quinta-feira, 8 de junho de 2017

O pau-de-arara digital

"Tem que delatar!", esta é a palavra de ordem na imprensa brasileira.
Aliás, as delações levaram a política aos papos dos cafezinhos, dos corredores e das salas de espera dos consultórios.
Outro dia puxei papo com o pipoqueiro da rodoviária e fiquei surpreso com seu nível de informação.
Fora os simplesmente indignados, já é possível encontrar pelo caminho gente com bom nível de reflexão e pensamento.
Se isso vai pesar na hora do voto, só o tempo dirá.
Por enquanto de uma coisa a gente sabe, nunca a política ajudou como agora a Imprensa brasileira, com cliques milionários nos sites, nas redes e nas bancas com vendas astronômicas.
Por isso a palavra de ordem da delação, do dedodurismo e do seu irmão gêmeo, o vazamento, tem animado o noticiário.
E não adianta falar em maucaratismo dos delatores, ou da falta de ética de jornalistas, polícia e procuradores, em seu espúrio acordo moral, do outro lado existe uma turba ensandecida, pronta para consumir qualquer papel de bala manchado de batom, que tenha as digitais da vítima da vez, e que reluza na tela do JN.
Já não se fazem mais torturadores como os de antigamente, pois o pau-de-arara da internet funciona melhor.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O fracasso do golpe da Globo contra o Temer

Como acontecem os golpes?
É da natureza dos golpes serem rápidos, pois o tempo joga contra os golpistas.
Recentemente tivemos toda uma gritaria de houve um "golpe" contra a presidenta cassada. Mera apelação, o tempo que levou entre a chamada "conspiração" e sua queda foi longo, e alí de golpe não teve nada, no máximo uma tomada de poder pela via constitucional, o que por si só não caracterizaria um golpe.
O bolivarismo venezuelano está no poder graças a um golpe tentando lá trás pela oposição, mas que não deu certo. Chaves chegou a ser preso por poucos dias e retornou glorioso. De lá para cá a oposição se enchafurdou numa crise que tenta sair pela via constitucional e não consegue.
No Brasil tivemos o golpe militar, que por mais que tentem os apoiadores classificar como uma "revolução" foi um golpe de estado.
Um dos países latino americanos campeão em golpes é a Bolívia. Lá os grupos militares sempre manipularam a política através das chamadas "quarteladas".
Aliás, o continente americano é mestre em golpes, da América Central ao Sul. Muitos já morreram, outros enriqueceram, e a maioria que caiu, voltou.
Temer tem contra si a baixa popularidade e uma oposição que o classifica como "golpista" o tempo todo, mas o que aconteceu contra ele, no sentido clássico, foi uma tentativa de golpe.
Não foi a toa que a primeira coisa que fez foi convocar os ministros militares para saber do seu comprometimento com a democracia. 
Os atores que tentaram a trama, uns por interesse financeiro, outros corporativos, e o terceiro, a Rede Globo, por simples manutenção de poder até o momento não foram felizes no intento. Não houve uma manifestação militar si quer, o judiciário segue firme na manutenção das instituições, e os políticos, pegos de surpresa, ressabiados com o intento se recolheram ao silêncio.
Temer não renunciou como queriam os autores do golpe, e o exército com o qual contavam para manutenção da estratégia, a internet e o restante da Imprensa se pôs a pensar e a investigar as razões para a pressa na solução.
Graças a seu açodamento e erros, os golpistas deram com os burros n'água, e o golpe fracassou!

A crise do jornalismo nas crises

O jornalismo é uma profissão importante para a democracia, deve ser conduzido com seriedade, sem comprometimento com grupos, políticos ou econômicos.
A crise que estamos vivendo, além de ser uma crise moral e política, é também uma crise do jornalismo.
O presidente americano, recentemente, chamou a imprensa de seu país de "desonesta", por estar atuando de maneira preconceituosa em relação a ele.
Nessa crise, o papel do Sistema Globo de Informações está exercendo uma função que vai no sentido contrário a do bom jornalismo. 
Ao invés de checar as informações recolhidas pelo jornalista Lauro Jardim de uma fonte em off, o Grupo Globo tratou de replicá-la rapidamente em suas mídias televisivas em plantões de urgência, tomando seus termos como totalmente verdadeiros, e sem nenhuma falha que necessitasse chegar ou corrigir.
O que aconteceu foi que essa postura com a notícia, que continha falhas graves, além de causar um enorme prejuízo financeiro ao país, levou a paralisação de reformas que dariam aval a investimentos importantes em diversas áreas.
E o que temos agora na sequência dos dias que se seguiram a informação é sui generis. Enquanto a maioria dos órgãos de imprensa se põe a averiguar e investigar a denuncia, seus motivos e personagens, o Grupo Globo sai em campo para desmentir e ridicularizar as matérias investigativas de colegas da própria Imprensa, as quais põe em dúvida as informações das suas reportagens, e a reforçar as teses dos investigadores, agindo não como um veículo de informação fazendo o bom jornalismo investigativo, mas como divulgador de todas as teses da acusação contidas na construção de seu pedido inicial ao STF, reforçando assim como partícipes a visão dos promotores, sem por em dúvida os interesses corporativos que possam estar por trás da investigação, e erros na condução do processo, e sem levar em conta na mesma intensidade a versão dos acusados, como está fazendo a maioria dos outros jornais, sites e revistas.
Para mim, isso é desonestidade. Em nome do combate a corrupção, tentam assegurar para si a audiência e concordância da grande parcela da sociedade que, indignada clama por mudança na política nacional, sem prejuízo da verdade dos fatos.

domingo, 21 de maio de 2017

A conspiração do PT com a Globo

O governo fala que está sendo vítima de uma "conspiração". Mas que "conspiração" é essa, e como ela se deu?
Deixemos as firulas técnicas e jurídicas de lado, e vamos aos fatos:
(1) O procurador Rodrigo Janot foi indicado para o cargo por Dilma Roussef. Desconfiada, a oposição se interpôs a nomeação, e esta só foi consumada com o beneplácito do PMDB de Renan Calheiros. Durante todo o episódio da queda de Eduardo Cunha, sua maior reclamação era por que ele havia de ser o alvo da PGR, já que Renan Calheiros acumulava quase uma dezena de inquéritos e ainda não tinha virado réu;
(2) No cargo, Rodrigo Janot mesclou um time de assessores, com procuradores petistas em sua maioria, e os da casa, que conquistaram posições sem necessidade de coloração política. Os procuradores petistas eram alinhados ao ex ministro da Justiça de Dilma, Eugênio Aragão. Janot nunca se contrapôs a ação dos dois grupos, que vazam depoimentos nunca investigados, ficando assim de bem com ambos os lados;
(3) No tempo, a PGR se concentrou quase toda no PMDB adversário de Renan, e tida pelos petistas como aquele time que conspirava contra Dilma, todos ligados de alguma forma ao presidente Temer. Sua postura durante o impeachment, uma hora pendia para um lado, outra hora para outro, já que a opinião pública nas ruas tinha o apoio da grande imprensa;
(4) Um outro elemento da trama é o ministro do STF, Edson Fachin, nomeado por Dilma em troca da sua declaração de voto a favor da candidata em 2014. Entrou na trama sem ter autonomia para ocaso, pois é corregedor da Operação Lava Jato, que não tem nada a ver com esse caso da JBS, ou seja, extrapolou suas funções;
(5) O terceiro elemento da trama é o grupo Globo, não por ideologia, partidarismo ou lá o que valha, mas por interesse comercial. A Globo nunca engoliu a extinção do Ministério da Cultura por Temer, um braço comercial importante no faturamento do grupo, e nem posteriormente a faxina na instituição levada a cabo pelo ministro Roberto Freire;
(6) E assim foi dado início ao ataque que encurralaria o governo Temer;
(7) Joesley Batista busca Eugênio Aragão, um dos comandantes da grita contra o governo "golpista" de Temer, que lhe oferece o apoio de um dos procuradores da equipe de Janot,
(8) Este se demite da equipe da procuradoria na Lava Jato, e no dia seguinte já está a postos a serviço da estratégia da gravação da fita que abalaria a política nacional;
(9) Com todos os elementos principais na mão, a gravação com Temer, a conversa com Aécio e o flagrante do dinheiro ao deputado Loures, Janot "oficializa" a delação, e faz o ministro Fachin autorizar o inquérito contra Temer;
(10) Faltava o apoio da "opinião pública". Este é conseguido pela amizade do petista Eugênio Aragão com o jornalista Lauro Jardim, que divulga de maneira totalmente truncada o conteúdo das gravações, e com a anuência dos seus patrões da Globo;
(11) Só que logo no dia seguinte a notícia, por pressão da presidência da República, e dos demais setores da imprensa, o ministro Fachin libera o áudio da gravação, e a conspiração começa a ser entendida. Jornalistas questionam a postura do colega, perícias levam a constatação de fraudes, e o presidente parte para o ataque;
(12) A essa altura, já envolvida até a última raiz do cabelo, e vendo ameaçados seus interesses de, numa eminente renúncia do Temer em que pudesse influir na escolha do candidato eleito numa eleição indireta, o grupo Globo sobe o tom, publica um editorial pedindo a renúncia, e faz a trágica edição do JN de ontem, em que deixa patente sua participação na trama, assim como fez no passado no famoso debate Lula/Collor, até hoje lembrado por muitos.
Hoje temos uma guerra entre os dois lados, aqueles que correm atrás de provar a conspiração, mas não a assume, e do outro, a PGR, o grupo Globo e o ministro Fachin.
Se dará certo ou não, só o tempo dirá.

Acabou!

O que dizer? Muitas perguntas ficarão sem resposta, muitas expectativas deverão se calar. 
O Brasil vive suas tragédias as vezes em bons, as vezes em maus momentos.
O suicídio de Getúlio, a queda de Jango, o fim do poder militar, a morte de Tancredo, a queda do Collor, o impeachment da Dilma, e agora essa próxima queda do Temer.
Por trás de todas elas, quase sempre, o mesmo mote moral, a mesma conturbação, que nada mais um rearranjo de forças, onde a indignação ou a tristeza do povo só entra para moldar a cena.
São interesses econômicos que rapidamente mudam de lado para continuar tendo voz, e nos últimos tempos a grande voz desses interesses tem sido as Organizações Globo.
Na queda do Collor o interesse deste em montar um grande grupo de mídia para fazer concorrência a Rede Globo foi a senha.
Arrisco dizer que na queda do Temer a senha foi dada quando Roberto Freire assumiu o Ministério da Cultura.
Mas quem sou eu para arriscar tamanha ousadia dessa previsão, mas que algum interesse foi ferido, foi!
Depois desse pedido de impeachment da OAB quem será capaz de enfrentar o noticiário da Globo em seu JN?
Daqui para adiante, ou vivemos o drama da renúncia, ou o drama da impeachment, e as reformas econômicas que iam bem, ficarão adiadas. E sem essas reformas, que restará ao Temer? Perder seu foro privilegiado e se arriscar a um pedido de prisão pela PGR?
Creio que não renunciará, e seu governo acabado viverá o tempo que viveu a Dilma, até seu juízo final.

sábado, 20 de maio de 2017

Por que o Temer deve ficar

No impeachment de Dilma as forças políticas tiveram todo o tempo para se organizar. 
Falou-se em renúncia, ela não aceitou. Veio o processo, a suspensão e depois a cassação. 
No período a Bolsa foi ao chão, a nota de crédito do Brasil também. 
A recessão se aprofundou, e o desemprego idem. 
A diferença de agora é que já vinhamos de uma economia desorganizada, com todos os fundamentos econômicos fazendo água, desde a sua a posse. 
Agora temos um presidente impopular mas com um foco, e que ao menos comanda uma coligação de partidos, com maioria a vezes qualificada, as vezes não. 
Uma retirada a fórceps, abrupta, faria aumentar as incertezas e tudo voltar a ser como antes. 
Se seguirmos a Constituição, ou essa senha que o Temer acaba de dar, colocando nas mãos do STF o seu destino, e conseguirmos mantes no comando da economia a mesma equipe, quem vai dar o time é o STF, e do outro lado o Congresso, ao articular a mudança. 
As ruas ainda não estão qualificadas para decidir, uma vez que o pais está semi dividido, e ainda vivendo dentro de um sistema político totalmente corrupto. 
Não esqueçamos que temos apenas 5 dias de crise, onde a especulação está correndo solta e fazendo fortunas mudar de lado, e a poupança de pequenos e médios poupadores derreter. 
O que nos cabe, ao que não são políticos, ou por filiação ou por afinidade, é controlar a indignação com o noticiário e confiar na nossa democracia. 
Já deu para ver que existe uma grande briga na grande imprensa, com jornalistas questionando os fatos, e se pondo em campo para averiguar a verdade. 
Internet não é jornal, e internautas não são jornalistas, apenas assistimos e repercutimos, enquanto as pedras caem sobre as nossas cabeças.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A internet não é um poder da República

A decisão de ontem do STF pode ter chocado muita gente, mas foi um ato que demonstrou apenas uma coisa, a internet não detêm o poder!
Temos no Brasil uma democracia, chamada de participativa, onde o cidadão se manifesta através do voto para eleger seus delegados, e estes, junto com o executivo, indicam os juízes e o promotor geral que irão reger as nossas leis.
O que estamos tendo, com a grife Lava Jato sendo embalada pela grita da internet e da imprensa é uma inversão.
Através da internet e da imprensa o cidadão opina, diverge, instrui, mas não pode querer fazer a lei.
Fosse assim voltaríamos aos tempos do bang bang ou da era medieval, onde as turbas ensandecidas decidiam quem iria morrer.
A imprensa de hoje está a reboque da internet enquanto opinião pública. Foi salva por ela em sua crise comercial na mudança do impresso pelo digital. E como a imprensa se crê um quarto poder tomou a internet para si para conduzir seu noticiário.
E dessa postura se servem outros atores políticos e judiciais, que no afã de fazer cumprir a lei pulam etapas, e muitas vezes se esquecem do seu papel.
A opinião pública pôs a grife Lava Jato no colo. Seu serviço de caça a corruptos criminosos está sendo exemplar. Mas na hora de aplicar a lei, faz valer critérios que, aos olhos da Constituição e do STF são antidemocráticos.
Agora o que temos com essa decisão de ontem? Uma grande frustração com a libertação dos "bandidos" que ela conseguiu ver conduzida para a forca.
De agora em diante todos deverão sentar e decidir, se querem que a democracia tal qual como ela está posta deve prosseguir, ou se querem um outro regime. 
Mas isso é assunto para uma Assembléia Constituinte, e que não seja digital.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Façam greve! Se gostam de merda, que morram comendo!!!

Se fosse o Temer, retirava todas essas reformas do Congresso, fazia um brutal aumento de impostos para cobrir o rombo das contas públicas até 2018, e atravessava seu mandato com sua popularidade de traço, e esse crescimento zero que estamos tendo. 
Cansa ver tanta insensatez por parte de políticos da chamada "base aliada", com foco no princípio da "farinha é pouca meu pirão primeiro". 
A Bolsa vai manter seu crescimento, e está pouco ligada com ao que acontece por aqui, uma vez que as estatais estão sendo administradas por gente profissional, com foco voltado para o mercado. 
Os fatos políticos só ajudam a especulação, jogam os preços para baixo para alguém ganhar depois. Logo, queremos mais é que o país se dane! 
Façam greve seus vagabundos privilegiados e tragam Luis Inácio de volta. Se gostam de merda, que morram comendo!!!

O partido bonitinho e o pais quebrado

O desembarque do PSB do governo Temer tem como objetivo ocupar o vácuo deixado nas esquerdas pela derrocada do PT, sonho de Eduardo Campos e Miguel Arraes. Aliás, Miguel Arraes quando candidato a presidência ficou no traço, e Eduardo Campos só avançou por se colocar ao lado do liberalismo econômico.
No entanto esquecem que o PT só se criou e chegou onde chegou com Luís Inácio na política brasileira, fora a corrupção astronômica, pelas concessões que fez ao chamado mercado.
Ficar ao lado da classe trabalhadora num primeiro momento pode dar voto, principalmente pela natureza das reformas, bombardeadas em gênero e grau por toda a esquerda e melancias apoiadoras. Mas na hora de governar vão precisar de agradar ao capital, como fez Luís Inácio, de novo tirando fora a corrupção astronômica.
E o capital quer gestão, coisa dando certo, governo no seu lugar e empresários promovendo o crescimento.
Não quer se meter com república sindicalista, corrupção, burocracia governamental, um estado gigante que corroí toda a poupança da população, satisfazendo privilégios de todas as formas.
O PSB pode ir adiante no seu ideal socialista, mas não vai trazer crescimento, aumento de emprego, dinheiro no bolso do cidadão, ao apoiar uma pauta equivocada de burocratas e sindicalistas.
Que o governo consiga minar essa dissenção, para que o Brasil não sofra as consequências de um partido bonitinho.

De garotos mimados e pelegos

Engraçado, mas ainda não li na internet, dito por algum trabalhador de estatal, professor universitário, funcionário público do nível médio para cima, o que a Reforma da Previdência afeta diretamente a si. 
Só vejo palavras de ordem iradas e genéricas, que mais parecem defesa de partido político, ou apoio aos pelegos sindicalistas. 
Queria um sentimento pessoal, uma declaração, algo que denotasse um prejuízo imensurável, que coloca-se em risco risco seu padrão de vida e da sua família. 
Verbalizar privilégios pela voz de terceiros é covardia, coisa de quem sabe que o povo brasileiro não tem, nem nunca vai conseguir ter o que eles tem. 
Apoiar essa greve geral de sexta-feira, só para ficar quatro dias no bem bom em casa, dando munição a pelegada e ao lulopetismo, é ajudar a levar esse país para um buraco definitivo, coisa de garoto mimado, que por birra não teve atendido seu pedido de uma nova bicicleta por Papai Noel.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Quanto custa uma franquia Lava Jato?

Não tenho nada contra a Lava Jato. Que ela continue em seu julgamento dos desvios ocorridos na Petrobras e outros, durante os 14 anos do lulopetismo.
Minha implicância é com a imprensa, que transformou a Lava Jato numa grife, espalhada por todo o país e em todas as áreas.
Roubaram os ovos do galinheiro dá repartição, é Lavagem Jato. Surrupiaram a borracha dá mesa do colega de escritório, é Lava Jato.
A Lava Jato é hoje um ser onipresente que se sobrepõe a qualquer Tribuna Superior, referência legal dos crimes das mais diversas ordens, e isso transforma seus atores, procuradores, policiais e juízes em jornalistas, que produzem os fatos que serão estampados nas manchetes.
E aí daquele que quiser ser contra, falar algo que se interponha a essa parceria, judiciário/imprensa. É levado ao cadafalso sem direito a perdão.
A investigação na Petrobras abriu uma grande tampa, roubasse muito e em todo lugar, mas daí querer se antecipar ao devido processo legal, e condenar os acusados por antecipação, não está correto. Se ele vai usar das brechas dá lei para fugir da mulher cadeia, é problema dá legislação que foi criada para servir aos poderosos.
Mas não podemos esquecer que a imprensa é considerada um poder o quarto da república, mas que tem um único objetivo, ganhar dinheiro, embora se apresente como defensora dá verdade.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Loucos que não rasgam dinheiro

Eduardo Cunha era um grande operador de bolsa, sabia como ninguém aproveitar os meandros do mercado de opções para ganhar algum com aquilo que recebia de outras fonte. 
Pelo visto, os senhores deputados da atual legislatura também estão aprendendo, ou querendo a aprender. 
Senão, por que estão tocando as votações de olho no mercado, jogando no chão ativos que não eram para virar pó? 
Sabem que se essa Reforma da Previdência não sair, o seu estará perdido, mas fazem questão de jogar contra até onde puderem para comprar em Bolsa na bacia das almas. 
E não são só eles, a imprensa também está nessa jogada, mordem e assopram pois sabem que quem opera é avesso ao risco, e tudo que conseguirem fazer de ruim vai ajudar seu bolso. 
Só não esperem por um fatídico final, pois eles podem ser loucos, mas não rasgam dinheiro!

O penhor da Previdência

Desde o início já sabíamos que o projeto inicial da Reforma da Previdência não passava de um bode na sala.
Quem trabalhou durante anos com orçamento público como eu, sabe disso. Nada que diz respeito a dinheiro e que dependa de uma aprovação superior é o que parece.
As contas são infladas, e algumas carregam o peso orçamentário para tirar os olhos de outra, mais essencial. Ai fica mais fácil administrar quando vem a tesoura.
E é assim com o trato legislativo, sempre disposto a cortar ou aumentar, dependendo do enfoque.
Sempre soubemos que o foco era o aumento da idade para 65 anos, o que não pegaria em nada o trabalhador pobre, que quase sempre não consegue tempo para se aposentar, mas sim a certas categorias funcionais do serviço público, que acham que tem de dar pouco, pelo muito que ganham para ter tempo de gozar a vida e sair por ai gastando nosso pobre dinheirinho, enquanto Universidades, hospitais, obras e fiscalização carecem de profissionais experientes, para dar ao serviço público a eficiência que deveria ter.
E não queira o marcado ou a imprensa sacrificar o presidente Temer na sua interinidade de 2 anos e pouco. Reforma da Previdência é assim mesmo, feita aos soluços, não só por que atinge privilégios enraizados, como também oferece palanque a grita da oposição.
Pedir a quem se sente prejudicado reflexão, não é pouco. O Brasil precisa mais que o seu breve bem estar da velhice, já que trabalhar ninguém conseguirá deixar para trás, seja em função da família, ou de sua casa.
Melhor perder algumas jóias no penhor da vida, do que ficar sem ela.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Tadinhos dos funcionários públicos e seus R$ 3.000.000,00!!!

O Prof. Ricardo Medronho da UFRJ, tem distribuído um texto pela internet que diz: 
"Nós, funcionários públicos, pagamos e muito para nos aposentar. Por exemplo, para um salário de R$ 15.000,00, o segurado do INSS paga apenas R$ 608,44 (teto), enquanto que um servidor federal paga R$ 1.650,00 (11% do salário, sem teto!)."
Deixa ver se entendi. 
Então se for aprovada a reforma um servidor federal que ganha R$ 15.000,00 ao mês irá economizar R$ 1.041,56 todo mês, pois irá passar a descontar pelo teto do INSS, é isso? 
O problema é que essa diferença aplicada daria alguma coisa em torno de R$ 200.000,00, isso se o sujeito tiver 50 anos e for se aposentar com 65 anos, enquanto que se for aposentado com 50 anos irá receber quase R$ 3.000.000,00 atualizados, aos 65 anos de idade.
Será que se ele recebesse continuasse pagando pela teto 11% que paga atualmente cobriria a fortuna que receberia de aposentadoria se nada fosse feito?
O Prof. Ricardo Medronho da UFRJ, tem distribuido um texto pela internet que diz: 
"Nós, funcionários públicos, pagamos e muito para nos aposentar. Por exemplo, para um salário de R$ 15.000,00, o segurado do INSS paga apenas R$ 608,44 (teto), enquanto que um servidor federal paga R$ 1.650,00 (11% do salário, sem teto!)."
Deixa eu ver se entendi. 
Então se for aprovada a reforma um servidor federal que ganha R$ 15.000,00 ao mês irá economizar R$ 1.041,56 todo mês, pois irá passar a descontar pelo teto do INSS, é isso? 
O problema é que essa diferença aplicada daria alguma coisa em torno de R$ 200.000,00, isso se o sujeito tiver 50 anos e for se aposentar com 65 anos, enquanto que se for aposentado com 50 anos irá receber quase R$ 3.000.000,00 atualizados, ao final de 65 anos de idade.

Será que se ele continuasse pagando pelo teto de 11% do funcionalismo público, cobriria a fortuna que receberia de aposentadoria se nada for feito?

Da marolinha ao tsunami, o mal que o PT nos causou

O keynesianismo é uma teoria econômica muita usada pelo pensamento de esquerda quando fala em crescimento econômico. 
Nela John Maynard Keynes coloca em cheque as ideias do livre mercado, argumentando que a economia não é autorregulada. 
Não dizia, no entanto, que o Estado deveria controlar plena e amplamente a economia, aproximando-se de uma formulação marxista, mas que o Estado tinha o dever de conceder benefícios sociais para que a população tivesse um padrão mínimo de vida.
Essa teoria, quando apropriada pelo governo do PT durante a chamada "crise da marolinha", que se deu pela quebradeira dos bancos americanos, sabe-se hoje, não teve por objetivo oferecer crescimento econômico para que os mais pobres tivessem acesso a benefícios sociais que lhes desse um padrão mínimo de vida.
Teve por principal motivo a manutenção de um projeto de poder, e a criação de um estamento estatal controlado por grandes corporações, como se depreende da leitura das delações da Odebrecht.
A enorme fonte de corrupção que se criou com a entrada atabalhoada do estado na proeminência econômica, é fruto dessa política, criticada até por seus beneficiários, como cita Marcelo Odebrecht em sua delação.
E por querer manter o poder, elegeram uma pessoa sem a mínima competência política e profissional para dar prosseguimento ao processo, a senhora Janete Vana. Seu currículo de trabalho, todo forjado em indicações políticas, sem a mínima comprovação de resultados efetivos, mal lhe daria um cargo de gerente em alguma rede de supermercado.
O resultado é que tivemos a maior depressão da história brasileira, com mais de 13,5 milhões de brasileiros perdendo o emprego, e centenas de milhares de famílias endividadas, ao ponto de retornarem aos padrões de miséria que tinham antes da crise.
E agora fala-se na volta de Luís Inácio para aplicar de novo a mesma política que resultou num retumbante fracasso, citando-se a "marolinha" como fonte da reação.
O mundo hoje não vive mais da aplicação de uma única teoria econômica, ou de uma única formulação ideológica.
O exemplo da China, a maior nação comunista do mundo, mostra que o capitalismo de estado está atrelado ao liberalismo econômico bem mais do que se pensa. 
Metas de inflação, controle orçamentário, baixo endividamento, alavancagem excessiva dos bancos oficiais, tudo isso e muito mais a China de hoje compreende, e segue a risca para não se ver atolada numa depressão catastrófica.
Melhor que uma "marolinha" seria aprender com esse "tsunami" provocado pelo PT, e refazer de vez o estado brasileiro, reformando-o de cabo a rabo.

As frases do Estraga Raça (2)


As frases do Estraga Raça


segunda-feira, 10 de abril de 2017

A maça do paraíso perdeu seu som de plim plim

Se antes já era, agora então a Globo virou o foco das atenções das redes, muito mais.
Depois da suspensão do ator José Mayer, o nível de exigência a toda e qualquer coisa e comportamento dos seus, vai aumentar.
Ainda mais se for no terreno tênue do assédio, pretensa violência, ou vestígio de preconceito contra a mulher.
O tribunal da internet não perdoa, e irá julgá-la com a ira daqueles a quem recorreu para aumentar seu Ibope.
Cada cena de novela, cada palavra de apresentador ou repórter, um simples escorregão de um funcionário ou ator vai viralizar.
O espaço que teve de dar hoje ao peti de uma participante neurótica, com seu namorado psicopata, foi mais um exemplo, com polícia na porta e tudo mais, de como um dos últimos bastiões a lebertinagem dos costumes está caindo.
Tudo isso sem o vade retrum dos pastores, ou a maldição da Santa Sé.
A continuar assim, melhor fechar e se transformar em teve digital no YouTube, pois não haverá mais nada a mostrar, pois o pecado deixou de morar ao lado, e a maçã do paraíso perdeu seu som de plim plim.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Covarde ataque americano a Syria


Quando o ditador Assad resolveu concordar com a chamada 'comunidade  internacional', e eliminar seu arsenal de armas químicas, alguns dos quartéis que as guardavam já tinham sido atacados pelos insurgentes.
Naquele momento Assad perdia a guerra, Damasco era dada como a bola da vez, e ataques químicos de origem não verificada já tinham acontecido, dizem que com armas fornecidas pela Arábia Saudita.
Na guerra da Síria os insurgentes agem como o trafico no Rio de Janeiro, batem em retirada mas sob a condição de não deixarem seus arsenais para trás.
Idlib, a cidade onde ocorreu o incidente, está sob as mãos da Al-Kaeda, grupo terrorista de triste memória, e que atuava em Allepo quando Assad reconquistou a cidade.
Embora todo um arsenal de propaganda, que até parece que já estava montado para difundir o "ataque", tal a rapidez da reação americana e da chamada 'comunidade internacional', imprensa inclusive, a comoção mundial com as fotos e reações dramáticas da população local diante das crianças dizimadas, não era de se desprezar.
O "ataque" mereceria uma investigação melhor, em que se levasse em conta as informações militares russas, mas agora inês é morta e a confusão está formada, com os terroristas colhendo os resultados dos prejuízos que os EUA causaram a Síria, e os apoiadores de Assad se preparando para uma ampliação do conflito militar.
É esperar para ver o que virá depois de mais essa intervenção militar americana.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

2018 e a volta do lulopetismo

Porque o bolivarianismo está no poder há tantos anos na Venezuela?
Primeiro seus opositores tentaram um golpe de estado a moda antiga, que os militares de Chaves fizeram fracassar.
Depois o chavismo começou a fazer água, grandes manifestações nas ruas, e a indicação que faltava pouco para ele cair.
Aí a oposição começou com aquela lenga lenga de uma nova política, o velho paradoxo do velho e do novo, e não conseguiu se unir, pulverizando seu voto.
Chaves avançou ainda mais no controle do estado, e colocou Maduro em seu lugar.
Agora a pouco tivemos eleições no Equador e mais um bolivariano conseguiu se manter no poder.
O que temos aqui?
Novas ambições surgindo na política, apoiadas por um certo romantismo, que une gestão e aversão a política, tendo como pano de fundo um furor quase uterino, que já se transformou em grife, a Lava Jato, e uma imprensa desonesta que só pensa no seu, radar ligado nos 'trendings topics' da web.
Toda essa crescente ingenuidade política vai servindo de caldo de cultura para a volta do lulopetismo, que se utiliza da ânsia de muitos pela manutenção de privilégios, travestidos aqui de direitos, para minar a possibilidade de reformas, que trariam o crescimento, e colocariam de vez uma pá de cal no populismo de esquerda.
Como o Brasil se transformou no país de ninguém, onde a internet mais parece uma torre de Babel sem nenhum consenso, teremos a repetição da história, pois ninguém se interessa em saber o que aconteceu com os outros e com a gente no passado. 
Melhor continuar no bagaço do que se esforçar para entender.