ser patrulhado

E alguém tá rindo da tua certeza
Um revoltado bobo é uma beleza de se enganar
Você caiu feito um marreco no esquema pena pena pena
Mas é que o burro não sabe que é burro
Ele só quer é tirar onda no meio da manada
Papai Noel te faz de rena rena rena

Você tinha tanta certeza de tudo
Mas se desesperou
Você engoliu a lorota de um mundo
que te devorou
Pois a certeza de tudo é um sorvete na testa
Que te carimbou

E o conforto do rebanho é uma teta que cega
E que você mamou.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Pelo Dia Internacional da Igualdade entre o Masculino e o Feminino!

Moro na roça, cercado por mulheres humildes, orgulhosas do seu papel de donas de casa. 
Mantém suas casas um brinco, vão ao mercado, cuidam dos filhos, e dos netos. 
Seus maridos, ou são aposentados, ou saem de madrugada para seus duros trabalhos, e trazer o sustento da casa. 
Poucas são as mulheres por aqui que trabalham, e as mais jovens buscam pelos empregos que Dona Janete jogou pelo ralo. 
Quando cheguei por aqui até achei que elas se sentiam exploradas, como minha visão social igualitária, mas aos poucos fui vendo que a realidade daqui era diferente da vida burguesa das cidades, com suas cabeças ainda no século 20, apesar de toda a informação disponibilizada nos últimos anos. 
Como analista do comportamento humano penso que, assim como o machismo, que se põe enrustido em muitos homens, esse tipo de comportamento feminino também não tem cura, fica adormecido em muitas, mas volta a primeira centelha.  
Assim, creio que essas mulheres com as quais convivo, e que são a maioria pelo Brasil, vivendo com uma renda per capita de países africanos, e que necessitam para sobreviver da assistência social do governo, foram as que o presidente quis se referir. 
O dia que as patroas burguesinhas daqui deixarem de explorar o trabalho das do seu mesmo gênero, e resolverem assinar a carteira das suas domésticas, pagando um salário melhor aos seus empregados, talvez esse cenário comece a mudar, e as mulheres pobres das periferias urbanas e rurais comecem a compartilhar da mesma visão que as da classe média mi mi mi digital, e o presidente da vez, pois este já terá virado pó, como eu também, troque o discurso. 
Aliás, acho essa história de "Dia da Mulher" em pleno século 21 uma grande babaquice. Fica mais parecendo luta de classes, disputa de gêneros por dominação e retirada de direitos de outros, em particular os masculinos, do que uma luta pelo empoderamento com vistas a igualdade de gênero. 
Conheço mulheres que vivem em condomínios de luxo, com três empregados e homem "feminino", submetido ao seu poder econômico que estão por ai a meter o pau na fala do Temer, por mero rancor esquerdista e falta de visão da realidade.
Eu como homem também me sinto injustiçado em tantas coisas e não tenho o meu dia.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Moro, o esperto, e os "otários" do mercado de capitais

Finalmente alguém que fala algo de interesse do povo, daqueles que aplicaram seu FGTS em ações da Petrobrás, que acreditaram no papo furado petista, e que hoje estão amargando um enorme prejuízo, enquanto o juiz Sergio Moro busca os holofotes da mídia.
A professora Érica Gorga, da FGV, pôs o dedo na ferida em um seminário recente. Mercado de Capitais não é coisa de aventureiro jogador, representa o patrimônio de inúmeras famílias brasileiras, com seus fundos de aposentadoria privada, fundos DIs e outros.
Quando Eike Batista todo mundo riu dos "otários" que investiram em suas ações, mas esqueceram que esses "ótários" foram induzidos por sólidas análises financeiras sustentadas por um governo corrupto.
Sergio Moro só pensa no chamado "dinheiro público", e deixa ao deus dará o patrimônio privado. E essa crítica deve ser extensiva aos espetaculosos procuradores da Lava Jato e a imprensa brasileira.
Com o Plano Real o Brasil adquiriu credibilidade internacional, gente investiu aqui, logicamente que buscando lucro e segurança, mas a Lava Jato vem levando o crédito ao nosso mercado de capitais a uma "república de bananas".
Enquanto no exterior a Petrobrás fecha acordos milionários com quem investiu nela, aqui ela é a pobre coitada vitima de um sistema corrupto.
Esquecem que ela é uma empresa de capital aberto que deve atenção a quem investiu nela, que não foi só o governo, foram pequenos e grandes acionistas que acreditaram nessa grande empresa, e na solidez do mercado de capitais.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Prefeito não é palhaço!

Acho uma palhaçada essa história de querer ver político ou prefeito em tudo que é lugar, vaquejada, carnaval, campeonato de cuspe a distância, etc e tal. 
O pior é que tem os ignorantes que reverberam as questões postas pela grande imprensa como se fossem uma unanimidade nacional. 
O Brasil passa por um momento de idiotice tão grande que se transforma em um grande problema qualquer bobagem que não seguir o mainstream.
Recentemente teve o caso da porcalhada dos grafites paulistas, tidos como sagrados pela Fátima Bernardes, mas que não passavam de uma oportunidade para ficar bem na fita com traficantes e drogados. 
Agora o caso do Prefeito do Rio, evangélico que, acho queriam que estivesse fantasiado de baiana brincando o carnaval.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Mulheres Não São Tão Perfeitas Assim




















Preparem-se homens, vem ai o "Dia Sem Mulher", um movimento que tenta repetir o "Dia Sem Imigrante", para mostrar seu valor e importância na vida masculina.
Me considero um feminista. Meu disco "Realidade", como Bira De Oliveira, cantei o lado feminino do homem a falar como igual, e a realidade das minhas parceiras, enaltecendo seu poder e criticando suas necessidades de crescimento.
Estive do lado da "Marcha das Vadias" e do "Femen", movimentos vistos como de putas por grande parte das mulheres, mas que muito acrescentaram para o seu empoderamento.
Do mesmo modo não nutro simpatia pela "Marcha das Mulheres", e nem tampouco por esse "Dia Sem Mulher" que está por vir.
Assim como Israel briga pelo reconhecimento do holocausto, mas o pratica contra os palestinos, esses movimentos feministas clamam contra o machismo eivados por um sentimento de sobreposição a ele.
Temos que acabar com esses clichês femininos, de mulheres santas e homens canalhas, não participativos e parceiros. Mulheres tem passado, e deveriam se orgulhar de suas histórias, sem medo da má interpretação por filhos e netos.
Essa história de que o homem se nega a participar é uma cascata que se quer perpetuar, uma mentira que não se sustenta.
Por trás de todo homem machista não está um pai sem sentimentos, mas uma mãe que se arvora em construtora do bem estar da família, e não se importa em distribuir e dividir tarefas.
Como fui criado por tias e mãe sem um pai, posso afirmar que tudo que sei sobre passar, cozinhar, lavar roupa, arrumar a casa, costurar, asseio e etc e tal, aprendi com mulheres, e não sinto nenhuma vergonha em executar.
O problema é que só encontrei pela frente mulheres que tomavam para si a casa e, além de desconsiderar minha execução um pouco mais racional desses tarefas, não as deixavam em aberto para realização por outros.
E nesse tal dia "Dia Sem Mulher" no Brasil ainda querem a perpetuação de um privilegio, a da diferença de idade para aposentadorias, sob o pretexto que as mulheres gastam 5 horas a mais por dia na execução das tarefas de casa.
Como homem que se cuidou de filhos indo e vindo da escola, e cuidou da casa, posso afirmar que quem estiver gastando hoje todo esse tempo, ou é neurótica ou desocupada.
Que as mulheres se empoderem, mas que deixem de lado as falácias da feminilidade. #BillyBirão

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Os cinco poderes da República

Não sou jornalista, articulista, ativista político, de direita ou de esquerda. Não pertenço a partidos e não devo nada a ninguém, e nem tampouco como na mão de grupos sociais, amigos ou patotas. Para tocar a minha vida e continuar vivendo em paz com a minha consciência dependo apenas de mim e do meu trabalho, que exerço com dignidade.
Por isso digo o que penso, sem maldades ou grosserias, tentando manter um certo estilo digno da língua que aprendi na escola, o português, sem ficar em cima do muro ou com receio de escolher um lado devido a consequências.
A #BillyBirão expressa bem minha posição de outsider social e político, um livre atirador a serviço da razão.
Este preâmbulo serve apenas para ilustrar a visão, de como aquilo que a gente pensa com a nossa possa cabeça, pode expressar também o pensamento intelectual de um outro alguém que, com muito mais saber e expressividade se põe a escrever o que pensa.
O artigo do cientista político Murilo Aragão publicado hoje no jornal Estado de São Paulo, e um desses poucos momentos de coerência, nesse ciclo perverso da vida brasileira, que se põe a pensar e a dizer aquilo que ninguém espera ver sobre as verdades da vida política brasileira.
Tudo o que ele diz já foi dito, de uma forma ou de outra, neste e no meu #FaceBlog, não com a mesma repercussão, nem com a mesma veemência editorial, mas com a mesma razão de independência democrática e respeito a Constituição do meu país.
A participação de todos, na construção do futuro da democracia brasileira, não pode se dar rasgando a Constituição.
O povo, que hoje tem na internet seu melhor canal de comunicação, e a imprensa, responsável por catalizar a opinião da maioria e devolver a ela a verdade, não pode querer se transformar, através da grife Lava Jato, em quarto ou quinto poder da República. Para isso temos leis e eleições.
Mas como nesse espaço não me detenho em mostrar figurinhas dos memes, ou fotos da vida cotidiana e intima de cada um, motivo que pelo qual me criticou uma amiga, "ninguém lê" ou curte, creio que o mesmo se dará com o artigo que agora repercuto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A quem interessa essa onda de uma nova política?

As manchetes do noticiário econômico indicam: "Dólar caindo depois da vitória do Temer no STF".
Será que dá para entender, ou será preciso que se desenhe para poder explicar a quem interessa todo esse trololó de "nova política", "pauta moral", e outros mas mas mas.
Que é preciso dar um basta nesse modelo de corrupção que se instalou no pais durante os 14 anos de administração lulopetista, todo já sabe, e Lava Jato está ai para por os larápios na cadeia.
Mas ficar nessa masturbação sem fim de transformar o Brasil num grande lamaçal, só interessa a quem quer uma economia atolada nas suas mazelas políticas.
Breve teremos novos chamamentos para ir as ruas, e os aproveitadores já começam a tocar fogo para poder espalhar as fotos com as plaquinhas de fora alguma coisa, ou a favor da intervenção militar nos jornais e memes.
Podem crer, o Brasil está firme na direção da recuperação de tudo que a incompetência que Dona Janete nos causou. Nada de novo está acontecendo, e o que está sendo dito como de errado não passa de bandeira para inflar as massas a ficar perdida em ilusões.
Vejam o que aconteceu com o Dória em São Paulo, bombardeado durante um mês pelo negativismo de alguns, e que agora saboreia o bom resultado das suas ações.
A corrupção já expôs seus mártires, Dirceu, Vaccari, Cunha, Cabral, MO e Eike, gente que está morrendo nos porões pela causa do roubo e da falcatrua, belos exemplos que já estão fazendo pensar duas vezes aqueles que sonham enveredar pelo mesmo caminho de mamar nas tetas da viúva.
O que precisamos agora e trabalhar, voltar a sorrir, acreditar, como muitos já estão acreditando e ganhando dinheiro com a Bolsa caminhando para os 70000 pontos.
Como já disse, antes de embarcar nessas canoas furadas como massa de manobra faça a pergunta, "a quem interessa?".
Quem sabe não comece a usar suas energias para algo mais útil e mais condizente com os interesses dos 12 milhões de desempregados, e da classe média que caiu e voltou a depender do bolsa família.
O que a gente precisa não é de uma "nova política", mas sim de uma onda de bons e melhores administradores.
   

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Fábula da Roupa Nova do Rei e a Lava Jato

A fábula da roupa nova do rei começa a assombrar a grife "Lava Jato".
Aos poucos vão ficando claras as suas idiossincrasias.
Se antes tínhamos um processo que pretendia investigar a corrupção na Petrobras, praticada por um bando de diretores corruptos em parceria com partidos e políticos, hoje temos um festival de ilegalidades, onde a prova vale pouco diante dos holofotes da popularidade midiática. 
Nunca achei certo a deleção premiada sem o individuo carregar no bolso um documento, uma prova, uma conversa telefônica, um guardanapo com uma anotação.
Apenas a palavra de um corruptor, ou de um corrupto, para mim não tem valor. Pode-se querer criar teses jurídicas diversas, mas para mim não cola.
Na ditadura diante da tortura o sujeito entregava até a mãe, se fosse necessário. Delação sem prova é sinônimo de mentira, de covardia, de vingança pessoal.
Hoje uma citação numa delação premiada vira pauta dos jornais, transformada em manchetes que agitam a vida política e econômica.
O sujeito vai comprar pão, cuidado! Ele foi citado e o dinheiro que paga o padeiro é suspeito, É indicado para um cargo, cuidado! Foi citado e poderá usá-lo em favor de uma súcia qualquer.
Temos que por um paradeiro a esse festival de besteiras que a Lava Jato instalou, incitando as redes a mentira e a depravação moral.
O juiz Moro e os procuradores de Curitiba, ambos com suas vaidades escancaradas pela imprensa mandam e desmandam tomados por uma arrogância absoluta.
Quem assistiu as três horas do depoimento do Eduardo Cunha, e viu o juiz Moro, baqueado diante da inflamada certeza do réu da sua inocência, recorrendo ao noticiário numa tática de pegadinha para colher motivos para sentenciá-lo, se assustou, e viu o quanto o rei está nu, e sua roupa nova só vista por aqueles que querem a volta das turbas ensandecidas a pedir o enforcamento de inocentes.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Moro não é um deus, e a Globo não é a verdade

É preciso tomar cuidado com as aparências, o juiz Sérgio Moro não é um deus, e a Globo nem sempre é a verdade!
No depoimento de ontem do Eduardo Cunha, ficou claro o quanto ele é um juiz midiático, que se apóia no noticiário dos jornais para elaborar suas sentenças, mais que nas investigações e nos autos do processo, para alcançar sucesso em suas decisões de primeira instância.
Alias, esse papel da imprensa como um subproduto do judiciário também deve ser questionado.
A linha de condução de uma entrevista, em que a palavra se sobrepõe ao fato, não pode ser a mesma da argumentação de um juiz, pois muitas das vezes serve mais a vendetas pessoais e econômicas que ao interesse público.
Ao assistir o interrogatório, além do fato de o juiz Moro se prender demais as entrevistas dadas pelo réu aos jornais, uma outra coisa me chamou atenção, o papel da jornalista Cláudia Cruz nesse processo e em relação a Rede Globo.
Pois bem, Cláudia Cruz venceu a Globo em uma disputa trabalhista milionária, em que o elemento de fundo era um desses pilares da imprensa moderna, o trabalho como PJ que exime as empresas de diversas obrigações com os jornalistas que abriga, e leva para os editoriais a responsabilidade pelas opiniões do jornal. Com a figura do jornalista PJ o órgão de imprensa é apenas um organizador de notícias, e não mais o seu criador.  
Sabendo-se da onipotência das Organizações Globo com relação as suas verdades, e da sua vaidade com o que é seu, e que, por conquistas de mercado, já a levou a diversas batalhas "jornalísticas", o elemento da dúvida se faz necessário, cuidado extendido também a tudo aquilo que a imprensa transforma em clamor.
"A quem interessa?" é a pergunta que me faço, sempre que me deparo com uma notícia de jornal, e nesse caso do Eduardo Cunha os interesses não são tão difusos assim para se ter absoluta certeza do que há por trás de tanto clamor.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

LULA CHAMOU DE CANALHA IMBECIL JUIZ MORO E PESSOAL DA LAVA JATO

As manchetes pegam leve sobre o discurso de Luís Inácio no velório de sua mulher.
Leiam o que ele disse além da frase "morreu triste" estampada em todos os jornais:
"Marisa morreu triste, porque a canalhice e a imbecilidade que fizeram com ela... eu vou dedicar... vou me esforçar... para que os facínoras que levantaram suspeitas contra Marisa tenham a humildade de um dia pedir desculpas a ela", disse Luis Inácio em seu discurso.
Fosse outro acusado que disse tal coisa o bicho pegava.
Tal como o juiz Moro a imprensa se borra de medo do Luís Inácio.
Em tempo: A matéria apresentada no JN foi editada, quem editou cortou e entregou para a Globo, que foi expulsa e proibida de entrar no recinto por militantes petistas.

Luis Inácio fala e dá descarga na Lava Jato

Finalmente Luís Inácio falou.
Não aquilo que alguns sites amigos vinham divulgando, mas a sua maneira, através de metáforas durante o velório da sua companheira.
Afinal ele é réu em cinco processos e não citaria diretamente o nome dos juízes que o investigam, como culpados da morte da mulher.
Claro está que em seu discurso se referiu abertamente a turma dá Lava Jato.
Tenho dito que o juiz Moro e os procuradores estão meio que acovardados diante da tática política que ele vem adotando nos últimos tempos #MoroCagao.
O processo do triplex veio pronto de São Paulo para a sua mão, com pedido de prisão preventiva e tudo, e até agora, passado quase um ano nada!
Todo aquele blablablá das passeatas, com bonecos fantasiados de prisioneiro e o escambau, não comoveu o juiz Moro, que só tem peito de prender aqueles que a imprensa indica como bola da vez.
Até o dia da sua morte Getúlio Vargas era tido como o cara mais safado do Brasil. No dia seguinte ao suicídio se tornou o "pai dá pátria".
Luís Inácio não irá se suicidar, e sua saúde vai cada vez melhor.
Mas certamente transformará a morte da sua mulher como se sua fosse, não para se tornar o salvador da pátria, coisa que muitos já consideram que ele foi ou é, mas para fugir da prisão pela porta da frente, enquanto o juiz Moro continua trancado no banheiro.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sorria, o próximo pode ser você!

O Sírio e Libanês demitiu a médica que compartilhou informações dos exames de Dona Marisa, num grupo de amigos do whatsapp, por violação da política de privacidade dos pacientes do hospital.
Pelo visto, o que aconteceu não era ódio, era falta de caráter mesmo.
Já o caráter dos procuradores da PGR, que vazam delações, e dos funcionários dos presídios do Rio, que vazam fotos da intimidade dos apenados, não é atestado por nenhum código.
Nas próximas entrevistas de emprego, seria bom patrões começarem a prestar atenção no caráter dos seus empregados, pois sua privacidade e intimidade pode estar em jogo, exposta na rede social de algum condomínio.

Se não consegue fazer, não atrapalha

A inveja é uma merda!
Bastou o prefeito de São Paulo botar a mão na massa, e sair por aí pedindo doações para colocar a cidade nos eixos, e já estão caindo de pau no homem, querendo enquadrá-lo na droga da burocracia.
Estamos tão acostumados com a poticagem, com a mamação nas tetas da viúva, com aquela mumunha em que todo mundo ganha o seu, do cara da limpeza ao diretor engravatado, que não conseguimos enxergar que existem outros meios de fazer a administração pública andar.
Nos meus tempos de Fiocruz, tendo de correr para inaugurar a primeira fábrica de vacinas contra a meningite do Brasil, passei o maior perrengue com os burocratas encastelados em suas masmorras.
Não tinha carro oficial, vai de táxi. Precisava fazer licitação para comprar material, corre no comércio e compra de um em um o que precisar, enfim, dei meu jeito e consegui cumprir o prazo que me foi dado para a missão.
A burocracia é a cova do interesse da população. Nela o olhar do ilícito permeia a tudo e todos, criando processos kafkianos a se vencer.
E desse infortúnio valem-se auditores, procuradores, jornalistas, e outros mais para dar pitaco, falar contra, fazer política e ver tudo travar e andar para trás.
Tudo que o Dória tem feito é transparente, e esse é o melhor antídoto contra o ilícito numa boa administração, causando a inveja de quem não teve a idéia e perdeu a boquinha para mamar.

A pressa é inimiga da realidade

Numa crise, o bom governante não tem de ser imediatista, tem de pensar no futuro.
Se precipitar, e querer tudo agora, sem pensar nas futuras gerações, é populismo egoísta.
Sabendo se planejar, se estruturar atravessa-se qualquer crise, e buscar o retorno daqueles que a causaram a crise é burrice, ou então gostar de sofrimento.
O estado de penúria pelo qual passam muitas categorias, é fruto do desvario de pelegos sindicalistas, que querem tudo da viúva, sem pensar que quem paga a conta é toda a população. Houvesse responsabilidade na hora de reivindicar, e muita coisa não estaria desse jeito.
No caso do funcionalismo, não é pelo fato de deterem a melhor instrução, as melhores condições de empregabilidade, da qual não desfrutam celetistas, que devem se achar com o direito de ficar com a maior parte do bolo.
Enquanto o salario do funcionalismo público cresceu durante essa crise, os da iniciativa privada baixaram fortemente, pois o "exército de reserva", como diria Marx, aumentou.
Muitos servidores estão aprendendo com essa crise, e sobrevivendo como o resto dos mortais. 
Para tudo existe uma solução, e essa não precisa ser necessariamente a que tomei quando quando embarquei na canoa furada do serviço público, pedir para sair.
Sou por um PDV monstro, que enxugue a máquina pública, por uma mudança nos critérios de admissão de servidores, seja por concurso, seja por indicação temporária, que não apenas selecione aqueles que estão em busca de um bom emprego, mas sim da realização pessoal, e, quem sabe, por uma diminuição da carga horária, para os que lá estão trabalhando sob o peso da frustração burocrática, possam exercitar outras habilidades que seu nível de instrução comporta.

Quando a jararaca abrir a boca, Moro vai correr para o banheiro

Luís Inácio ainda não falou a grande imprensa, mas certamente quando falar insinuará que a culpa da morte de sua mulher é do Juiz Moro e da Lava Jato, como já fez em privado.
Aos poucos ele vai crescendo nas pesquisas e minando a autoridade da Lava Jato sobre ele, graças a covardia do Juiz Moro e ao carnaval dos procuradores, que forçaram a defesa a um novo jogo.
Seu novo advogado é ousado, por que não dizer abusado, sem medo, e traçou uma estratégia de defesa política, de vitimização do sujeito, que até agora vem funcionando, pois a imprensa se concentra em Temer, Maia, Renan, dando a entender que a corrupção é com eles, e que as delações irão pegá-los mais que a Luis Inácio.
Moro é um cagão, e seus procuradores uns covardes que só se apresentam quando tem a grande mídia em cima.
A grife Lava Jato periga se tornar apenas um jargão jornalistico, que aos poucos vai se espalhando para qualquer operação de caça a políticos, já que o povo na pior quer arranjar um culpado para o seu sufoco.
Enquanto isso a crise que tinha tudo para caminhar para um final rápido, vai dando sinal que irá continuar por muito tempo, pois ninguém está pensando nos 12 milhões de desempregados.
Eles que se danem, o importante é vender jornal, e salvar a pele de Luís Inácio!

Ou devolve-se a moralidade, ou instala-se a indecência

Ou eu estou ficando velho, um chato cheio de não me toques, ou  o mundo está virando de cabeça para baixo,.
Vazam-se exames de mulher de ex-presidente, fotos da intimidade das celas de políticos mafiosos, declarações sigilosas prestadas a procuradores "bonzinhos", e ninguém fala nada, ninguém se choca, todo mundo acha correto.
Fico me perguntando se a intimidade, o direito a privacidade de alguém, mesmo que um vagabundo contumaz é babaquice, coisa do passado, ou se o mundo se transformou num grande BBB, diário e em tempo integral.
Se a moda pega breve teremos prestadores de serviço, celular em punho, divulgando o que acontece a quatro paredes dos seus patrões em transmissões, ao vivo, em páginas do Facebook, bem como exames, como os de AIDS, sendo divulgados em grupos do whatsapp como meio de chantagem. 
O Serasa vende números de telefone de devedores aos montes, quando tinha de guardar sigilo, para dar cobertura ao crédito ao crédito positivo.
Antigamente descobrir se alguém era gay dava notícia. Hoje é preciso, além de ser gay, ser negro e pobre, e levar muita porrada de um mauricinho para ganhar a manchete.
Luís Inácio, quando presidente, era cobrado a ter pulso firme com as denúncias de maus feitos dos seus. Deu no que deu, hoje está denunciado como chefe de quadrilha.
Alguns culpam o ódio pela divulgação dos exames de Dona Marisa, esquecendo-se de quem chamou o adversário de traficante e viciado em cocaína.
Outros, como a imprensa, que as praticas invasivas são um direito a informação.
Quando um Global tem uma foto vazada, nú ou cheirando, é o maior bafafá, dá policia e o escambau. 
Recolha-se os trecos, as tralhas de um morador de rua para ver a confusão.
Se até para retirar alguém de um terreno invadido é preciso ordem judicial, porque é permitido um não policial ficar entrando e saindo da casa de um empresário fugitivo, sem ter autorização?
Lembram da Carolina Dieckmann? A turma do Pânico ganhou processo e teve que se manter a distância da sua privacidade para não fazer gracinha.
Fico aqui pensando, tem alguma coisa errada nisso tudo.
Se abuso de autoridade, invasão de privacidade, violação da intimidade de alguém não for crime, o que será?
Será que perdemos a moral e a vergonha na cara, e esses valores só pertencem aqueles que ficam fazendo gracinha com isso tudo pela internet?

domingo, 29 de janeiro de 2017

As falsas verdades contra Trump

Fala-se muito das "notícias falsas". E o que dizer das "falsas verdades"?
Logo após os episódios do 9/11, o governo americano deu início a uma série de procedimentos que resultaram na privação de liberdade, assassinatos persecutorios, e uma guerra atrós que até hoje contabiliza inúmeros refugiados e mortes de milhares de inocentes.
E tudo feito com o apoio da grande imprensa, das lideranças dos governos ocidentais, e dos chamados cidadãos de bem.
Agora o governo Trump, meio que nas coxas, toma medidas ditas de proteção e combate ao terror, que batem de frente com o "mea culpa" dessa turma que constrói verdades ao sabor das emoções, com o mesmo inimigo comum, o Islã.
Os apoiadores de Trump, focados na segurança, e no preconceito embalado pelo desemprego incorrem nós mesmos erros daqueles que se colocaram ao lado de Bush, e que certa forma são os responsáveis por essa paranóia contra o Islã.
E o que temos? Um blablabla sem fim, manifestações, manchetes escandalosas. 
Tudo porque Trump não representa os sentimentos do mainstream, daqueles que formulam as políticas de construção de bandidos e mocinhos, e elegem os governantes do bem e do mal.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A Trump o que for dos americanos, ao mundo a paz!

"Não tenho o menor interesse pelo que acontece dentro dos EUA. O sonho americano nunca me seduziu, e não trocaria meus perrengues aqui por qualquer dificuldade, facilidade ou conforto na América.
Aos que imigraram e vivem lá, parabéns pelo seu país, e por terem alcançado seus sonhos.
Agora, quanto ao papel dos americanos no mundo sempre fui preocupado, e nunca estive ao lado do imperialismo americano.
Suas intervenções na América Latina, Oriente Médio e Africa nada de bom fizeram, e seu modelo de democracia baseado na prosperidade enquanto benção dos céus, onde foi adotado só fez prosperar a cobiça, a corrupção e o autoritarismo.
Barack Obama foi eleito com uma conversa mole de poder sem intervenção, de retirada da bota de cima das nações, e do fim das guerras.
No entanto, como um verme inútil entregou a política externa americana a Sra. Hillary Clinton que, por incompetência ou arrogância só fez aumentar o medo e o terror, bombardeando inocentes com seus drives, e promovendo a aliados, bárbaros inconsequentes.
Donald Trump em seu discurso de posse ontem traçou as regras de uma nova era, baseada nos princípios da não intervenção e respeito a auto determinação dos povos.
E o que se vê hoje pelos jornais? Uma leitura equivocada, dando um tom autoritário a alguém, que só quer saber da sua autoridade para com seu povo, e que foi deixado de lado por políticas internacionalistas com um viés a esquerda, que abandonaram o interesse coletivo para se preocupar apenas com o interesse particular de grupos de pessoas.
Torço para que seu discurso tenha continuidade. Se for implementado poremos finalmente um fim a segunda guerra mundial, e a divisão do mundo entre mocinhos e bandidos."
Billy Birão

Simplicidade não rima com ser burguês

Tenho que concordar com a opinião da queridinha das redes, Ruth Manus, simplicidade não rima com ser burguês.
Garoto de bairro, passei minha vida inteira tentando me transformar num bom burguês.
De repente veio a idade, e junto a roça, para me mostrar que a vida burguesa é a coisa mais chata do mundo.
Viajar por que todo mundo viaja, ter carro do ano por que todo mundo tem, aceitar o pensamento do mainstream sem contestação, ser politicamente correto mesmo que isso fira nossos princípios mais elementares, e por ai vai.
A vida burguesa não é nossa, é a vida dos outros, a moda, os costumes, os padrões impostos pelos formadores de opinião.
Quantas vezes a gente não sai de um casamento com aquele sapato apertado, e por vergonha não caminha descalço?
O palavrão contido, o banho de chuva, o nu na varanda, tanto que a gente perde de pequenos prazeres com medo do que o outro irá pensar.
Outro dia sentei numa galeteria no centro do Rio, e no meio daquele bando de candidatos a executivos comendo de garfo e faca, comi a tenra ave com a mão. Que delícia!
Hoje, setentão meus prazeres são aqueles que deixei para trás no bairro da periferia em que morava.
Não são poucos os que vem a minha casa pensando em comer a comida de Chef que faço para sobreviver, e tem de encarar a comidinha simples da roça feita com a mesma qualidade.
Finalmente chutei o pau da barraca, larguei a fubica na garagem, e saio por ai no buzão puxando papo com todo mundo que encontro pela frente. E são justamente os da burguesia os mais travados para uma conversa com um desconhecido, uns chatos!
Talvez o segredo deste desfrute, sem querer ser arrogante e vulgar, tenha sido a preservação da minha criança natural, alma de moleque carioca, galinha, suburbano, de espírito medíocre naquilo que diz respeito a simplicidade, mas que não perdeu a cordialidade e a educação, pois a sedução do sorriso daqueles que tem alma de criança, merece.

A farsa da imprensa enquanto opinião pública

"A imprensa em geral é desonesta, arrogante, ignorante e onipotente. Jornalistas, assim como economistas e médicos, erram mais do que acertam, em suas manifestações a favor daquilo que consideram ser a "opinião pública", e que para mim não passa da opinião de grupelhos sem nenhuma consideração com a verdade. Lembro do início da guerra da Síria, ainda sob a euforia daquilo que se denominou de primavera, que tinha tudo de ocidental e nada de árabe, e das previsões que se faziam com as primeiras vitórias dos insurgentes, de que o ditador Assad não levaria 6 meses para cair. Pois bem, a guerra já dura 6 anos, e graças ao envolvimento pouco verdadeiro da imprensa milhares de pessoas morreram, cidades devastadas as dezenas, e Assad está mais firme do que nunca no poder. A imprevisibilidade dos fatos é tanta que até já existe gente ganhando dinheiro para analisar em que sentido as manchetes irão errar ou acertar, como os da agência Eurasia, que mede os riscos para quem quer investir. Aqui no Brasil tivemos o fenômeno Luís Inácio, inflado pelo lado do mal pelo noticiário durante seus 8 anos de governo, assim como tivemos a cegueira total com a incompetência de Dona Janete. Isso no sentido macro do noticiário, uma vez que nos pequenos fatos não existe nenhuma brecha para o perdão, e nem pedido de desculpas. Para a imprensa o erro é falha, não de caráter, mas de ter acreditado em alguma fonte ou informação a serviço da venda de jornal. Na leitura do noticiário de hoje da FSP, duas sórdidas notícias. A primeira contra o presidente do TST, a segunda contra o prefeito de São Paulo. E em nenhuma das duas a hipotética retratação ganhou a mesma dimensão da mentira difundida. O que a imprensa está fazendo com o Trump, por exemplo, é tão estupido que chego a pensar que vivo em outro planeta. Fossem os jornais verdadeiros se venderiam a partidos, instituições e grupos, pois não passam de simples repetidores dos anseios de lobbys e grupos de pressão. Ainda bem que temos o tempo, o maior inimigo desses vendilhões, pois se encarrega de botar os pingos nos iis, e mostrar a verdadeira face da verdade." Billy Birao

O crédito rotativo vai acabar, seu Edgar!

O fim do crédito rotativo infinito vai acabar com a boa vida de muita gente.
O rotativo do cartão de crédito poderia ser chamado de "me engana que eu gosto."
Os bancos amam, e os correntistas também!
Os bancos por que o rotativo é uma bola de neve cara, que mesmo com inadimplência alta dá lucro.
A dívida cresce tanto, que gera um círculo vicioso de endividamento sem fim.
As custas dele foram criadas financeiras especializadas em endividados, firmas de cobrança que compram os débitos na bacia das almas, e advogados e associações que ludiabriam os incautos com ações contra os bancos.
Na outra ponta o cliente, que mesmo sabendo da arapuca em que está metido, se enche da esperança que um dia conseguirá sair da pendura, e continua a enfiar o pé na jaca do consumo.
Agora, com o fim da indústria da rotatividade do crédito, como irão se virar os devedores, se os empréstimos a esta altura da crise já foi vencida como alternativa de botar algum no bolso?
Daqui para frente quero ver quem vai reclamar mais, os bancos ou os endividados?
Amanhã a Bolsa responde se foi bom ou ruim para os bancos. Já para os endividados vamos ter que aguardar até abril, para ver se tudo não se transformou num grande problema.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Os reis e rainhas da Suprema Corte

Só entende de democracia quem um dia perdeu!
Os mais jovens, os que vivem a liberdade da internet não sabem viver sob um regime autoritário, com seu pensamento e criação sob censura, num estado autocrático em que os direitos individuais não são respeitados, e em que os poderes não tem autonomia necessária para exercer suas funções.
Os tribunais da rua só existem nas revoluções, e a barbárie é coisa do ódio e rancor.
Recentemente tivemos a morte de Fidel Castro, e muitos lembraram dos assassinatos praticados pelos tribunais revolucionários, sob o aplauso do povo, ensandecido contra o ditador Fulgêncio Batista.
A voz das ruas deve ser ouvida como elemento de pressão, ajuste das decisões dos governantes, daqueles que legislam e que regem as leis.
Não podemos cair nessa armadilha de que o STF é a nossa única voz.
Quer queiram ou não esse congresso que está ai foi eleito com nosso voto, e expressam o pensamento de diversas parcelas da população.
Quando aquele político que nos representa sai do rumo, a gente faz pressão, usa a rede, marcha, se manifesta, mas não co a intervenção do judiciário sobre suas cabeças.
É preciso manter a calma e reconhecer que estamos vivendo uma crise institucional. 
Não podemos misturar a nossa torcida por este ou aquele grupo com o fim da democracia, e esta está ai para que nos sintamos livres, sem opressão, com nossos direitos constitucionais respeitados.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O que está faltando?!


Os interesses das autoridades que promovem o abuso

Por que a imprensa é contra a chamada 'lei de abuso de autoridade"?
Por que ela prevê cadeia para magistrado ou membro do MPF que emitir opinião sobre inquérito ou permitir que cheguem ao conhecimento de terceiros fatos que violem sigilo legal.
O problema não é tanto emitir opinião, mas vazar para a imprensa como vem fazendo costumeiramente o MPF documentos que, a princípio, estão sob sigilo. Opinião tinha o procurador Joaquim Francisco dos tempos do FHC. Os de agora tem interesses.
Não sou contra se investigar ou delatar alguém, mas quando o documento vazado chega as mãos da imprensa, quase sempre cessa o interesse público e começa a haver o interesse político.
Procuradores não estão isentos de cor partidária, assim como jornalistas também não. Há procuradores do PSDB, PMDB como existem outros do PT. Há jornais que tendem para a direita, assim como jornais que tendem para esquerda.
Essa guerra vem atingindo o mundo político sem exceção, mas os maiores favorecidos são os rentistas, aquele que vivem de vender o seus dinheiro, bancos e corretoras.
No caso brasileiro a Bolsa de Valores vinha num crescimento exuberante por conta daqueles que apostaram na saída da Dona Janete.
Com todo esse blablablá contra a PEC do Teto, a Reforma do Ensino e da Previdência, com quebra quebra nas ruas e tudo mais, muita gente começou a montar posição no sentido contrário do otimismo, apostando que a Bolsa retornaria aos 58000 pontos.
Assim como o Eduardo Cunha era um excelente player do mercado de capitais, não duvido que já tenha gente entre procuradores e jornalistas se acostumando com a ideia de ganhar dinheiro com informação, e apostando suas fichas no mercado de capitais.
Não creio em coincidências entre fatos políticos e econômicos, alguma coisa há por trás disso, de toda essa pressão num momento que caminhávamos para um 'gran finale' no mercado financeiro.
Se a coisa era só política, por que não se vazou quando as plaquinhas do "fora temer" agitavam os festivais de cinema?
Nessa história não tem santo, e o pacto com os diabinhos da Odebrecht foi a saída mais lucrativa para todos, jornalistas e procuradores.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

domingo, 11 de dezembro de 2016

Quando o capeta se entranha na justiça

No processo político atual existem duas grifes de bastante sucesso, a grife "Lava Jato" e a grife "Odebrecht".
A primeira, super do bem, engrandece seus autores, tidos como uma varinha mágica que toca fundo no bolso dos corruptos e frequentadores.
A outra é tida pela imprensa como um demônio, que atemoriza qualquer um que tenha seu nome pronunciado pelos seus capetas.
No início, os capetas da Odebrecht bem que tentaram satanizar a Lava Jato mas depois de alguns documentos banhados a enxofre e água benta, recuaram.
O alvo principal da Lava Jato são os demônios que se apossaram do corpo da Petrobrás, roubando sua alma e distribuindo propinas entre seus zumbis lulopetistas.
Seu principal ritual de exorcismo é a chamada 'delação premiada', ritual que levou as investigações direto as entranhas do tinhoso, ao poderoso deus das trevas Luis Inácio, o diabo em forma de gente.
Esse poderoso ritual, de tão famoso ganhou vertentes, e hoje delações premiadas, tão temidas no passado por serem seus participantes chamados de dedo-duros, funcionam como antídoto contra partidos e políticos, sempre preparados por experientes zumbis a serviço do petismo, contra seus inimigos. os quais destituíram sua rainha do mal.
E é desse ritual que se serve um certos procuradores, incrustados como ETs na PGR.
Mas seus rituais de delação de nada valeriam se não houvesse um "vade retrum", uma palavra que quando pronunciada causasse medo e pavor. E essa palavra é "Odebrecht"! 
Qualquer coisa, qualquer dito, qualquer situação que não esteja ligada diretamente a Petrobrás, loteamento de cargos, familiares sem talento em ritmo de ascensão, quando associados a essa demoníaca grife causam pavor, excitando os exorcistas de plantão, discípulos do capeta, ora na imprensa, ora nas mídias digitais.
E para que permaneçamos para sempre no inferno, Satanás, o rei da mentira, criou um time de capetas exemplar, delatores de respeito, que a cada vazamento conseguem abalar os pilares da república com suas declarações.

Fora Temer! Que venha um pior

Quando se pensa que tudo vai bem, com a inflação recuando, a Petrobrás sendo recuperada, os graves problemas do ensino sendo ajeitados, Bolsa de Valores em plena exuberância financeira, dólar mantido nos eixos, e desemprego quase que estabilizado, vem a realidade a nos mostrar que nosso otimismo pessoal é coisa de doido, de quem vive a pensar que a maioria vê a realidade da mesma maneira que a gente.
A pesquisa de hoje do Datafolha mais do que um retrato é a antecipação de que a realidade pode se tornar pior, mesmo que tudo demonstre que o melhor está acontecendo.
Aos poucos vai se cristalizando entre os brasileiros um sentimento de que o impedimento de Dona Janete e sua trupe, não é fruto da sua incompetência administrativa, nem dos desmandos e da roubalheira nos cofres da Petrobrás, mas sim do açodamento e ambição de um determinado grupo de políticos.
Não posso acreditar que se queira a todo custo, que sejamos dirigidos por um salvador da pátria, alguém que aceite o que está errado, e que venha a nós trazer a felicidade errando mais e de novo.
O Brasil vive uma séria crise fiscal, mas ao invés de um ajuste clamam por mais impostos, que venham cobrir os rombos que o desajuste causou.
Essa é a leitura que faço do pessimismo da pesquisa de hoje, ninguém aceita repartir o sacrifício, que deve ser pago por alguém, que teve a ilusão que o impeachment resolveria tudo sozinho.
Se é assim, vamos engrossar o coro a favor do pior, "Fora Temer!"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Acordo não se discute, cumpre-se!

A decisão do Supremo de ontem mostrou que, quando as instituições tem como foco o bem do país, os problemas não são insolúveis.
Muitos continuam irados, soltando fumaça pelo nariz, mas numa democracia os acordos são e devem ser necessários.
Um exemplo, o que seria da grife "Lava Jato" se não fossem as delações premiadas, onde os criminosos deduram seus parceiros e saem por ai com penas risíveis, soltinhos da silva, vivendo o bem bom que a corrupção lhes deu?
A solução para o caso Renan tem seus aspectos nebulosos, pouco ortodoxos, mas foi uma solução que não fez o Brasil parar. Se querem a revolução, na próxima manifestação peçam o apoio dos militares, e derrubem o governo!
Muitos queriam que o STF fizesse esse papel, como na ditadura, fechando o Senado da República como na decisão monocrática da liminar do Ministro Marco Aurélio.
Estamos vivendo tempos de internet, em que todos participam, opinam, sem nenhuma censura ou mordaça, mas essa mesma internet não pode ser a caneta que nos trará de volta a intolerância, o autoritarismo e a falta de liberdade de pensamento e opinião.
No fundo, muitos dos que se manifestam e opinam, por estarem vivendo em tempos de liberdade democrática, apelam para os mesmos argumentos que outros, marchando em nome de Deus, da família e da liberdade, conseguiram trazer para o Brasil, com o pior da tortura e o espectro da morte.
A democracia é um ser frágil, embora tudo que está escrito na Constituição lhe dê a aparência de algo muito forte.
Mas não se esqueçam do que podem fazer os arautos do infortúnio, os incendiários de plantão e os apologistas do caos, que vivem a espreita de qualquer situação para rasgá-la, e por terra toda uma conquista, conseguida com muita luta, exílio e a vida de muitos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Briga de rua não é política de coxinha

Das três expectativas que o mercado tinha para esse domingo, duas já passaram, as manifestações e o plebiscito na Itália.
Como as manifestações não tiveram a participação das melancias petistas com suas plaquinhas de "fora Temer", tão aguardadas por uma certa imprensa, creio que não causarão agitação nos mercados.
O plebiscito da Itália tem um quê do efeito Trump, um tanto pior, pois sim ou não tem suas bombas relógio.
Quanto a terceira expectativa, a reforma da previdência, creio que diante da pressão que estão sofrendo Renan e Maia pela aprovação das "10 Medidas", será mais uma vez adiada pelo Temer, e não será conhecida na terça.
E por que estou escrevendo isso em pleno fim de semana? Só para mostrar que política e economia caminham juntas, e em tempos de crise aguda, a classe média esclarecida deve pensar duas vezes antes de sair na mão por chamar alguém de ladrão.
Qualquer porradaria entre gente bonita e perfumada, pode ter efeito sobre o futuro do intercâmbio do filho, o casamento da moda da filha, o supermercado gourmet, e aquele Réveillon na Times Square.
Vamos deixar essa história de briga de rua para os "black blocks" petistas.
Lembre-se que, se a economia piorar só quem ganhará serão os milionários e os oportunistas da esquerda, com suas apostas no pior.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Turquia não é aqui

Ontem passei o dia me insurgindo contra o autoritarismo e imaturidade dos promotores da Lava Jato.
Inflada por sites em busca de cliques a internet se posicionava como uma turba irada, repercutindo a votação da Câmara.
Esquecidos que o Brasil é um país democrático queriam legislar através do grito, como se um abaixo assinado de 2 milhões em meio a uma população de 220 milhões representasse a maioria do povo.
Representantes do povo são os senhores e senhoras deputados e senadores eleitos pelo voto, e quer queiram ou não são estes que tem a responsabilidade de fazer as leis, boas ou más.
Para que eles hajam conforme o nosso desejo existe o lobby, a pressão popular, e nem sempre esta expressa pela chamada opinião pública através da imprensa é a mais correta.
Quisessem ver as "10 Medidas" aprovadas pela Câmara fossem para os gabinetes, acessassem as galerias, fizessem fila nas caixas de email.
Ao que me consta a internet ainda não virou urna, e reclamar do resultado de uma votação democrática apenas para acompanhar um meme, para mim é uma irresponsabilidade.
Hoje o trending da rede é considerado na tomada de decisão da maior parte dos governantes, que suspendem decisões ou adiam medidas.
Mas tudo isso se dá dentro de um processo democrático, com muita opinião e participação.
A reação dos procuradores fazendo beicinho, querendo levar para a casa a bola do jogo só porque não foram escalados foi errada, antidemocrática.
Quiserem emparedar, como disse o ex ministro maluquinho, Congresso e Presidência da República e isso é inconsequente.
Como Israel, que sofreu com o holocausto e hoje pratica genocídio contra os palestinos, os procuradores, cristãos de carteirinha, quiseram repetir o julgamento de Cristo transferindo para si e para o povo a sentença do seu pleito, e isso não faz sentindo numa democracia, onde os poderes funcionam e existe a lei.
Aqui não existe um Erdogan, e a Turquia não é aqui.

O Antagonista pulando fora

Vejam como é a imprensa brasileira.
Diogo Mainard e outros dois jornalistas desempregados resolveram montar, quase de brincadeira, um site político.
Como bandeira para fazer o site bombar pegaram carona no impeachment e no sentimento nacional contra a roubalheira do lulopetismo.
Impeachment dando certo, o site bombou. Só que clique em anúncio do Google não dá grana, tem que ter patrocínio.
Foi quando resolveram colocar o site a serviço de um grupo financeiro, as custas de um bom dinheiro.
Mas sabe como é sucesso e dinheiro sobem a cabeça, e patrocínador cobra trending topic para continuar na jogada.
Foi aí que se deram conta que o lulopetismo já não vendia jornal, e que os grandes arautos do anti lulopetismo já tinham mudado de lado, e embarcado meio que sorrateiramente no "fora Temer".
Um deles, o mais ferrenho e destemido, o jornalista Reinaldo Azevedo, praticamente um concorrente.
E assim, meio que sem querer querendo o site Oantagonista foi abandonando o combate ao lulopetismo pelo moralismo da luta anti corrupção, tendo como pano de fundo o "fora Temer".
Aos poucos vão colocando o Michel Temer como a bola vez, e aquecendo essa crise política que promete fazer aumentar a recessão, afugentar os investimentos e aumentar a miséria e o desemprego.
Mas que importa, se a classe média na sua sofrência politica garante os cliques que aumentam a audiência que o patrocínador precisa e lhes garante o salário?

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Calero, o juruna maluquinho

A ousadia do ex ministro da Cultura em gravar conversa com o presidente da república, é algo extremamente preocupante para políticos ou alguém que detenha um cargo público.
Se antes tivemos o Cerverozinho pressionando para passar o Natal com o pai, e o Sérgio Machado buscando companhias para seus malfeitos, a ousadia desse episódio do ex ministro maluquinho está no fato de que ele era detentor de um cargo de confiança do presidente, e ainda não demissionário.
Ou seja, ouve uma clara demonstração de querer tirar proveito político do fato.
É não me venham com a conversa de que o rapaz era honesto, detentor do Nobel da moralidade.
Aqui no Rio tivemos um vestal da moralidade, Sérgio Cortês que ascendeu rapidamente as custas da corrupção transversal, aquele em que a digital não aparece.
A partir de agora, qualquer Juruna mal intencionado poderá colocar qualquer 'otoridade' em maus lençóis.
Quem, como eu, que já exerceu função pública de confiança sabe das cascas de banana e abacaxi que se engole, muitos deles de sabor moral desagradável.
Mas gravar conversas, montar dossiês com papéis surrupiados na função, para mim é coisa de canalha.
Marcelo Calero ao invés de cumprir suas funções ministeriais buscou apenas construir elementos para catapultar suas ambições políticas, e seu modus operandi foi uma grande canalhice, que espero se volte contra ele.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Uma Onça Chamada Sergio Moro

O juiz Sérgio Moro se caga de medo de prender Luís Inácio.
De tanto encher a bola do patife vai acabar sendo preso por ele.
Hoje Luís Inácio e família entrou com um pedido de prisão contra ele.
Se ganhar, Sérgio Moro vai passar seis meses no xilindró relendo o Código Penal.
Luis Inácio, que no exterior usa do juridiquez para difamar a justiça brasileira, e no particular não difere do palavreado do Ciro Gomes para atacar Sérgio Moro, ao poucos vai vencendo a batalha, restando ao juiz ficar segurando as calças para não se borrar.
Quantos Cunha, Cabral, Garotinho serão necessários para aplacar a ira do lulopetismo?
Na internet já nem lembram mais quem era o chefe que organizou toda a quadrilha, só se fala naqueles que a Globo elege como o ladrão da vez, enquanto Luís Inácio posa de santo, com direito a uma banca internacional que defende reputações.
Esse medo me faz lembrar de um versinho que ouvi no nordeste:
"Era uma vez uma onça pintada/pedi pra ela parar ela ficou parada/torcia os bigodes assim/a onça tremia de medo de mim."
Sergio Moro, a onça pintada que Luis Inácio conseguiu paralisar.

O Padrão 'Barata Voa' da Prisão do Garotinho

Quem viu as diversas operações de condução de presos da PF dentro da Lava Jato deve ter notado o padrão 'barata voa' dessa transferência para o presídio de Bangu do ex governador Garotinho. 
É quem não souber conter sua indignação, e vier a aceitar este padrão estará a favor da barbárie, do linchamento. Se aqueles que reclamavam da força ostensiva com que agiu a PF com relação a condução coercitiva de Luís Inacio, não se indignarem com o modo da transferência de Garotinho teremos a instalação da barbárie.
A cena talvez seja o fato que precisavam os inimigos da Lava Jato, para acolher a extensão do abuso de poder a juízes e promotores no Congresso.
A grife Lava Jato não pode ser sinônimo de vendetas políticas.
Não podemos ver instalado aqui, a espúria aliança entre mídia e poder que levou a trágica situação que vive hoje o Oriente Médio.
Senão em breve teremos a repetição daquilo que vimos no episódio do sequestro do ônibus 174 no Jardim Botânico, quando o preso, em nome da "contenção" foi morto dentro do camburão. 
Desafetos, ex comandados, principalmente aqueles que se viram prejudicados por alguma medida do ex mandatário, não podiam estar no comando da condução dele.
A dissimulação, o teatro, como alguns acusam o ex governador de ter feito, qualquer trombadinha de quinta faz, mas nem isso não justificaria amarrá-lo a um poste com corrente de bicicleta, como um bando de playboys fez no Rio. 
Sou civilizado e me indigno até com binga de cigarro no chão, o que dirá com qualquer tipo de arbítrio policial. 
O "teatro" do Garotinho era previsível, por isso me chocou o modo como se realizou sua condução ao presídio. 
A autoridade deveria ter sido mais prudente na preparação nessa transferência, e não ter deixado a realização desse show, em que desafetos despreparados põe para fora todo seu ódio e rancor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O limão Luis Inácio e a laranjada Cabral

O modus operandi de Sergio Cabral é idêntico ao de Luís Inácio.
Nele o uso de laranjas é uma constante, nada está em seu nome, mas tudo é para ele.
Cercado por um seleto grupo de amigos, tal qual Luís Inácio, Sergio Cabral usufrui do bom e do melhor, mas nada é dele, tudo está em nome de terceiros.
Não basta os delatores dizerem "é dele", ou "foi para ele", tudo não lhe pertence, embora o poder de subornar e roubar seja dele.
A diferença é que de Luis Inácio a Lava Jato se caga de medo, foge de uma decisão como o diabo foge da cruz.
Luis Inácio além dos seus laranjas, está cercado por um séquito de cupinchas para quem ele é um deus.
Tem a seu serviço os melhores advogados, as melhores agências internacionais de construção de imagens, e com isso ousa ameaçar, xingar, colocar a democracia brasileira de joelhos, protegendo-se por trás de uma hipotética "crise institucional", do qual até o presidente da República procura fugir.
Não fosse o exibicionismo dos jovens procuradores, que no afã de incriminar acabam fazendo merda, e a cumplicidade de uma Suprema Corte que corta a onda da sua prisão toda a vez que ela está perto, e ele já estaria amargando o xilindró de Curitiba.
Nesse ponto Sergio Moro peca, ou está montado em uma estratégia digna de um campeão de xadrez, ou está com as calças borradas, buscando dar trabalho a corte de ladrões do dinheiro público, que no Brasil não faltam.
Prenda-se Eduardo Cunha, prenda-se Garotinho, prensa-se Sergio Cabral, mas não se tempo para que o "gran cappo" forje suas teses, que ao final podem acabar pondo na cadeia o próprio juiz Sergio Moro,
Bira de Oliveira

O limão Luis Inácio e a laranjada Cabral

O modus operandi de Sergio Cabral é idêntico ao de Luís Inácio.
Nele o uso de laranjas é uma constante, nada está em seu nome, mas tudo é para ele.
Cercado por um seleto grupo de amigos, tal qual Luís Inácio, Sergio Cabral usufrui do bom e do melhor, mas nada é dele, tudo está em nome de terceiros.
Não basta os delatores dizerem "é dele", ou "foi para ele", tudo não lhe pertence, embora o poder de subornar e roubar seja dele.
A diferença é que de Luis Inácio a Lava Jato se caga de medo, foge de uma decisão como o diabo foge da cruz.
Luis Inácio além dos seus laranjas, está cercado por um séquito de cupinchas para quem ele é um deus.
Tem a seu serviço os melhores advogados, as melhores agências internacionais de construção de imagens, e com isso ousa ameaçar, xingar, colocar a democracia brasileira de joelhos, protegendo-se por trás de uma hipotética "crise institucional", do qual até o presidente da República procura fugir.
Não fosse o exibicionismo dos jovens procuradores, que no afã de incriminar acabam fazendo merda, e a cumplicidade de uma Suprema Corte que corta a onda da sua prisão toda a vez que ela está perto, e ele já estaria amargando o xilindró de Curitiba.
Nesse ponto Sergio Moro peca, ou está montado em uma estratégia digna de um campeão de xadrez, ou está com as calças borradas, buscando dar trabalho a corte de ladrões do dinheiro público, que no Brasil não faltam.
Prenda-se Eduardo Cunha, prenda-se Garotinho, prensa-se Sergio Cabral, mas não se tempo para que o "gran cappo" forje suas teses, que ao final podem acabar pondo na cadeia o próprio juiz Sergio Moro,
Bira de Oliveira

domingo, 19 de junho de 2016

A DITADURA DA PGR E A GRIFE LAVA JATO

A quem interessa o termo "Lava Jato", que se referia as descobertas do maior esquema de corrupção operado por um partido político, dentro da maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, se transformar numa "grife" do combate a corrupção?
Sabe-se que o PGR Rodrigo Janot é um grande safado a serviço do PT.
Sempre dissemos que era ele que fornecia a Jose Eduardo Cardoso os elementos e informações de combate, quando todo o esquema da Petrobrás ia sendo aos poucos posto na cadeia, e o Juiz Sergio Moro agia contra figurões do PT e grandes empresários do esquema, se aproximando a passos largos de Lula.
Rodrigo Janot é um cínico, um sujeito que é capaz de fazer o diabo por Dilma, Lula e PT. Conhece os meandros do STF e seus togados de rabo preso.
Com o tempo vem se transformando num grande editor de revistas e jornais, com suas bombásticas colaborações, que tem lhe valido uma credibilidade exemplar, principalmente da Globo, atolada nos escândalos do futebol e da cultura.
Sabendo de antemão quem são os corruptores, trabalho exemplar feito em Curitiba, recorre as prestações de conta do TRE, e transforma em verdade qualquer coisa que tenha com elas ligação, bastando apenas um cagão fazer o trabalho sujo de assinar a delação cantada por ele.
Essa parceria tem dado o impeto necessário para que o pensamento de que todos são iguais em se tratando de corrupção, e que a do PT e seus asseclas é fichinha diante da de Cunha, PMDB, PSDB e todos mais.
Para isso valem as falácias, como essa da convocação de um plebiscito. ou a outra da leniência partidária.
Tudo que sai de Curitiba é provado, tendo o Juiz Moro absolvido alguns por falta de comprovação.
Tudo que sai da PGR em Brasilia é político, baseado no ouvi dizer de elementos de caráter duvidoso.
Ou alguém dá um tostão furado a nessa deleção lida diante de um microfone por esse elemento de nome Sergio Machado, um ladrão mequetrefe que está doido para ir para casa nadar em paz na piscina da sua mansão em Fortaleza, longe das algemas do japonês da Federal.
Para desestabilizar o governo Temer e melar o impeachment, Rodrigo Janot seria capaz de esvaziar o presídio de Pedrinhas, desde que aquele monte de assassinos estupradores viessem a colaborar para que Dilma voltasse, em belas reportagens da Globo com a imagem da Zileide Silva.
Ou se acaba de uma vez que com essa história de que "Lava Jato" é a grife do combate a corrupção, ou corremos o risco de entregarmos a chave desse pais chamado Brasil, a um ditador abençoado pelo Supremo Tribunal Federal, quem sabe com o belo nome de Rodrigo Janot.